quinta-feira, 18 de abril de 2019

A infidelidade, uma norma social?

Resultado de imagem para INFIDELIDADESe um amigo fala para você que ele beijou, transou com outra mulher que não a namorada dele, não pareceria tão surpreendente. Se o fato de ser infiel se torna algo comum e quase ninguém sanciona este comportamento, por que parar?
– Sanções sociais
Imagina. Você tem uma namorada, mas, também gosta de outra menina. Você fica com outra e vai falar com o seu grupo de amigos que ficou com essa garota. Se eles acham legal o que você fez, por que parar? Se você não encontra indivíduos que sancionam socialmente o seu comportamento, você vai, talvez, continuar.
Ao contrario, se o seu grupo de amigos não concorda e fala para você que o seu comportamento está errado, você vai pensar mais sobre o ato.
– A infidelidade tem gênero?
Se a gente imaginar, agora, uma mulher infiel com o namorado. Agora, é a mulher que tem um amante. Você acha que este fato será aceito da mesma maneira que é aceito o fato do homem ter uma amante? A infidelidade é compreendida de maneira diferente em função do gênero? 
– A infidelidade, a norma social?
Você acha que podemos falar da infidelidade como uma norma social? Lembro que uma norma social é um modelo de se comportar relativo a um grupo social numa sociedade. A sociedade concorda com um sistema de valores e normas. Os indivíduos desde a infância (socialização primaria) integram este sistema.
Sabendo a definição da norma social, não podemos falar da infidelidade como um “modelo de se comportar”. Porém, é um modelo integrado pelos indivíduos na sociedade brasileira.
– A infidelidade?
Primeiro, percebi que a infidelidade tem varias definições em função da cultura, do país e também do individuo. Qualquer individuo têm a sua própria definição da infidelidade.
Olhar e desejar, beijar, transar, namorar com outra… Em função da cultura, do país e do individuo, são formas de ser infiel.  
Podemos ser infiel durante uma hora ou durante vários meses, anos.
– Exemplo. “Eu? Infiel?!”
infidelidade
Para dar um exemplo. Um dia, um amigo, hoje com 25 anos me falou que fazia 8 anos que está com uma namorada , ou seja, ele encontrou a namorada quando tinha 17 anos. Parecia-me estranho ficar sempre com a mesma mulher desde os 17 anos. No entanto, parecia ser uma historia bonita. E então perguntei para para ele: Você é um homem fiel? Ele me respondeu: Com certeza eu sou. Ele me mostrou a tatoo que tinha no corpo com o nome da namorada. Tentei acreditar que ele fosse realmente fiel. Porém, depois, ele adicionou: Se você encontrar minha namorada, por favor, não fala da “amiga” com quem estava ontem.
Ainda bem que todos os brasileiros não são assim!
– Existem infidelidades mais toleráveis que outras? Quais são?
Resultado de imagem para QUIZPor exemplo, quando um casal acaba tendo uma criança, às vezes, um dos pais conhece uma experiência de infidelidade. O pai ou a mãe vão escapar ao único papel de serem pais. O indivíduo vai conhecer o papel de ser “amante”. Permite sair um pouco da principal função identitaria de serem pais. Geralmente, depois disso, se desenvolve um sentimento de culpabilidade.
Porém, às vezes, a infidelidade não é só uma vez. O ato de infidelidade se repete. Nesse caso, é menos tolerável na sociedade. Se um individuo é infiel uma vez, podemos pensar que ele tem remorso.
– Como aceitar esta situação?
Primeiro, para “aceitar” esta situação, a namorada ou o namorado deve se sentir o preferido entre ele ou ela e o (a) amante, mostrar que não tem comparação entre as duas situações.
Segundo varias pesquisas, podemos ver que o mais complicado para a pessoa traída é o fato de sentir uma diminuição de afeição, de desejo.
– é diferente na França?
Como não tenho estatísticas, não posso falar que no Brasil existe mais infidelidade. Porém, me parece mais tolerado no Brasil que na França. Além disso, na França, a mulher vai em menor escala mostrar nos espaços públicos que ela tem, de fato, um namorado, que o homem ao lado dela é “seu”. As francesas têm menos ciúmes que as brasileiras.
Talvez, na França exista menos infidelidade entre os casais, porque quando se está namorando alguém não temos costume de trair, e também não é aceitável entre o grupo social de amigos, dizer que traímos o namorado ou a namorada…
– O que pensa Eric Anderson, sociólogo que tratou desse assunto?
Eric Anderson é um sociólogo americano que fez uma pesquisa, com 120 indivíduos, sobre os homens infiéis.
Segundo a pesquisa dele, 78% dos homens foram infiéis e os homens teriam vontade ficar com outra depois de dois anos de relação. Segundo ele, o fato de ser infiel não apresenta relação com o sentimento amoroso. São duas coisas diferentes segundo ele. Ser infiel seria como um “lunch” provocado pela sociedade. Segundo ele, o que permite uma relação séria não é o fato de ser fiel. O que permite ter uma relação séria, sem infidelidade, seria o fato de construir uma família, se casar, etc.


