segunda-feira, 3 de junho de 2019

As relações amorosas dependem só de duas pessoas?

Resultado de imagem para RELAÇÕES AMOROSAS- DESENHONas relações amorosas, você pensa ser totalmente livre para escolher a pessoa que você quer, que você gosta? Na verdade, esta escolha não depende somente de você. A sociedade inteira é mobilizada. O casal não depende só de dois indivíduos, porem de grupos sociais chamados instâncias de socialização.
As instâncias de socialização transmitem valores que têm em parte relações com o amor. Dependendo dos valores interiorizados, o indivíduo adapta o comportamento dele em função das situações. Geralmente, isso corresponde ao que as instâncias de socialização valorizam e transmitem. Senão, as instâncias de socialização vão sancionar a relação amorosa com sanções implícitas ou explicitas. Para ser reconhecido e legitimado pelos outros como “casal”, as instâncias de socialização devem aprovar esta união.
Então, as relações amorosas são uma mistura de conformidade social e de liberdade nas quais as instâncias de socialização influenciam as escolhas amorosas. Quem são estas instâncias de socialização?
– A familia
Resultado de imagem para A familiaA familia é uma das instâncias de socialização mais importante. Na verdade, ela tem um papel muito importante nas relações amorosas. Primeiro, porque as relações que tiveram os pais de um indivíduo vão ser um modelo de casal. Desde a socialização primaria (infância), o indivíduo observa o comportamento, atos dos pais, e pode ver como o adulto se comporta no casal. Ou o indivíduo vai querer reproduzir esta relação, ou pelo contrário, fazer o inverso. Geralmente, as relações de “ficar” são escondidas pelos pais ao contrario da relação “namorar”. Além disso, a familia tem um papel de controle social. Ele vai concordar ou não com a união. Geralmente, os pais valorizam um indivíduo que pertence à mesma categoria social que o filho.
– Os amigos
Resultado de imagem para OS AMIGOSOs amigos são presentes nas relações amorosas para ajudar o indivíduo a fim de apresentar, traduzir e aconselhar. Por exemplo, quando um jovem recebe uma mensagem de uma pessoa com quem está ficando ou namorando, muitas vezes ele vai mostrar esta mensagem aos amigos dele para ter uma visão exterior, uma ajuda e ter uma ideia do que responder. Os amigos controlam as relações amorosas. Eles falam se o indivíduo tem um comportamento certo ou errado. Os amigos mais próximos sabem muito sobre a relação amorosa do indivíduo.
– O trabalho/ a escola
Resultado de imagem para O TRABALHO- DESENHOOs indivíduos passam muito tempo da semana no trabalho ou na escola (ensino médio, faculdade, etc.). A escola difusa valores e normas características à cultura nacional. Os jovens podem debater sobre este assunto, por exemplo a igualdade no casal entre o homem e a mulher, as violências contra as mulheres (como no Enem), etc. Além disso, a escola e o trabalho são um lugar onde muitos indivíduos se encontram para ficar, namorar e se casar.
– A religião
Resultado de imagem para A religião- DESENHOA religião também influência os indivíduos. Um indivíduo vai preferir namorar com outra pessoa que tem a mesma religião. A religião transmite valores, normas, sentido moral individual e uma consciência coletiva. Então, se um indivíduo namorar com uma pessoa que não tem a mesma religião, vai ser mais difícil para o indivíduo, porque eles não vão respeitar a mesma ideologia. Além disso, apresentar um indivíduo a sua família que não tem a mesma religião vai ser, não impossível, porém, mais complicado para a aceitação.
– As Mídias
Resultado de imagem para As Mídias- DESENHOAs Mídias, ou seja, a televisão (telenovelas), a rádio, os jornais e Internet difusão programas que são, muitas vezes uma referência na vida do indivíduo. Ver a maneira de se comportar de um casal na telenovela, pode nos influenciar, porque a gente se identifica com o ator da novela.
– O Estado
Se um indivíduo não respeita as regras contra violência física por exemplo, o Estado sancionara o indivíduo. Então, o Estado sanciona os indivíduos que não respeitam valores e normas, já previstas pelo Estado. Apesar da relação ser entre dois, o casal, pode o Estado intervir entre ambos, se um deles trazer perigo ao outro.
– As estruturas sociais
Principalmente quando o indivíduo é jovem, ele faz parte de estruturas sociais, associações, etc. Ele pode fazer aulas de capoeira, de samba, de teatro, de música, etc. Geralmente, os professores e os grupos podem influenciar o indivíduo. Por exemplo, nas aulas de teatro, o grupo pode tratar das relações amorosas. 
Então, concordamos ao dizer que não somos livres para namorar com uma pessoa que escolhemos sozinhos?
fonte: http://www.sociologia.com.br/as-relacoes-amorosas-dependem-so-de-duas-pessoas/

ATIVIDADE PROPOSTA



ATIVIDADE EXTRA
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terça-feira, 28 de maio de 2019

Os fatores sociais para a depressão

  ''Doença Contemporânea, a DEPRESSÃO vem sendo estudada a partir do viés sociológico, uma vez que é causada por fatores externos ao indivíduo, fugindo ao estudo da psicologia.''


Com as novas características sociais e econômicas na Sociedade Contemporânea, a depressão encontrou terreno fértil para se fixar como ''O mal do século''.

        Com o desenvolvimento da Sociedade, as mudanças nos padrões econômicos, sociais e políticos, ´fazendo assim dessa nova sociedade terreno fértil para a disseminação desta doença, que é denominada por muitos como mal do século.

