quinta-feira, 12 de março de 2020

Crianças de rua

O título em epígrafe “Criança de Rua” não aponta, obviamente, para as crianças que vivem em lares estruturados, com pais responsáveis, comprometidos com a educação, a saúde e o crescimento equilibrado de seus filhos. Também não se trata de crianças de antigamente, que brincavam nas vias públicas dos bairros periféricos. Não! Antes, a reflexão, chama a atenção de homens e mulheres de bem, para as crianças que estão inseridas num contexto familiar miserável, sobrevivendo à margem da vida, sacrificadas pelas desigualdades sociais, fruto, também, duma sociedade míope e arrogante em todas as suas manifestações, quando se trata de proteger e defender os sem defesa.

Criança de rua, infelizmente, é ainda uma realidade duríssima nos quadrantes do país tupiniquim. Porquanto, pesquisa, não tão recente, feita em 75 cidades com mais de 300 mil habitantes, mostra que 23 mil crianças vivem nas ruas do Brasil. São vítimas, desculpem a redundância, alcunhadas de “sem teto” que vivem, diuturnamente, nas ruas de uma cidade, vila ou aldeia.

Essas crianças, especialmente na faixa etária de 10 a 14 anos, são presas fáceis do crime. São portais do crime organizado, pois que são usadas de forma infame e miseravelmente, pelos “senhores” do tráfico de drogas, da pornografia e da prostituição infantil. Afinal de contas, todos os dias surgem dos quatro cantos do mundo, relatos lamentáveis sobre: homicídios, assaltos à mão armada, lesões corporais e tráfico de drogas envolvendo diretamente crianças e adolescentes. Na realidade só estou reverberando um clamor geral no que toca o assunto da delinquência juvenil, da prostituição e exploração de crianças e adolescentes. O que se configura, se providências não forem tomadas, numa derrocada moral, pois se constata por pesquisa de toda ordem que hoje, no Brasil, 99% dos crimes são praticados ou têm os adolescentes e jovens como protagonistas. Hoje, só no campo da pornografia, segundo estatísticas, já são mais 600 mil meninas prostituídas no país, que se somam, infelizmente, a outras crianças e adolescentes que perambulam pelas ruas e que agem e reagem como irracionais buscando garantir a sobrevivência.

Sei que existem medidas sugeridas para solucionar a ultrajante situação em que estão metidas as crianças de rua do nosso país. Entretanto, essas medidas, sem utopia, necessitam do fortalecimento da sociedade através do sentimento geral de solidariedade humana; porquanto, solidariedade humana e o respeito à dignidade da espécie passaram à condição de “letra morta”, permitindo, conseqüentemente, que na prática continue crescendo cada vez mais a legião de desgraçados, enquanto minorias usufruem a sofreguidão de bem viver.

Sei, ao mesmo tempo, que propor solidariedade humana num mundo tremendamente egoísta, onde pontifica a emulação individual do: “cada um por si e o diabo por todos” pode parecer ingênuo ou argumento imbecil, mas não é. O Acre, por exemplo, é um Estado em crescimento, com índice populacional ainda pequeno em relação aos grandes centros. Detectados os focos do problema, que por sinal são bem conhecidos, públicos e notórios, a questão pode ser dirimida.

A solução não está tão somente em apontar os motivos, como eu tenho feito por aqui, que levam essas pobres crianças viverem em situação de rua: a miséria; o analfabetismo; a violência doméstica; o desemprego, o uso de álcool e drogas e; outros males em alta, como as causas que deixam os menores entregues à própria sorte.

Carecemos, enquanto sociedade em geral, tomar cuidados em relação às nossas crianças, criando projetos da mais ampla pesquisa sobre o assunto, sob pena de o futuro vir a ser mais amargo do que já é nos dias atuais!!

“Criança de rua é ainda, infelizmente, uma realidade duríssima nos quadrantes do país tupiniquim.”



ATIVIDADE AVALIATIVA
ATIVIDADE PROPOSTA
ATIVIDADE EXTRA

PROPOSTA DE REDAÇÃO

A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema OS MALES DA DESIGUALDADE SOCIAL", apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

TEXTO I
TEXTO II
DE QUEM SÃO OS MENINOS DE RUA?