PROPOSTA DE REDAÇÃO



REALIZE O QUIZ ABAIXO E VEJA SE VOCÊ É CAPAZ DE TRAIR

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fonte:http://www.sociologia.com.br/a-infidelidade-uma-norma-social/

sexta-feira, 29 de março de 2019

Atentado ao pudor

Chega de Atentado Violento ao Pudor!Considera-se atentado ao pudor qualquer ato sexual forçado sem penetração. A vítima não dá o seu consentimento para este ato. Por exemplo: toques, carícias ou beijos não desejados, forçar alguém a despir-se ou a mostrar os seus genitais.
O atentado ao pudor pode acontecer sem violência física ou ameaças. Por exemplo: se a vítima não resiste e permite que aconteça porque tem medo.
O atentado ao pudor é um ato punível na Bélgica.
A pena para o atentado ao pudor é de 6 meses a 15 anos de prisão, dependendo:
  • da gravidade do atentado ao pudor;
  • da existência ou não de violência ou ameaças físicas;
  • da idade da vítima.
Violação

A violação consiste em relações sexuais forçadas ou sexo oral com penetração. A penetração pode acontecer com parte do corpo ou com um objeto. A vítima não dá o seu consentimento para este ato. A violação pode acontecer sem violência física ou ameaças. Por exemplo: se a vítima não resiste e permite que aconteça porque tem medo.

Não existem nunca circunstâncias atenuantes. Isto significa que o juiz não aceitará nada como justificação da violação. Por exemplo: o comportamento da vítima, a forma como se veste e o que diz ou faz, nunca podem justificar a violação.

No caso de a vítima da violação ser adulto, a pena é de 5 a 10 anos de prisão. Se a vítima for uma criança ou se houver outras circunstâncias agravantes, a pena pode ir de 20 a 30 anos de prisão.

Procurar ajuda

É importante não esperar para procurar ajuda. Talvez um amigo ou outra pessoa de confiança o possa ajudar.
Resultado de imagem para procurar ajuda- desenhoO seu médico de família pode tratá-lo(a) e elaborar um relatório para a polícia.

É também possível ir à polícia para apresentar uma queixa. Estes são obrigados a respeitar a sua privacidade. Se recear futuros atos de violência, a polícia pode protegê-lo(a). A polícia é obrigada a tratá-lo(a) de forma respeitosa e correta.

Se for à polícia num prazo de 72 horas, pode ser realizado um exame médico para recolher indícios do agressor. Estes procuram sinais de esperma e sangue, mas também outros vestígios sob as unhas, no cabelo e nas roupas. O exame demora cerca de 1,5 a 2 horas. A polícia envia as amostras para serem testadas num laboratório.

Este exame médico pode também ser realizado num centro de proteção contra violência sexual (Zorgcentrum na seksueel geweld). Aqui pode também obter apoio médico e psicológico e apresentar queixa, mesmo que já tenham passado 72 horas da ocorrência. Pode aceder a todos os serviços num só local num centro de proteção contra violência sexual.

Cada Centro para o Bem-estar Geral (CAW) dispõe de um serviço especial de apoio à vítima (“slachtofferhulp”). Podem acompanhá-lo à polícia, ao médico ou ao tribunal. Não é necessário identificar-se no CAW. Pode obter ajuda de forma anónima e gratuita.

De acordo com a lei, mesmo que não tenha autorização de residência, a polícia deve tratá-lo com o mesmo respeito que dedica a outras vítimas. Não obstante, a polícia pode detê-lo(a) devido ao seu estatuto de residência. Por isso, é recomendável ser acompanhado por um profissional do CAW ou de uma outra organização social.

