quinta-feira, 6 de junho de 2019

Cibercondria


Resultado de imagem para CibercondriaVivemos uma realidade em que a informação se torna cada vez mais acessível para o grande público. Com isso, tornou-se possível absorver vários conteúdos a todo instante, seja sobre política em época de eleições, esportes durante competições e doenças quando se pensa estar com algum sintoma. Desse modo, se uma pessoa acha que está ficando doente, logo recorre à internet pesquisando pelo que está sentindo. Esse hábito gerou um novo termo referente à hipocondria da modernidade: a cibercondria.

O problema real da cibercondria é que diferentes enfermidades compartilham dos mesmos sinais, o que pode gerar uma preocupação desnecessária. Por exemplo, caso ela procure por “dor no lado direito do corpo” na web e encontre como resposta artigos relacionados ao câncer, pedra no rim e outras doenças mais graves, o quadro é, na verdade, apenas um desconforto muscular.

E essa prática pode se tornar um vício, uma vez que obter um diagnóstico em cinco minutos de pesquisa no Google é muito mais cômodo do que marcar uma consulta, ir ao médico e passar por uma avaliação completa. Assim, o indivíduo começa a achar sempre que está doente, desenvolvendo um quadro de hipocondria.

Além da cibercondria


De acordo com o psicólogo Odair Comin, “estatísticas mostram que pelo menos 5% da população sofre com a hipocondria. Muito vem do fato de a sociedade valorizar demasiadamente o corpo e, por consequência, a saúde”.

Hoje é possível encontrar remédios para muitos problemas de saúde. Ou, às vezes, nem são problemas de verdade, mas, pela necessidade de a indústria farmacêutica vender seus produtos, são veiculadas propagandas de medicamentos que mostram efeitos quase milagrosos sobre fatores que são ligados a uma saúde decadente.

São remédios para combater a tristeza, o sobrepeso, a ansiedade, entre outros, nos colocando como seres indefesos. “O que não é verdade, pelo contrário, é isso que acaba por deixar o indivíduo mais frágil e indefeso. Isso gera a necessidade de outros medicamentos, criando um ciclo vicioso sem precedentes e extremamente nocivo”, ressalta Comin.

Com isso em mente, é essencial destacar que, por mais eficaz que pareça na propaganda, nenhum medicamento deve ser consumido sem antes passar pelo diagnóstico profissional — seja um shake para emagrecer, um comprimido que combate o mal-estar em uma hora ou promete dar energia para passar o dia.



