Considera-se atentado ao pudor qualquer ato sexual forçado sem penetração. A vítima não dá o seu consentimento para este ato. Por exemplo: toques, carícias ou beijos não desejados, forçar alguém a despir-se ou a mostrar os seus genitais.
O atentado ao pudor pode acontecer sem violência física ou ameaças. Por exemplo: se a vítima não resiste e permite que aconteça porque tem medo.
O atentado ao pudor é um ato punível na Bélgica.
A pena para o atentado ao pudor é de 6 meses a 15 anos de prisão, dependendo:
da gravidade do atentado ao pudor;
da existência ou não de violência ou ameaças físicas;
da idade da vítima.
Violação
A violação consiste em relações sexuais forçadas ou sexo oral com penetração. A penetração pode acontecer com parte do corpo ou com um objeto. A vítima não dá o seu consentimento para este ato. A violação pode acontecer sem violência física ou ameaças. Por exemplo: se a vítima não resiste e permite que aconteça porque tem medo.
Não existem nunca circunstâncias atenuantes. Isto significa que o juiz não aceitará nada como justificação da violação. Por exemplo: o comportamento da vítima, a forma como se veste e o que diz ou faz, nunca podem justificar a violação.
No caso de a vítima da violação ser adulto, a pena é de 5 a 10 anos de prisão. Se a vítima for uma criança ou se houver outras circunstâncias agravantes, a pena pode ir de 20 a 30 anos de prisão.
Procurar ajuda
É importante não esperar para procurar ajuda. Talvez um amigo ou outra pessoa de confiança o possa ajudar.
O seu médico de família pode tratá-lo(a) e elaborar um relatório para a polícia.
É também possível ir à polícia para apresentar uma queixa. Estes são obrigados a respeitar a sua privacidade. Se recear futuros atos de violência, a polícia pode protegê-lo(a). A polícia é obrigada a tratá-lo(a) de forma respeitosa e correta.
Se for à polícia num prazo de 72 horas, pode ser realizado um exame médico para recolher indícios do agressor. Estes procuram sinais de esperma e sangue, mas também outros vestígios sob as unhas, no cabelo e nas roupas. O exame demora cerca de 1,5 a 2 horas. A polícia envia as amostras para serem testadas num laboratório.
Este exame médico pode também ser realizado num centro de proteção contra violência sexual (Zorgcentrum na seksueel geweld). Aqui pode também obter apoio médico e psicológico e apresentar queixa, mesmo que já tenham passado 72 horas da ocorrência. Pode aceder a todos os serviços num só local num centro de proteção contra violência sexual.
Cada Centro para o Bem-estar Geral (CAW) dispõe de um serviço especial de apoio à vítima (“slachtofferhulp”). Podem acompanhá-lo à polícia, ao médico ou ao tribunal. Não é necessário identificar-se no CAW. Pode obter ajuda de forma anónima e gratuita.
De acordo com a lei, mesmo que não tenha autorização de residência, a polícia deve tratá-lo com o mesmo respeito que dedica a outras vítimas. Não obstante, a polícia pode detê-lo(a) devido ao seu estatuto de residência. Por isso, é recomendável ser acompanhado por um profissional do CAW ou de uma outra organização social.
Caso se encontre numa situação de emergência e receie futuros atos de violência, pode dirigir-se a um abrigo.
Apoio aos agressores
Se sentir que cometeu atos de violência dentro de uma relação ou se sentir que existe o risco de que se torne violento contra outra pessoa, pode procurar ajuda. A terapia pode ajudá-lo a falar sobre os seus sentimentos e comportamento e pode prevenir que se torne (novamente) violento, no futuro.
O Brasil é o número 1 quando o assunto é usuários de redes sociais na Internet. Somos o país que mais acessa as redes na Internet. Por esse ser um assunto tão relevante em nosso país, Léa Mougeolle propôs que fosse o tema desse novo artigo. Zygmunt Bauman, professor emérito de sociologia das universidades de Varsóvia e Leeds, foi a primeira pessoa em quem pensei como referência para esse texto sobre redes sociais na Internet.
O QUE BAUMAN TEM A VER COM AS REDES SOCIAIS?
Na verdade a ideia de utilizar Bauman nesse texto surgiu de uma entrevista dada por ele em que o Facebook e as amizades virtuais foram um dos assuntos tratados. Perguntei para Léa se ela achava uma boa referência e a resposta foi “Bauman é uma ótima referência”. Pergunta boba a minha claro, Bauman seria uma ótima referência, tanto para esse tema quanto para muitos outros.