Caso se encontre numa situação de emergência e receie futuros atos de violência, pode dirigir-se a um abrigo.

Apoio aos agressores

Se sentir que cometeu atos de violência dentro de uma relação ou se sentir que existe o risco de que se torne violento contra outra pessoa, pode procurar ajuda. A terapia pode ajudá-lo a falar sobre os seus sentimentos e comportamento e pode prevenir que se torne (novamente) violento, no futuro.

ATIVIDADE PROPOSTA:

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quinta-feira, 28 de março de 2019

Zygmunt Bauman e Facebook

Resultado de imagem para REDES SOCIAISO Brasil é o número 1 quando o assunto é usuários de redes sociais na Internet. Somos o país que mais acessa as redes na Internet. Por esse ser um assunto tão relevante em nosso país, Léa Mougeolle propôs que fosse o tema desse novo artigo.
Zygmunt Bauman, professor emérito de sociologia das universidades de Varsóvia e Leeds, foi a primeira pessoa em quem pensei como referência para esse texto sobre redes sociais na Internet.
O QUE BAUMAN TEM A VER COM AS REDES SOCIAIS?

Na verdade a ideia de utilizar Bauman nesse texto surgiu de uma entrevista dada por ele em que o Facebook e as amizades virtuais foram um dos assuntos tratados. Perguntei para Léa se ela achava uma boa referência e a resposta foi “Bauman é uma ótima referência”. Pergunta boba a minha claro, Bauman seria uma ótima referência, tanto para esse tema quanto para muitos outros.
Na entrevista citada acima, Bauman conta que um “viciado em Facebook”, se vangloriou para ele de ter, em um dia, feito 500 amigos. O sociólogo de 90 anos, nascido na Polônia, tinha na época 86 anos de idade, e sua resposta foi que, embora tivesse 86 anos, ele não tinha 500 amigos. E então ele explica aquilo que ele intitula de “Amizade Facebook”.

Resultado de imagem para FACEBOOK E Zygmunt Bauman
O QUE É A AMIZADE FACEBOOK PARA BAUMAN?
O sociólogo polonês explica que a amizade que ele fala, e a amizade que o “viciado em Facebook” descreve são diferentes. Não querem dizer a mesma coisa. A amizade que Bauman descreve como a que ele conhece é uma amizade ligada à convivência, pelo fato de nascermos em uma comunidade.
Já a “amizade Facebook” está ligada não a uma comunidade, mas sim a uma rede, que é marcada pela facilidade de conectar e desconectar. Ele explica, então, que esse tipo de amizade tem como maior atrativo a facilidade de se desconectar, de deixar de ser amigo de alguém simplesmente clicando em um botão. O que é impossível na amizade convencional, já que mesmo querendo deixar de ser amigo de alguém não há como fazer isso com tanta facilidade, não há como evitar de ver a pessoa “indesejada” na sua comunidade.
E O QUE OCORRE QUANDO DOIS INDIVÍDUOS DEIXAM DE SER AMIGOS?

Bauman explica que na amizade convencional, ou off-line, como ele mesmo apresenta, um rompimento de relações é sempre traumático. É preciso se desculpar, procurar ou até inventar desculpas, além de ver o desapontamento da outra pessoa pessoalmente. É algo complicado.
Na Amizade Facebook esse rompimento é mais fácil. Às vezes, muito mais fácil. A pessoa simplesmente deixa de ser amigo, exclui o outro individuo e passa a ignorar seus chamados. Pronto. Aí está a comprovação de que a questão da facilidade em se desconectar é o maior atrativo desse novo tipo de amizade. O viciado em Facebook, ao invés de 500 amigos terá 499, mas amanhã já terá 500 novamente, ou até mais.
QUAIS OUTRAS COISAS QUE ATRAEM AS PESSOAS PARA AS REDES SOCIAIS?
Manter contato com pessoas próximas que, fisicamente, não estão tão próximas assim, é o principal motivo das pessoas utilizarem as redes sociais. Esse é o lado bom dessa ferramenta. Poder conversar diariamente com quem está em outra cidade, estado ou até país.
Porém outro motivo do uso diário das redes sociais é a famosa “massagem no ego”, ou seja, demonstrar para os outros que sua vida é maravilhosa e que você é feliz todos os dias, ou alguém já viu uma pessoa postando só coisas tristes sobre si mesmo nas redes sociais?
Utilizar redes, independentemente de quais, é algo que faz parte do mundo contemporâneo. São ferramentas tecnológicas que vieram para ficar, o cuidado que deve ser tomado é com relação ao exagero do uso. Hoje em dia muitas pessoas nem lêem mais jornal, procurando se informar simplesmente pelo seu Facebook.
Com relação à amizade, Bauman demonstrou que existe uma falsa idéia de amigo nas redes sociais, um amigo que é diferente do real, diferente da pessoa com quem você convive. Fica a pergunta para os leitores: Qual tipo de amigo você valoriza mais? Aquele com quem você convive? Ou aquele com quem você pode desfazer a amizade com um simples toque no botão?