Eu, na rua, com pressa, e o menino segurou no meu braço, falou qualquer coisa que não entendi. Fui logo dizendo que não tinha, certa de que ele estava pedindo dinheiro. Não estava. Queria saber a hora.

Talvez não fosse um Menino De Família, mas também não era um Menino De Rua. É assim que a gente divide. Menino De Família é aquele bem-vestido com tênis da moda e camiseta de marca, que usa relógio e a mãe dá outro se o dele for roubado por um Menino De Rua. Menino De Rua é aquele que quando a gente passa perto segura a bolsa com força porque pensa que ele é pivete, trombadinha, ladrão.

Ouvindo essas expressões tem-se a impressão de que as coisas se passam muito naturalmente, uns nascendo De Família, outros nascendo De Rua. Como se a rua, e não uma família, não um pai e uma mãe, ou mesmo apenas uma mãe os tivesse gerado, sendo eles filhos diretos dos paralelepípedos e das calçadas, diferentes, portanto, das outras crianças, e excluídos das preocupações que temos com elas. É por isso, talvez, que, se vemos uma criança bem-vestida chorando sozinha num shopping center ou num supermercado, logo nos cercamos protetores, perguntando se está perdida, ou precisando de alguma coisa. Mas se vemos uma criança maltrapilha chorando num sinal com uma caixa de chicletes na mão, engrenamos a primeira no carro e nos afastamos pensando vagamente no seu abandono.

Na verdade, não existem meninos De rua. Existem meninos Na rua. E toda vez que um menino está Na rua é porque alguém o botou lá. Os meninos não vão sozinhos aos lugares. Assim como são postos no mundo, durante muitos anos também são postos onde quer que estejam. Resta ver quem os põe na rua. E por quê.

No Brasil temos 36 milhões de crianças carentes. Na China existem 35 milhões de crianças superprotegidas. São filhos únicos resultantes da campanha Cada Casal um Filho, criada pelo governo em 1979 para evitar o crescimento populacional. O filho único, por receber afeto “em demasia”, torna-se egoísta, preguiçoso, dependente, e seu rendimento é inferior ao de uma criança com irmãos. Para contornar o problema, já existem na China 30 mil escolas especiais. Mas os educadores admitem que “ainda não foram desenvolvidos métodos eficazes para eliminar as deficiências dos filhos únicos”.

O Brasil está mais adiantado. Nossos educadores sabem perfeitamente o que seria necessário para eliminar as deficiências das crianças carentes. Mas aqui também os “métodos ainda não foram desenvolvidos”.

Quando eu era criança, ouvi contar muitas vezes a história de João e Maria, dois irmãos filhos de pobres lenhadores, em cuja casa a fome chegou a um ponto em que, não havendo mais comida nenhuma, foram levados pelo pai ao bosque, e ali abandonados. Não creio que os 7 milhões de crianças brasileiras abandonadas conheçam a história de João e Maria. Se conhecessem talvez nem vissem a semelhança. Pois João e Maria tinham uma casa de verdade, um casal de pais, roupas e sapatos. João e Maria tinham começado a vida como Meninos De Família, e pelas mãos do pai foram levados ao abandono.

Quem leva nossas crianças ao abandono? Quando dizemos “crianças abandonadas” subentendemos que foram abandonadas pela família, pelos pais. E, embora penalizados, circunscrevemos i problema ao âmbito familiar, de uma família gigantesca e generalizada, à qual não pertencemos e com a qual não queremos nos meter. Apaziguamos assim nossa consciência, enquanto tratamos, isso sim, de cuidar amorosamente de nossos próprios filhos, aqueles que “nos pertencem”.

Mas, embora uma criança possa ser abandonada pelos pais, ou duas ou dez crianças possam ser abandonadas pela família, 7 milhões de crianças só podem ser abandonadas pela coletividade. Até recentemente, tínhamos o direito de atribuir esse abandono ao governo, e responsabilizá-lo. Mas, em tempos de Nova República, quando queremos que os cidadãos sejam o governo, já não podemos apenas passar adiante a responsabilidade.