ATIVIDADE PROPOSTA

Resultado de imagem para CibercondriaTEXTO I
Cibercondria: a saúde em segundo plano
[…] Indubitavelmente, a Internet revolucionou os modelos de comunicação, permitindo também que novas formas de entretenimento fossem desenvolvidas, assim como o acesso às informações dos mais variados conteúdos. A World Wide Web remodelou também os antigos padrões de relacionamentos, seja por meio das redes sociais, dos fóruns ou dos programas de interação em tempo real, disseminados também nos celulares. Não apenas essas modificações foram provocadas pelo avanço da cibercultura como também o acesso à saúde foi reformulado para novos padrões. Atualmente, é possível, por exemplo, verificar resultados de exames de sangue no endereço eletrônico do laboratório ou acessar sites sobre saúde mental e de planos de saúde sem sair de casa. Apesar dos diversos benefícios da Internet para a saúde humana, outra manifestação psicopatológica (vinculada ao campo eletrônico) vem sendo discutida, além da dependência de jogos eletrônicos, Internet, cibersexo e celular: a cibercondria. O nome é um neologismo dos termos ciber e hipocondria. Apesar de parecer ofensivo, pesquisadores revelam que a intenção é que a etimologia da cibercondria não seja compreendida como sendo pejorativa.
TEXTO II
Disponível em: https://ateotalamo.wordpress.com/2011/09/25/hipocondria/
TEXTO III
A cada 10 brasileiros, 8 tomam remédio por conta própria, diz pesquisa
A automedicação é praticada por 79% dos brasileiros com mais de 16 anos. É o que revela pesquisa do ICTQ (instituto de pós-graduação para profissionais do mercado farmacêutico), feita em setembro deste ano, em 129 municípios das cinco regiões do país. Para o cardiologista Marcos Vinícius Gaz, do Hospital Israelita Albert Einstein, o fácil acesso é uma das razões para o uso indiscriminado de remédios no Brasil. O índice de quem admite tomar remédio sem prescrição médica chega a 91% na faixa etária de 25 a 34 anos. Foram ouvidas 2.126 pessoas, e a margem de erro do levantamento é de dois pontos. “Qualquer pessoa pode comprar um analgésico no balcão da farmácia como se fosse um chiclete. Muitas vezes, até sem a orientação do farmacêutico”, afirma o médico.
TEXTO IV
Perigos do DR. Google
  1. Concluir que tem uma doença
Você faz uma busca a partir dos seus sintomas e já se convence nos primeiros textos, que apontam um determinado problema de saúde. Não leva em conta que há sintomas parecidos para diferentes doenças. Já procura o médico desesperado, achando que a doença é fatal, quando o caso pode ser uma simples virose
  1. Interpretar exames de forma errada
Você pega o resultado de um laudo de imagem ou de laboratório e, em vez de levar ao médico, vai primeiro ao Google. Exames têm termos médicos que um leigo dificilmente consegue interpretar. Ao se basear no que lê na internet, você pode ser levado ao erro
  1. Ficar confuso e mudar o tratamento
Enquanto se trata de um problema de saúde, você recorre ao Google para tirar uma dúvida e, por conta própria, muda a forma de tomar o remédio, inclui outra medicação ou adere a uma solução alternativa. O risco é grande de você comprometer todo o seu tratamento ou até piorar suas condições
  1. Ignorar uma doença grave
Você digita seus sintomas e pronto, lá vem um site com conteúdo tranquilizador mostrando que se trata de uma virose simples, que não há necessidade de ir ao médico. Você simplesmente confia nisso, ignorando a possibilidade de que você possa ter algo grave, o que só um médico poderia diagnosticar
  1. Se automedicar
Diante de um problema de saúde que você julga bobo, simples, você busca a solução na internet. Uma pomadinha aqui, um anti-inflamatório ali e pronto: problema resolvido. Será? Além de se autodiagnosticar, você vai tomar um remédio por conta própria, o que pode ter consequências sérias para seu organismo e ainda complicar seu problema
  1. Seguir tratamento alternativo
Em vez de ir ao médico, você vai ao Google pesquisar sobre um problema. Vê várias pessoas elogiando uma receita caseira. O risco é você aderir a um tratamento sem a menor comprovação científica e deixar de começar a tomar logo o medicamento mais indicado para seu caso.
A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Cibercondria: a doença da era digital”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

ATIVIDADE EXTRA: 

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FONTE: https://www.imaginie.com.br/temas/cibercondria-a-doenca-da-era-digital/

https://www.altoastral.com.br/significado-cibercondria/

terça-feira, 4 de junho de 2019

Controle parental

Resultado de imagem para CONTROLE PARENTAL QUANTO AO USO DA TECNOLOGIA: PREVENÇÃO OU INVASÃO DE PRIVACIDADE DAS CRIANÇAS?Diante de tantos tristes acontecimentos que noticiamos todos os dias envolvendo crianças e adolescentes na internet, há que se pensar, de quem é a responsabilidade por tudo isso.

Expostos a todo tipo de crimes, jogos, desafios e dias e noites inteiras navegando e explorando conteúdos, informações e imagens, sem nenhum limite ou restrição. O que será de nossos filhos?
Outro dia lendo uma matéria do Jornal O Globo que noticiava a morte de um menino de 13 anos me deparei com a seguinte frase e como mãe eu parei por alguns minutos para refletir sobre essa afirmação e no fim dessa reflexão, concluí que ele tem toda razão.

“Não existe respeitar a privacidade em rede social de adolescente, ele é responsabilidade dos pais até os 18 anos. Não é uma de invasão, mas sim uma forma de cuidado e carinho.” psiquiatra Fábio Barbirato, especialista em transtornos na infância e adolescência da Santa Casa de Misericórdia do Rio

Todos enquanto pais sabemos da importância de impor regras e limites e isso tem que ser válido também para o uso de TV’s, jogos, redes sociais e qualquer navegação na internet. O adolescente ainda não possui o seu desenvolvimento cognitivo avançado e a experiência em diferenciar vantagens e desvantagens e em analisar problemas e consequências ainda não está devidamente desenvolvido. Sem o norte e o gerenciamento do pais o caminho a ser seguido por eles pode não ser muito saudável e seguro.