fonte: https://www.sociologia.com.br/zygmunt-bauman-e-facebook/


ATIVIDADE PROPOSTA

Após ler o texto realize a atividade abaixo. Para resolvê-la leia as orientações com atenção. Não esqueça de colocar seu nome completo na atividade. Ao terminar click em “Finish” (finalizar). Depois selecione “Enviar as minhas respostas ao professor” e mandar para o e-mail: angela.boscardin@gmail.com

Veja na foto abaixo como fazer:

quinta-feira, 14 de março de 2019

A Influências dos Valores Morais no Respeito às Diferentes Opiniões

Resultado de imagem para opiniõesOs seres humanos costumam, muitas vezes, terem opiniões diferentes sobre o mesmo assunto. Essas opiniões podem ser pautadas por experiências próprias, ou marcadas pelo meio em que vivem e a partir de suas influências.
O assunto abordado nesse texto não será o porquê as pessoas possuem opiniões diferentes, mas sim como as pessoas lidam com aqueles que possuem uma opinião diversa da sua.
O modo de lidar com o indivíduo possuidor de opinião diferente não segue um padrão, porém, uma característica pode ser identificada. No momento em que as opiniões diversas são a respeito de um assunto considerado “bobo” ou sem muita importância (se o técnico de um time é bom ou não, se o melhor sabor de pizza é o de calabresa ou bacon), as pessoas costumam ter muito mais tolerância com a opinião contrária a delas, não dando muito importância para o assunto.
No entanto, quando as diferentes opiniões possuem como assunto abordado temas que envolvem valores morais (como aborto, orientação sexual, pena de morte) essa tolerância não é a mesma.
Isso ocorre pelo fato de as pessoas que preferem pizza de calabresa não sentirem nenhum desconforto em fazer amizade com aquelas pessoas que preferem a pizza de bacon, essa diferença não influencia no modo de ver o outro. Não existe um extremista a favor da pizza de calabresa e anti-bacon. Já quando uma pessoa a favor do aborto encontra uma que possui opinião contrária, sendo, portanto, contra o aborto, ocorre um embate que, na maioria das vezes, se torna irremediável. Impossibilitando assim, o convívio entre as duas.
As pessoas acabam por evitar a convivência com quem possui opiniões diferentes a respeito de temas sérios. Acham perfeitamente aceitável ser amigo, ou até companheiro de quem possui uma opinião diversa com respeito à comida, porém conviver com uma pessoa que defende de maneira ferrenha a pena de morte, ou que é totalmente contrária, não é algo de fácil aceitação.
Valores morais acabam influenciando o modo de viver dos indivíduos. A partir do pensamento moral as pessoas escolhem seus grupos de amigos, seus companheiros em potencial, até mesmo local onde pretendem viver e construir suas vidas.

O cuidado que deve sempre ser tomado é com relação aos posicionamentos extremistas. Os valores morais muitas vezes são vistos como imutáveis, passando a ideia de que uma vez a favor ou contra algo, então sempre a favor ou contra algo. Enquanto os valores morais forem vistos como inalteráveis os seres humanos vão continuar evitando o diálogo, acreditando não adiantar nada discutir um assunto polêmico com alguém de opinião contrária por crer que o outro nunca irá mudar seu entendimento.