Na entrevista citada acima, Bauman conta que um “viciado em Facebook”, se vangloriou para ele de ter, em um dia, feito 500 amigos. O sociólogo de 90 anos, nascido na Polônia, tinha na época 86 anos de idade, e sua resposta foi que, embora tivesse 86 anos, ele não tinha 500 amigos. E então ele explica aquilo que ele intitula de “Amizade Facebook”.
O QUE É A AMIZADE FACEBOOK PARA BAUMAN?
O sociólogo polonês explica que a amizade que ele fala, e a amizade que o “viciado em Facebook” descreve são diferentes. Não querem dizer a mesma coisa. A amizade que Bauman descreve como a que ele conhece é uma amizade ligada à convivência, pelo fato de nascermos em uma comunidade.
Já a “amizade Facebook” está ligada não a uma comunidade, mas sim a uma rede, que é marcada pela facilidade de conectar e desconectar. Ele explica, então, que esse tipo de amizade tem como maior atrativo a facilidade de se desconectar, de deixar de ser amigo de alguém simplesmente clicando em um botão. O que é impossível na amizade convencional, já que mesmo querendo deixar de ser amigo de alguém não há como fazer isso com tanta facilidade, não há como evitar de ver a pessoa “indesejada” na sua comunidade.
E O QUE OCORRE QUANDO DOIS INDIVÍDUOS DEIXAM DE SER AMIGOS?
Bauman explica que na amizade convencional, ou off-line, como ele mesmo apresenta, um rompimento de relações é sempre traumático. É preciso se desculpar, procurar ou até inventar desculpas, além de ver o desapontamento da outra pessoa pessoalmente. É algo complicado.
Na Amizade Facebook esse rompimento é mais fácil. Às vezes, muito mais fácil. A pessoa simplesmente deixa de ser amigo, exclui o outro individuo e passa a ignorar seus chamados. Pronto. Aí está a comprovação de que a questão da facilidade em se desconectar é o maior atrativo desse novo tipo de amizade. O viciado em Facebook, ao invés de 500 amigos terá 499, mas amanhã já terá 500 novamente, ou até mais.
QUAIS OUTRAS COISAS QUE ATRAEM AS PESSOAS PARA AS REDES SOCIAIS?
Manter contato com pessoas próximas que, fisicamente, não estão tão próximas assim, é o principal motivo das pessoas utilizarem as redes sociais. Esse é o lado bom dessa ferramenta. Poder conversar diariamente com quem está em outra cidade, estado ou até país.
Porém outro motivo do uso diário das redes sociais é a famosa “massagem no ego”, ou seja, demonstrar para os outros que sua vida é maravilhosa e que você é feliz todos os dias, ou alguém já viu uma pessoa postando só coisas tristes sobre si mesmo nas redes sociais?
Utilizar redes, independentemente de quais, é algo que faz parte do mundo contemporâneo. São ferramentas tecnológicas que vieram para ficar, o cuidado que deve ser tomado é com relação ao exagero do uso. Hoje em dia muitas pessoas nem lêem mais jornal, procurando se informar simplesmente pelo seu Facebook.
Com relação à amizade, Bauman demonstrou que existe uma falsa idéia de amigo nas redes sociais, um amigo que é diferente do real, diferente da pessoa com quem você convive. Fica a pergunta para os leitores: Qual tipo de amigo você valoriza mais? Aquele com quem você convive? Ou aquele com quem você pode desfazer a amizade com um simples toque no botão?
Após ler o texto realize a atividade abaixo. Para resolvê-la leia as orientações com atenção. Não esqueça de colocar seu nome completo na atividade. Ao terminar click em “Finish” (finalizar). Depois selecione “Enviar as minhas respostas ao professor” e mandar para o e-mail: angela.boscardin@gmail.com
Os seres humanos costumam, muitas vezes, terem opiniões diferentes sobre o mesmo assunto. Essas opiniões podem ser pautadas por experiências próprias, ou marcadas pelo meio em que vivem e a partir de suas influências.
O assunto abordado nesse texto não será o porquê as pessoas possuem opiniões diferentes, mas sim como as pessoas lidam com aqueles que possuem uma opinião diversa da sua.