O prognóstico positivo era de que a tecnologia apenas ajudaria a multiplicar informações e o círculo de amizades entre as pessoas e com certeza ainda há inúmeras vantagens quando se faz o bom uso da mesma, mas o fato hoje é que pelo uso indiscriminado, nunca tivemos crianças e adolescentes tão desconectados do mundo. Muitos perdem a vontade de estudar, de brincar ao ar livre, de conversar pessoalmente entre eles e de sofrer qualquer intervenção da família.

Outro ponto a ser analisado é que além de todos esses riscos na internet, há ainda problemas físicos e patológicos que são causados pelo uso excessivo em aparelhos eletrônicos. Recentemente, um pool de cientistas das universidades de Harvard (EUA), Oxford, Cambridge e Manchester (Reino Unido) informou que as novas gerações estão dormindo duas horas a menos, em média, na comparação com a década de 1960. Um dos motivos é o efeito da luz azul (blue light), emitida de forma quase imperceptível pela maioria dos aparelhos de tela, que ‘impede’ o usuário de desligar os equipamentos. Segundo a explicação dos cientistas, ao chegar na retina, à blue light dá um sinal para o cérebro interromper a produção de melatonina, que faria essa pessoa começar a ter sono.

Em outro post vamos apontar os malefícios causados pelo do uso abusivo da internet, mas neste vamos voltar para as responsabilidades.

A escola é responsável não só pela transmissão de conteúdos formais, mas também é um espaço para promover ética e cidadania além de ter um papel importante na prevenção e no apoio aos pais sobre os problemas e alterações que acontecem com os adolescentes. Da mesma forma que as escolas tiveram que se adaptar ao uso de tecnologias em suas aulas para atrair a atenção dos novos alunos conectados e acabaram por estabelecer como forma de comunicação com alunos e pais, os portais de internet, os e-mails e grupos de whatsap, ela também precisa discutir e promover ações educativas sobre os perigos on-line e envolver professores, pais e alunos na prevenção e no controle. A escola ainda pode ser responsabilizada civilmente pelo que é feito por ou com alunos dentro de suas instalações seja ela física ou virtual. (desde que ela possibilite o uso de internet em seu interior)

O proibir não é o caminho, até porque proibir implica em eliminar também os benefícios que toda tecnologia pode nos trazer e seguir certos padrões de limites e horários também podem não funcionar tão bem. É preciso analisar caso a caso, de acordo com a rotina da criança e da família, que precisa lançar mão de todos os artifícios ao seu alcance, paciência, informação, observação, conversa franca e até mesmo a própria tecnologia a seu favor, visto que hoje existem softwares no mercado capazes de direcionar os limites necessários para o bom uso da internet e suas tecnologias. Assim como a escola os pais também respondem civilmente por qualquer crime ou ato ilícito que seus filhos menores de 18 anos cometam na internet, tendo os mesmos, o dever legal de vigiar e se responsabilizar.

Por tanto vamos ficar cada vez mais atentos!

A internet é um espaço público, como ruas e praças, por isso é necessário ter atenção e cuidado para aproveitar as incríveis possibilidades com mais segurança e saber se esquivar dos riscos.


ATIVIDADE PROPOSTA

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ATIVIDADE EXTRA: 

Acesse o link e realize a atividade.

segunda-feira, 3 de junho de 2019

As relações amorosas dependem só de duas pessoas?