A questão não está em mudar a opinião do outro, mas sim respeitar. Aceitar que as pessoas pensam de forma diferente sobre o mesmo assunto é o primeiro passo para o entendimento. Enquanto isso não ocorrer, continuará esse pensamento de que é melhor evitar a convivência do que buscar o entendimento.
A visibilidade das diferentes opiniões sempre foi vista como motivo de desavenças, porém, na atualidade, essa visibilidade é essencial para que as diferenças de opiniões sejam conhecidas e assim, respeitadas.

ATIVIDADE PROPOSTA:

No dia a dia, você convive com pessoas ou grupos que pensam de forma diferente de você?

Acessem o fórum e contribuam

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http://eeepedrocia.com.br/site/wp-content/uploads/2016/07/MundoTrabalho_Professor.pdf
•fonte: http://www.sociologia.com.br/a-influencias-dos-valores-morais-no-respeito-as-diferentes-opinioes/

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

O Carnaval no Brasil e suas Diferenças

  1. O carnaval ou “os carnavais”?
Resultado de imagem para PIERRO- DESENHOSO carnaval é uma construção social, é próprio à cultura. Cada cultura não tem o carnaval. E quando duas culturas tem o costume fazer o carnaval, este evento não vai ser, necessariamente, da mesma forma. Por exemplo, na França existe o carnaval. Porém, não se pode comparar com o carnaval do Brasil. Primeiro, na França, o carnaval é principalmente para as crianças. Quase não existem adultos ou jovens fantasiados por aqui. E o carnaval acontece um dia na semana, no turno da tarde.
Também, dentro do Brasil, o carnaval é diferente em função da cidade. Por exemplo, o carnaval do Rio de Janeiro não acontece da mesma maneira que em Salvador.
  1. O carnaval, o povo misturado?
Percebi que geralmente, no Brasil, os mais ricos fazem festas de um lado e os mais pobres de outro. Estes dois mundos não querem muito se compartilhar. Como falei neste outro artigo, segundo o que penso, existem dois tipos de Brasil. Porém, durante o carnaval, todo mundo sai às ruas. Durante o carnaval, parece que existe somente um Brasil. Podemos falar do carnaval como um evento onde existe um único povo misturado? Aonde as desigualdades estão afastadas ao menos durante um momento?
  1. O Sambódromo do Rio de Janeiro, um espaço elitista?
Neste ambiente, vejo que as desigualdades não se afastam totalmente. Por exemplo, o carnaval, incrível, no Sambódromo, fica reservado, somente, para uma pequena parte da população. Quem são os indivíduos que podem assistir a este “show”, são as pessoas que tem bastante dinheiro. Então, durante o carnaval, existe um meio de não se confrontar com o povo.
  1. Uma política do pão e circo?
Em 2016, cada escola de samba do grupo especial do Rio de Janeiro recebeu do município o valor de R$ 2 Milhões de reais. Sendo tão grande e importante, o carnaval precisa de muito dinheiro. Por isso, vale lembrar que muitos municípios brasileiros, menores que o Rio de Janeiro, já decidiram que não terão Carnaval, e suas prefeituras passarão as verbas destinadas ao Carnaval para a educação ou à saúde de sua população.
  1. A maior manifestação da cultura do Brasil?
São muitos os que acham que SIM é a resposta para a pergunta feita acima. Você também? O carnaval demonstra traços do povo brasileiro: alegre, sorridente, festeiro. O carnaval brasileiro é famoso no mundo inteiro, é uma referência em termo de carnaval. Durante alguns dias, as Mídias mundiais repercutem o que ocorre no país, mostram a alegria que está acontecendo no Brasil. Podemos falar sim, da maior manifestação da cultura do Brasil.
  1. Então isso significa que no carnaval só não vai quem já morreu?
Famosa frase presente no refrão do samba-enredo de 1994 da Mangueira “Atrás da verde e rosa só não vai quem já morreu”, pode ser aqui, generalizada.
No Brasil quem não gosta de carnaval é, muitas vezes, visto como um estranho. Howard S. Becker falaria do indivíduo que não gosta do carnaval como um “outsider”.
É um momento esperado por muitos, e é sim uma época de alegria, existindo inclusive aquela idéia de que tudo pode, pois é carnaval. Parece que as normas sociais estão diferentes durante o carnaval. Por exemplo, em tempo de carnaval você faria as mesmas coisas que no tempo fora do carnaval?
  1. A beleza do carnaval
O carnaval acaba escondendo muita coisa. De um lado, muitos problemas sociais por trás dos sorrisos e músicas envolventes. Porém, de outro, muitas pessoas de outros países vêem para acompanhar, conhecer. Isso acaba trazendo recursos para o país. Tanto para os cofres públicos, quanto para o “tiozinho” que vende latão de cerveja na praia. Outra coisa boa do carnaval, e que não pode ser esquecida, é a alegria dos brasileiros, alegria esta que seria algo bastante positivo se fosse preservada não só no carnaval, mas em todo o ano.
Então, o carnaval tem pontos positivos e negativos. Você é livre para ter a sua própria opinião. Não estamos aqui para falar que o carnaval é uma coisa boa ou ruim. Estamos aqui para falar do carnaval como uma realidade social.
Assim a frase da roteirista Adriana Falcão “alegria é um bloco de carnaval que não liga se não é fevereiro…”, faria ainda mais sentido.
 Enfim, uma coisa certa é que desejamos para você um feliz carnaval!