O modo de lidar com o indivíduo possuidor de opinião diferente não segue um padrão, porém, uma característica pode ser identificada. No momento em que as opiniões diversas são a respeito de um assunto considerado “bobo” ou sem muita importância (se o técnico de um time é bom ou não, se o melhor sabor de pizza é o de calabresa ou bacon), as pessoas costumam ter muito mais tolerância com a opinião contrária a delas, não dando muito importância para o assunto.
No entanto, quando as diferentes opiniões possuem como assunto abordado temas que envolvem valores morais (como aborto, orientação sexual, pena de morte) essa tolerância não é a mesma.
Isso ocorre pelo fato de as pessoas que preferem pizza de calabresa não sentirem nenhum desconforto em fazer amizade com aquelas pessoas que preferem a pizza de bacon, essa diferença não influencia no modo de ver o outro. Não existe um extremista a favor da pizza de calabresa e anti-bacon. Já quando uma pessoa a favor do aborto encontra uma que possui opinião contrária, sendo, portanto, contra o aborto, ocorre um embate que, na maioria das vezes, se torna irremediável. Impossibilitando assim, o convívio entre as duas.
As pessoas acabam por evitar a convivência com quem possui opiniões diferentes a respeito de temas sérios. Acham perfeitamente aceitável ser amigo, ou até companheiro de quem possui uma opinião diversa com respeito à comida, porém conviver com uma pessoa que defende de maneira ferrenha a pena de morte, ou que é totalmente contrária, não é algo de fácil aceitação.
Valores morais acabam influenciando o modo de viver dos indivíduos. A partir do pensamento moral as pessoas escolhem seus grupos de amigos, seus companheiros em potencial, até mesmo local onde pretendem viver e construir suas vidas.
O cuidado que deve sempre ser tomado é com relação aos posicionamentos extremistas. Os valores morais muitas vezes são vistos como imutáveis, passando a ideia de que uma vez a favor ou contra algo, então sempre a favor ou contra algo. Enquanto os valores morais forem vistos como inalteráveis os seres humanos vão continuar evitando o diálogo, acreditando não adiantar nada discutir um assunto polêmico com alguém de opinião contrária por crer que o outro nunca irá mudar seu entendimento.
A questão não está em mudar a opinião do outro, mas sim respeitar. Aceitar que as pessoas pensam de forma diferente sobre o mesmo assunto é o primeiro passo para o entendimento. Enquanto isso não ocorrer, continuará esse pensamento de que é melhor evitar a convivência do que buscar o entendimento.
A visibilidade das diferentes opiniões sempre foi vista como motivo de desavenças, porém, na atualidade, essa visibilidade é essencial para que as diferenças de opiniões sejam conhecidas e assim, respeitadas.
ATIVIDADE PROPOSTA:
No dia a dia, você convive com pessoas ou grupos que pensam de forma diferente de você?
O carnaval é uma construção social, é próprio à cultura. Cada cultura não tem o carnaval. E quando duas culturas tem o costume fazer o carnaval, este evento não vai ser, necessariamente, da mesma forma. Por exemplo, na França existe o carnaval. Porém, não se pode comparar com o carnaval do Brasil. Primeiro, na França, o carnaval é principalmente para as crianças. Quase não existem adultos ou jovens fantasiados por aqui. E o carnaval acontece um dia na semana, no turno da tarde.
Também, dentro do Brasil, o carnaval é diferente em função da cidade. Por exemplo, o carnaval do Rio de Janeiro não acontece da mesma maneira que em Salvador.
O carnaval, o povo misturado?
Percebi que geralmente, no Brasil, os mais ricos fazem festas de um lado e os mais pobres de outro. Estes dois mundos não querem muito se compartilhar. Como falei neste outro artigo, segundo o que penso, existem dois tipos de Brasil. Porém, durante o carnaval, todo mundo sai às ruas. Durante o carnaval, parece que existe somente um Brasil. Podemos falar do carnaval como um evento onde existe um único povo misturado? Aonde as desigualdades estão afastadas ao menos durante um momento?
O Sambódromo do Rio de Janeiro, um espaço elitista?
Neste ambiente, vejo que as desigualdades não se afastam totalmente. Por exemplo, o carnaval, incrível, no Sambódromo, fica reservado, somente, para uma pequena parte da população. Quem são os indivíduos que podem assistir a este “show”, são as pessoas que tem bastante dinheiro. Então, durante o carnaval, existe um meio de não se confrontar com o povo.
Uma política do pão e circo?