         Há alguns anos, a depressão era muito menos frequente do que é hoje e era estudada somente por um enfoque da psicologia, uma vez que estudava o indivíduo acometido individualmente, sem levar em conta os fatores sociais. Ninguém adquire depressão só e somente por fatores internos, isto é, somente de si. Os fatores sociais, como mudanças econômicas bruscas, falências, desemprego, crime, divórcio, traição, etc, são os que mais influenciam as pessoas a terem depressão.

A pessoa com depressão sente-se alienada perante as demais, ficando isolada e incomunicável por muitas vezes.

         A depressão se constitui atualmente como uma doença de alta ocorrência, do ponto de vista da psicologia e uma questão social normal do ponto de vista da sociologia. Trata-se de um conjunto de fatores que, se sozinhos, por vezes, não são capazes de acarretar depressão mas ao se juntar com outros, facilmente derruba o indivíduo. Os principais sintomas são: desânimo, fobia social, tristeza, incapacidade laborativa, medo, baixa - estima, isolamento e alienação, etc.

A pessoa com depressão pode sentir fobia social, isto é, medo ou receio de socializar-se com outras.

        Vem sendo observado que as principais consequências da depressão do viés sociológico tem sido os casos de suicídio e incapacidade para o trabalho. O ser social se sente incapaz para o trabalho e acaba entrando de licença para tratamento de saúde, se tornando um encargo para a previdência social, que hoje é um problema econômico e social.
Fatores econômicos como desemprego e mudanças brusca nos padrões econômicos de dada sociedade também contribuem para os casos de depressão e suicídio.

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Proposta de redação

Tema: depressão e suicídio na sociedade brasileira

A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Depressão e suicídio na população brasileira”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.
Texto I
Para o Dia Mundial da Saúde de 2017, lembrado em 7 de abril, a Organização Mundial da Saúde (OMS) deu início a uma campanha sobre depressão, transtorno que pode afetar pessoas de qualquer idade em qualquer etapa da vida.
Com o lema “Let’s talk” (“Vamos conversar”, em português), a iniciativa reforça que existem formas de prevenir a depressão e também de tratá-la, considerando que ela pode levar a graves consequências.
[…]
A depressão é um transtorno mental frequente. Globalmente, estima-se que 350 milhões de pessoas de todas as idades sofrem com esse transtorno.
Depressão é a principal causa de incapacidade em todo o mundo e contribui de forma muito importante para a carga global de doenças. Mais mulheres são afetadas pela depressão que homens. Existem vários tratamentos eficazes para a doença.
A condição é diferente das flutuações usuais de humor e das respostas emocionais de curta duração aos desafios da vida cotidiana. Especialmente quando de longa duração e com intensidade moderada ou grave, a depressão pode se tornar uma séria condição de saúde.
Ela pode causar à pessoa afetada um grande sofrimento e disfunção no trabalho, na escola ou no meio familiar. Na pior das hipóteses, a depressão pode levar ao suicídio.
Texto II
A depressão afeta 322 milhões de pessoas no mundo, segundo dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), referentes a 2015. Em 10 anos, de 2005 a 2015, esse número cresceu 18,4%. A prevalência do transtorno na população mundial é de 4,4%.
Já no Brasil, 5,8% da população sofre com esse problema, que afeta um total de 11,5 milhões de brasileiros. Segundo os dados da OMS, o Brasil é o país com maior prevalência de depressão da América Latina e o segundo com maior prevalência nas Américas, ficando atrás somente dos Estados Unidos, que têm 5,9% de depressivos.
[…]
Em 2015, 788 mil pessoas morreram por suicídio. Isso representou quase 1,5% de todas as mortes no mundo, figurando entre as 20 maiores causas de morte em 2015. Entre jovens de 15 a 29 anos, o suicídio foi a segunda maior causa de morte em 2015.
Texto III
Segundo a coordenadora da Comissão de Combate ao Suicídio da Associação Brasileira de Psiquiatria, Alexandrina Meleiro, 98% [das pessoas que cometem suicídio] tinham transtornos mentais, como depressão, transtorno bipolar, esquizofrenia, dependência de drogas.
Dificuldades como as que vêm com a velhice, crises financeiras, solidão, fim de relacionamentos amorosos são considerados fatores de risco para o suicídio, já que funcionam como gatilho para desencadear crises dos transtornos. “Mas isso não quer dizer que quem tem transtorno vai se matar. Essa é uma condição necessária para o suicídio, mas não suficiente”, ressaltou Alexandrina. Para a especialista, de cada dez suicídios, nove poderiam ter sido evitados com diagnóstico e tratamento corretos dos transtornos. “A maioria das pessoas, cerca de 70% delas, dá algum tipo de sinal [de que pensa em tirar a própria vida], mas muitas vezes os sinais são banalizados.
Frases como: ‘a vida não vale mais a pena’; ‘melhor morrer’; ‘queria desaparecer’ são sinais de alerta. Esse alerta é um pedido de ajuda comum, pois todo suicida tem uma ambivalência: ele quer morrer porque quer fugir dos problemas, mas também quer ajuda”, explicou a psiquiatra.
De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz, a maior parte das pessoas que pensa em cometer suicídio enfrenta uma doença mental que altera, de forma radical, a percepção da realidade e interfere no livre arbítrio. O tratamento da doença é a melhor forma de prevenir.
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