A hora chegou, portanto, de irmos ao bosque, buscar as crianças brasileiras que ali foram deixadas.

Marina Colasanti – Crônicas para jovens
TEXTO III
Nas ruas de Salvador
nunca dormiu um menino
anjo-torto sem destino
que nenhuma mãe gerou
por eles não cantam roda
por eles não batem sinos
são pequenos peregrinos
que a cidade criou
são capitães-de-areia
donos do cais da Bahia
onde a lua não clareia
onde sempre nunca é dia
Se essa rua fosse minha
eu vinha aqui passear
quando saísse de casa
mas como não tenho casa
tenho que nela morar
“se essa rua fosse minha”
não tem sentido cantar
Nas ruas de Salvador
nunca dormiram crianças
cobertas de esperança
descobertas pelo medo
dormem adultos franzinos
dormem corpos de meninos
que envelheceram cedo
dormem num corpo de homem
tendo a fome por brinquedo
Pedro Bala não tem nome
como tantos outros Pedros.
Fafá de Belém
TEXTO IV
Fonte:http://www.gazetadopovo.com.br/mundo/brasil-e-4-pais-mais-desigual-da-regiao-3eh60i53c7guugsgm50reuc7i
TEXTO V

terça-feira, 10 de março de 2020

Intolerância Religiosa


A intolerância religiosa é o ato de discriminar, ofender e rechaçar religiões, liturgias e cultos, ou ofender, discriminar, agredir pessoas por conta de suas práticas religiosas e crenças. A intolerância religiosa está marcada na história da humanidade, principalmente porque, no passado, era comum o estabelecimento de pactos entre as religiões, em especial as institucionalizadas, como o cristianismo, e os governos.

A religião foi um meio de demarcar o poder político e controlar a população. Houve, inclusive, um período em que os cristãos foram perseguidos e criminalizados no Império Romano. Hoje, o pensamento republicano e, em especial, a democracia impedem que, ao menos teoricamente, exista um vínculo direto entre Estado e religião, formando o que chamamos de Estado laico (Estado secular é aquele que não adota religião oficial).

Infelizmente, a intolerância religiosa ainda é uma realidade que assola comunidades em todo o mundo. No Brasil, esse problema está relacionado majoritariamente ao racismo, pois a intolerância religiosa é praticada, em maior escala, contra os adeptos das religiões de matriz africana. Nesse caso, a intolerância religiosa carrega uma vontade de anular a crença associada aos povos originários da África.



QUESTÕES PARA DEBATE:
1) Qual o significado de intolerância religiosa para você?

2) Quais são as principais características da intolerância religiosa?

3)Por que existe este tipo de intolerância?

4) É possível exterminar esse tipo de intolerância?

5) Vocês que prezam a paz entre os irmãos o tem a dizer sobre os adeptos das diferentes religiões que ficam violentando outras religiões?

ATIVIDADE PROPOSTA 1
ATIVIDADE PROPOSTA 2

ATIVIDADE EXTRA

A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema " A intolerância religiosa no Brasil", apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Fonte:https://www.portalsaofrancisco.com.br/historia-geral/intolerancia-religiosa
https://projetoredacao.com.br/temas-de-redacao/a-intolerancia-religiosa-no-brasil
fonte: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2020/01/21/registros-de-intolerancia-religiosa-aumentam-22percent-no-estado-de-sp.ghtml
https://brainly.com.br/tarefa/4363672
https://brasilescola.uol.com.br/sociologia/intolerancia-religiosa.htm

quinta-feira, 5 de março de 2020

Fake news

O que são Fake News?

A expressão fake news ganhou as páginas dos jornais e a internet nos últimos anos. No entanto, nem todos sabem ao certo o que significa fake news. O termo vem do inglês fake (falsa/falso) e news (notícias). Dessa forma, em português, a palavra significa notícias falsas. Apesar de ter se destacado recentemente, a expressão é bem mais antiga e data do final do século XIX. Fake News são as informações falsas que viralizam entre a população como se fosse verdade. Atualmente, elas estão, principalmente, relacionadas às redes sociais.