Resultado de imagem para RELAÇÕES AMOROSAS- DESENHONas relações amorosas, você pensa ser totalmente livre para escolher a pessoa que você quer, que você gosta? Na verdade, esta escolha não depende somente de você. A sociedade inteira é mobilizada. O casal não depende só de dois indivíduos, porem de grupos sociais chamados instâncias de socialização.
As instâncias de socialização transmitem valores que têm em parte relações com o amor. Dependendo dos valores interiorizados, o indivíduo adapta o comportamento dele em função das situações. Geralmente, isso corresponde ao que as instâncias de socialização valorizam e transmitem. Senão, as instâncias de socialização vão sancionar a relação amorosa com sanções implícitas ou explicitas. Para ser reconhecido e legitimado pelos outros como “casal”, as instâncias de socialização devem aprovar esta união.
Então, as relações amorosas são uma mistura de conformidade social e de liberdade nas quais as instâncias de socialização influenciam as escolhas amorosas. Quem são estas instâncias de socialização?
– A familia
Resultado de imagem para A familiaA familia é uma das instâncias de socialização mais importante. Na verdade, ela tem um papel muito importante nas relações amorosas. Primeiro, porque as relações que tiveram os pais de um indivíduo vão ser um modelo de casal. Desde a socialização primaria (infância), o indivíduo observa o comportamento, atos dos pais, e pode ver como o adulto se comporta no casal. Ou o indivíduo vai querer reproduzir esta relação, ou pelo contrário, fazer o inverso. Geralmente, as relações de “ficar” são escondidas pelos pais ao contrario da relação “namorar”. Além disso, a familia tem um papel de controle social. Ele vai concordar ou não com a união. Geralmente, os pais valorizam um indivíduo que pertence à mesma categoria social que o filho.
– Os amigos
Resultado de imagem para OS AMIGOSOs amigos são presentes nas relações amorosas para ajudar o indivíduo a fim de apresentar, traduzir e aconselhar. Por exemplo, quando um jovem recebe uma mensagem de uma pessoa com quem está ficando ou namorando, muitas vezes ele vai mostrar esta mensagem aos amigos dele para ter uma visão exterior, uma ajuda e ter uma ideia do que responder. Os amigos controlam as relações amorosas. Eles falam se o indivíduo tem um comportamento certo ou errado. Os amigos mais próximos sabem muito sobre a relação amorosa do indivíduo.
– O trabalho/ a escola
Resultado de imagem para O TRABALHO- DESENHOOs indivíduos passam muito tempo da semana no trabalho ou na escola (ensino médio, faculdade, etc.). A escola difusa valores e normas características à cultura nacional. Os jovens podem debater sobre este assunto, por exemplo a igualdade no casal entre o homem e a mulher, as violências contra as mulheres (como no Enem), etc. Além disso, a escola e o trabalho são um lugar onde muitos indivíduos se encontram para ficar, namorar e se casar.
– A religião
Resultado de imagem para A religião- DESENHOA religião também influência os indivíduos. Um indivíduo vai preferir namorar com outra pessoa que tem a mesma religião. A religião transmite valores, normas, sentido moral individual e uma consciência coletiva. Então, se um indivíduo namorar com uma pessoa que não tem a mesma religião, vai ser mais difícil para o indivíduo, porque eles não vão respeitar a mesma ideologia. Além disso, apresentar um indivíduo a sua família que não tem a mesma religião vai ser, não impossível, porém, mais complicado para a aceitação.
– As Mídias
Resultado de imagem para As Mídias- DESENHOAs Mídias, ou seja, a televisão (telenovelas), a rádio, os jornais e Internet difusão programas que são, muitas vezes uma referência na vida do indivíduo. Ver a maneira de se comportar de um casal na telenovela, pode nos influenciar, porque a gente se identifica com o ator da novela.
– O Estado
Se um indivíduo não respeita as regras contra violência física por exemplo, o Estado sancionara o indivíduo. Então, o Estado sanciona os indivíduos que não respeitam valores e normas, já previstas pelo Estado. Apesar da relação ser entre dois, o casal, pode o Estado intervir entre ambos, se um deles trazer perigo ao outro.
– As estruturas sociais
Principalmente quando o indivíduo é jovem, ele faz parte de estruturas sociais, associações, etc. Ele pode fazer aulas de capoeira, de samba, de teatro, de música, etc. Geralmente, os professores e os grupos podem influenciar o indivíduo. Por exemplo, nas aulas de teatro, o grupo pode tratar das relações amorosas. 
Então, concordamos ao dizer que não somos livres para namorar com uma pessoa que escolhemos sozinhos?
fonte: http://www.sociologia.com.br/as-relacoes-amorosas-dependem-so-de-duas-pessoas/

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