Em 2016, cada escola de samba do grupo especial do Rio de Janeiro recebeu do município o valor de R$ 2 Milhões de reais. Sendo tão grande e importante, o carnaval precisa de muito dinheiro. Por isso, vale lembrar que muitos municípios brasileiros, menores que o Rio de Janeiro, já decidiram que não terão Carnaval, e suas prefeituras passarão as verbas destinadas ao Carnaval para a educação ou à saúde de sua população.
A maior manifestação da cultura do Brasil?
São muitos os que acham que SIM é a resposta para a pergunta feita acima. Você também? O carnaval demonstra traços do povo brasileiro: alegre, sorridente, festeiro. O carnaval brasileiro é famoso no mundo inteiro, é uma referência em termo de carnaval. Durante alguns dias, as Mídias mundiais repercutem o que ocorre no país, mostram a alegria que está acontecendo no Brasil. Podemos falar sim, da maior manifestação da cultura do Brasil.
Então isso significa que no carnaval só não vai quem já morreu?
Famosa frase presente no refrão do samba-enredo de 1994 da Mangueira “Atrás da verde e rosa só não vai quem já morreu”, pode ser aqui, generalizada.
No Brasil quem não gosta de carnaval é, muitas vezes, visto como um estranho. Howard S. Becker falaria do indivíduo que não gosta do carnaval como um “outsider”.
É um momento esperado por muitos, e é sim uma época de alegria, existindo inclusive aquela idéia de que tudo pode, pois é carnaval. Parece que as normas sociais estão diferentes durante o carnaval. Por exemplo, em tempo de carnaval você faria as mesmas coisas que no tempo fora do carnaval?
A beleza do carnaval
O carnaval acaba escondendo muita coisa. De um lado, muitos problemas sociais por trás dos sorrisos e músicas envolventes. Porém, de outro, muitas pessoas de outros países vêem para acompanhar, conhecer. Isso acaba trazendo recursos para o país. Tanto para os cofres públicos, quanto para o “tiozinho” que vende latão de cerveja na praia. Outra coisa boa do carnaval, e que não pode ser esquecida, é a alegria dos brasileiros, alegria esta que seria algo bastante positivo se fosse preservada não só no carnaval, mas em todo o ano.
Então, o carnaval tem pontos positivos e negativos. Você é livre para ter a sua própria opinião. Não estamos aqui para falar que o carnaval é uma coisa boa ou ruim. Estamos aqui para falar do carnaval como uma realidade social.
Assim a frase da roteirista Adriana Falcão “alegria é um bloco de carnaval que não liga se não é fevereiro…”, faria ainda mais sentido.
Enfim, uma coisa certa é que desejamos para você um feliz carnaval!
ATIVIDADE PROPOSTA O carnaval como símbolo da nacionalidade brasileira no século XXI
A partir da leitura dos textos motivadores
seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua
formação, redija um texto dissertativo-argumentativo na modalidade
escrita formal da língua portuguesa sobre o tema: O carnaval como símbolo da nacionalidade brasileira no século XXI Apresente
proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione,
organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para
defesa de seu ponto de vista.
TEXTO I
A
história do carnaval no Brasil iniciou-se no período colonial. Uma das
primeiras manifestações carnavalescas foi o entrudo, uma festa de origem
portuguesa que, na colônia, era praticada pelos escravos.
Por
volta de meados do século XIX, no Rio de Janeiro, a prática do entrudo
passou a ser criminalizada, principalmente após uma campanha contra a
manifestação popular veiculada pela imprensa. Enquanto o entrudo era
reprimido nas ruas, a elite do Império criava os bailes de carnaval em
clubes e teatros. No entrudo, não havia músicas, ao contrário dos bailes
da capital imperial, onde eram tocadas principalmente as polcas.
As
marchinhas de carnaval surgiram também no século XIX, cujo nome
originário mais conhecido é o de Chiquinha Gonzaga, bem como sua música
OAbre-alas. O samba somente surgiria por volta da década de 1910, com a
músicaPelo Telefone, de Donga e Mauro de Almeida, tornando-se ao longo
do tempo o legítimo representante musical do carnaval.
Na Bahia,
os primeiros afoxés surgiram na virada do século XIX para o XX, com o
objetivo de relembrar as tradições culturais africanas.
O
carnaval, além de ser uma tradição cultural brasileira, passou a ser um
lucrativo negócio do ramo turístico e do entretenimento. Milhões de
turistas dirigem-se ao país na época de realização dessa festa, e
bilhões de reais são movimentados na produção e consumo dessa mercadoria
cultural.