O que significa Fake News?

A internet possibilita que as notícias se espalhem em uma velocidade cada vez mais rápida. E as redes sociais aceleraram ainda mais esse processo. Entretanto, o espaço também é propício para que as notícias falsas também sejam facilmente divulgadas. Além disso, outro fator importante é que as pessoas perderam o costume de verificar as fontes de um dado. Quando algo é publicado, automaticamente há centenas de compartilhamentos sem nem ao menos chegar de onde partiu aquela notícia.

O período das eleições tem levantado o debate sobre o perigo das fake news. Ultimamente criou-se uma espécie de guerra entre os envolvidos no processo eleitoral para derrubar os candidatos adversários com a divulgação de notícias falas na internet. Escândalos de criação de departamentos especializados na criação e propagação de informações inverídicas ganhou as manchetes em todo o mundo.

Como as fake news são criadas?

Existem diferentes formas de criar fake news. Desde uma simples publicação nas redes sociais a empresas que são especialistas em viralizar informações falsas. Os objetivos também variam e podem ter o intuito de atrair visualizações para páginas nas mídias sociais ou até mesmo disseminar o ódio contra pessoas, instituições, empresas, governos, etc. As empresas especializadas estão presentes na chamada deep web, uma parte mais restrita e oculta ao grande público, pois não aparece nos motores de busca.

De modo geral, é criada uma página na internet e um robô responsável por espalhar o link da fake news em diferentes redes, de forma bastante maçante. A informação pode chegar a ser replicada até mesmo a cada dois segundos pelos robôs. É dessa forma que os boatos ganham proporções inimagináveis.

Como descobrir uma Fake News?

Com o impacto cada vez mais das fake news no cotidiano, algumas plataformas surgiram com o intuito de verificar a veracidade das informações. Também conhecidas como fact-checking, elas analisam as notícias mais compartilhadas e verificam se os dados condizem com a realidade. Confira uma lista delas abaixo:
Truco

Como combater as Fake News?

No Brasil a legislação ainda não trata especificamente da criação e compartilhamento de notícias falsas. Os advogados têm buscado formas para lidar com as fake news. De modo geral, os profissionais seguem o que está previsto no Código Penal para os casos de calúnia, injúria e difamação.

Para além da legislação, é fundamental que haja políticas de conscientização da população para o perigo de replicar as informações falsas. Cada cidadão também deve assumir o compromisso de verificar os fatos antes de compartilhá-los na rede e até mesmo de acreditar em tudo o que circula nas redes sociais.

fonte: https://www.educamaisbrasil.com.br/educacao/dicas/o-que-sao-fake-news


ATIVIDADE AVALIATIVA 1
Após ler o texto  realize a atividade abaixo. Para resolvê-la leia as orientações com atenção. Não esqueça de colocar seu nome completo na atividade. Ao terminar click em “Finish” (finalizar). Depois selecione “Enviar as minhas respostas ao professor” e mandar para o e-mail: angela.boscardin@gmail.com 

Veja na foto abaixo como fazer:

HORA DA REVISÃO


ATIVIDADE PROPOSTA:

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “As fakes news e seus impactos”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

https://findes.com.br/news/teste-seus-conhecimentos-sobre-fake-news/
https://projetomedicina.com.br/blog-redacao/temas/a-influencia-de-fake-news-no-cenario-politico-brasileiro/
https://brasilescola.uol.com.br/curiosidades/o-que-sao-fake-news.htm

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

O vício em games



Resultado de imagem para viciado em games

Jogar games é algo cada vez mais em alta e até virou profissão desejada por muitos —devido ao sucesso dos esportes. Mas, recentemente também virou doença. Pois é, este ano, a OMS (Organização Mundial de Saúde) referendou que "vício em games" entrará na sua classificação internacional de doenças, como um transtorno mental, a partir de 1º de janeiro de 2022.