ATIVIDADE  PROPOSTA

Resultado de imagem para PIERRO- DESENHOSO carnaval como símbolo da nacionalidade brasileira no século XXI
A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo na modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema:  O carnaval como símbolo da nacionalidade brasileira no século XXI Apresente proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

TEXTO I

A história do carnaval no Brasil iniciou-se no período colonial. Uma das primeiras manifestações carnavalescas foi o entrudo, uma festa de origem portuguesa que, na colônia, era praticada pelos escravos.
Por volta de meados do século XIX, no Rio de Janeiro, a prática do entrudo passou a ser criminalizada, principalmente após uma campanha contra a manifestação popular veiculada pela imprensa. Enquanto o entrudo era reprimido nas ruas, a elite do Império criava os bailes de carnaval em clubes e teatros. No entrudo, não havia músicas, ao contrário dos bailes da capital imperial, onde eram tocadas principalmente as polcas.
As marchinhas de carnaval surgiram também no século XIX, cujo nome originário mais conhecido é o de Chiquinha Gonzaga, bem como sua música OAbre-alas. O samba somente surgiria por volta da década de 1910, com a músicaPelo Telefone, de Donga e Mauro de Almeida, tornando-se ao longo do tempo o legítimo representante musical do carnaval.
Na Bahia, os primeiros afoxés surgiram na virada do século XIX para o XX, com o objetivo de relembrar as tradições culturais africanas.
O carnaval, além de ser uma tradição cultural brasileira, passou a ser um lucrativo negócio do ramo turístico e do entretenimento. Milhões de turistas dirigem-se ao país na época de realização dessa festa, e bilhões de reais são movimentados na produção e consumo dessa mercadoria cultural.

TEXTO II

O que o Brasil fez pelo carnaval foi dar brilho, lantejoulas, penas de faisão, baterias, alegorias e pouca roupa, mas engana-se quem considera o evento como a maior festa popular do mundo. Não, não é não. O carnaval está cada vez mais aristocrático. Vendas de abadas caríssimos, camarotes caros egarantia de bons negócios. Ao povo, que não pode gastar fortunas, e é a grande maioria, resta mesmo ficar do lado da corda destinado à pipoca.
De democrático isso não tem nada, porque os próprios trios elétricos não estão ali pura e simplesmente para divertir a massa, mas porque são financiados pela mesma. Recebem quantias exorbitantes das prefeituras, numa espécie de apadrinhamento político, e, no entanto, o pão não é garantia na mesa do povo que leva uma vida miserável.

TEXTO III

TEXTO IV

Na cultura brasileira o carnaval é muito mais do que um simples festejo, ou um feriado, constitui uma das peças que compõem a identidade brasileira, sendo esta entendida como tudo aquilo que nos diferencia dos estrangeiros. A necessidade de estabelecer uma identidade é inerente ao ser humano, um mecanismo de auto-afirmação que é contraditório, já que é composto mutuamente pela diferença e pela semelhança, somos diferentes dos outros (estrangeiros), mas somos iguais aos que compõem a ‘nossa comunidade’ (em termos de nação: brasileiros). É através da diferença com relação ao outro que a idéia de unidade da nação se constrói.
fonte: http://www.sociologia.com.br/o-carnaval-no-brasil/
https://www.imaginie.com.br/temas/o-carnaval-como-simbolo-da-nacionalidade-brasileira-no-seculo-xxi/