TEXTO II
O que o Brasil fez pelo carnaval foi dar brilho,
lantejoulas, penas de faisão, baterias, alegorias e pouca roupa, mas
engana-se quem considera o evento como a maior festa popular do mundo.
Não, não é não. O carnaval está cada vez mais aristocrático. Vendas de
abadas caríssimos, camarotes caros egarantia de bons negócios. Ao povo,
que não pode gastar fortunas, e é a grande maioria, resta mesmo ficar do
lado da corda destinado à pipoca.
De democrático isso não tem
nada, porque os próprios trios elétricos não estão ali pura e
simplesmente para divertir a massa, mas porque são financiados pela
mesma. Recebem quantias exorbitantes das prefeituras, numa espécie de
apadrinhamento político, e, no entanto, o pão não é garantia na mesa do
povo que leva uma vida miserável.
TEXTO III
TEXTO IV
Na
cultura brasileira o carnaval é muito mais do que um simples festejo,
ou um feriado, constitui uma das peças que compõem a identidade
brasileira, sendo esta entendida como tudo aquilo que nos diferencia dos
estrangeiros. A necessidade de estabelecer uma identidade é inerente ao
ser humano, um mecanismo de auto-afirmação que é contraditório, já que é
composto mutuamente pela diferença e pela semelhança, somos diferentes
dos outros (estrangeiros), mas somos iguais aos que compõem a ‘nossa
comunidade’ (em termos de nação: brasileiros). É através da diferença
com relação ao outro que a idéia de unidade da nação se constrói.
Você já se perguntou o que é realmente a sociologia? Em geral, as pessoas têm uma ideia bastante geral sobre esta pergunta. Porém, concretamente, explicar o que é, aparenta ser mais complicado do que parece ser. Vamos esclarecer esta pergunta aqui, e depois deste artigo e do vídeo inserido nele, você irá saber exatamente, de forma clara e simples, o que é a sociologia.
1. Quem criou a palavra “sociologia”?
A palavra “sociologia” foi criada por Auguste Comte, um filósofo francês. Ele criou a palavra “sociologia”, “socio” do latim “sociedade” e “logia” do grego, ciência. Então, a primeira ideia da sociologia foi criar a “ciência da sociedade”.
2. O que estuda a sociologia?
Agora sobre o que a sociologia estuda… Estuda os fatos sociais, ou seja, os fenômenos, os comportamentos, as representações ideológicas, religiosas, as maneiras de pensar, de atuar, de sentir, etc. dos indivíduos numa sociedade. Trata das relações, das ações e das representações sociais produzidas pelos grupos sociais. Podemos distinguir dois campos diferentes de estudo na sociologia que permitem conhecer mais o funcionamento da sociedade: A sociologia que trata do funcionamento real das instituições e a sociologia que trata das relações entre os indivíduos e as instituições.
3. A que se interessa a sociologia?
Se interessa principalmente pelas relações entre os indivíduos que pertencem à mesma sociedade. Para dizer de maneira mais simples, o que ocorre na sociedade pode ser tratado na sociologia. Existem diversos campos a serem tratados na Sociologia. Podemos falar das desigualdades na escola, do stress no trabalho, da violência urbana, etc. Por isso, existem diferentes categorias de áreas, como a sociologia da educação, a sociologia urbana, a sociologia da saúde, a sociologia econômica, a sociologia jurídica, a sociologia financeira, a sociologia do trabalho, a sociologia da família, etc. Por exemplo, a sociologia pode tratar da delinquência, da exclusão social, da organização do trabalho, da homossexualidade, da família, etc. Ela tenta procurar como as sociedades funcionam e se transformam para controlá-la e modificá-la. Por isso, a sociologia procura também as dificuldades de funcionamento.
4. Se eu tenho minha própria opinião sobre um fenômeno social, sou um sociólogo?
O problema da sociologia é que cada pessoa tem a sua própria opinião sobre os fenômenos sociais, sobre a sociedade. Porém, a diferença com o sociólogo é que ele é um cientista, então, tem de demonstrar de maneira científica os fatos reais, e não só o que ele pensa.
Na verdade, podemos enquadrá-la como uma ciência humana e social. A sociologia não é uma ideologia, não é uma literatura mas é uma ciência. O sociólogo vai se aproximar da realidade social. Quando vai dar o seu ponto de vista, ele vai pesquisar e verificar os fatos antes de falar. Como disse Peter Berger, “O sociólogo estuda grupos, instituições, atividades que os jornais falam todos os dias. A sedução da sociologia provem de ela nos fazer ver sob uma outra luz o mundo da vida cotidiana no qual todos vivemos”.
5. O que faz o sociólogo?
O sociólogo sempre tenta compreender os mecanismos das atividades humanas, as relações entre os indivíduos ou os grupos sociais. Para compreender a sociedade, na maioria do tempo, o sociólogo faz estudos de campos para fazer observações, perguntas… em função da sua metodologia que ele mesmo escolheu.
6. O sociólogo faz um trabalho social?
O sociólogo não faz um trabalho social. Na verdade, o trabalhador social procura soluções para os problemas sociais. O sociólogo não tem esta finalidade. Porém, é verdade que o conhecimento do sociólogo pode ajudar. Mas, o sociólogo não existe para propor soluções, ele esta aqui para procurar, compreender, investigar e interpretar.
7. Qual é a diferença entre sociologia e psicologia?
A diferença é que a sociologia estuda grupos de indivíduos, enquanto a psicologia se interessa só a um único indivíduo. Então, a sociologia estuda a maneira que a sociedade se forma e se transforma. Para isso, a sociologia estuda as instituições, os grupos sociais e as interações entre os indivíduos. Na verdade, a sociologia estuda a vida social. Enquanto que a psicologia estuda só o comportamento, as ações e as crenças de um determinado indivíduo.
8. Onde pode trabalhar um sociólogo?
O sociólogo pode ser professor nos cursos do ensino Médio ou coordenar cursos no ensino superior em função do seu nível de ensino. Pode publicar seus resultados em revistas especializadas, colunas de jornais, sites, etc. Os mesmos podem trabalhar também, nas funções relativas à política local, regional e nacional, nos ministérios, nas instituições sindicais, associativas e patronais, nas gestões de empresas publicas, nas ONGs e nas empresas privadas, geralmente para trabalhar sobre projetos sociais. Pode exercer funções como assessoria e prestação de consultorias, mediação de conflitos, levantamento de dados para o diagnóstico e análise de programas de educação, trabalho, etc; elaboração e edição de textos para material didático na área da Sociologia.
9. Quais são as qualidades de um sociólogo?
O sociólogo precisa ter curiosidade para saber mais coisas sobre a sociedade e a respeito dos indivíduos que nela atuam. Além disso, deve ser objetivo para produzir um trabalho justo. Não deve escutar seus preconceitos. O sociólogo é rigoroso para verificar o que ele pensa. É também uma pessoa inovadora, que tenta se perguntar coisas que os outros não se perguntavam antes. Precisa desta capacidade de se colocar na situação de outras pessoas.
Também, é característica fundamental ao sociólogo gostar de ler, pois passa muito tempo em contato com os livros, sejam as atualidades ou as obras de outros sociólogos. E, com certeza, o sociólogo deve gostar de escrever para explicar o que ele estudou, para explicar os seus resultados.
10. Para que serve a sociologia?
A sociedade é cada vez mais complexa, então existem, cada vez mais, fenômenos sociais que não são tratados. Então, a sociologia é uma ciência sempre necessária para poder analisar os novos fenômenos sociais, para ajudar as instituições, os grupos, a conhecer melhor as desigualdades, a vida social, as normas, a cultura, as crenças, as representações, etc.
Nós, sociólogos, somos encarregados de fazer as perguntas-chaves a fim de tentar encontrar soluções para baixar os problemas sociais como a violência, a exclusão social, etc. Para melhorar o mundo, temos que lhe compreender. A sociologia está aqui também para isto. A um nível mais individual, a sociologia permite ter crenças e visões mais justas sobre o mundo, mais próximas da realidade social, porque são justificadas. A sociologia nos permite ter cuidado àquilo que podemos assistir na televisão, por exemplo, também permite ter um melhor conhecimento sobre si próprio. Por exemplo, com o estudo da sociedade, podemos compreender nossas crenças, comportamentos, escolhas e até mesmo razões de nossos comportamentos que costumamos ter, etc.
Assista o vídeo abaixo intitulado “o que é Sociologia?”
ATIVIDADES PROPOSTAS:
1º momento: Realize um esquema em forma de mapa conceitual sobre o texto:
2º momento: Utilize o programa Cmap tools introduzindo o esquema montado na aula anterior.