A decisão ligou um sinal de alerta para familiares (e médicos) de jovens e adultos que estão o tempo todo com o "controle na mão". Mas o que define que uma pessoa é realmente viciada em games? E como considerar isso uma doença pode ajudar ou atrapalhar esse indivíduo? O Viva Bem ouviu especialistas para ajudar você a entender melhor a questão.





Link do texto “Pesquisas mostram o lado bom dos Games”: 

Link do texto “Videogame prejudica relacionamentos sociais de jovens, diz pesquisa”:

Roteiro de Leitura e Discussão: 

1. Qual é o assunto apresentado no texto?
2. O que os videogames podem causar na vida do jovem? Por quê?
3. Os videogames só têm o aspecto negativo ou lado ruim? Por quê?
4. De acordo com o texto “Pesquisas mostram o lado bom dos Games”, quais são as repercussões positivas promovidas pelos jogos de videogame nas crianças e jovens?
6. Ainda de acordo com o mesmo texto, por que os videogames auxiliam no estudo de instrumentos musicais?
7. De acordo com o texto “Videogame prejudica relacionamentos sociais de jovens, diz pesquisa”, qual a influência que o videogame tem na vida dos jovens?
8. Ainda de acordo com o mesmo texto, o uso de videogames na vida de jovens adultos está ligado a qual comportamento? Por quê?


Com base nos textos motivadores e no seu conhecimento, produza um texto dissertativo-argumentativo tendo como tema: Adolescentes e o vício em games. 

Texto I

“Pode haver problemas por trás dos olhares fixos da garotada que dedica tempo e energia demais aos videogames. Uma pesquisa feita na Ásia com 3.000 crianças em idade escolar indicou que uma em cada dez era ‘viciada’ em games.
Segundo os pesquisadores, apesar de as crianças já apresentarem problemas comportamentais, o uso excessivo de videogames aparentemente agravou os distúrbios. De acordo com Douglas Gentile, diretor do laboratório de pesquisa de mídia da Universidade do Estado de Iowa, ‘quando as crianças se viciam, depressão, ansiedade e fobias sociais se agravam. Quando elas conseguem superar o vício, esses problemas melhoram.’

Ele diz que nem os pais nem os serviços de saúde estão prestando atenção suficiente nos efeitos dos videogames sobre a saúde mental das crianças.

– Tendemos a abordá-los como entretenimento, como apenas um jogo, e a esquecer que o entretenimento também nos afeta. De fato, se não nos afeta, o definimos como ‘entediante’.

No levantamento, as crianças disseram que jogavam videogame, em média, por 20 horas por semana. Entre 9% e 12% dos meninos foram considerados como viciados pela pesquisa, contra 3% a 5% no caso das meninas. […]”

Fonte:http://noticias.r7.com/saude/noticias/estudo-liga-uso-de-games-a-depressao-ansiedade-e-problemas-de-relacionamento-20110117.html

Texto II

“Pela primeira vez, vício em games é considerado distúrbio mental pela OMS

Comportamento viciado em videogame, sem controle de frequência e intensidade, pode representar um problema de saúde mental.

O vício em jogos de videogame passou a ser considerado pela primeira vez um distúrbio mental pela Organização Mundial da Saúde.

A 11ª Classificação Internacional de Doenças (CID) irá incluir a condição sob o nome de “distúrbio de games”. O documento descreve o problema como padrão de comportamento frequente ou persistente de vício em games, tão grave que leva “a preferir os jogos a qualquer outro interesse na vida. […]”

Fonte: https://g1.globo.com/bemestar/noticia/pela-primeira-vez-vicio-em-games-e-considerado-disturbio-mental-pela-oms.ghtml

Texto III

Fonte: http://www.aascj.org.br/home/2012/07/o-bom-senso-materno-e-paterno-no-controle-dos-jogos-de-internet-utilizados-pelos-filhos/

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

As consequências do consumismo infantil


Resultado de imagem para brincando de carrinhoCada vez mais percebemos que as crianças estão sendo bombardeadas por mensagens que estimulam o consumo. Televisão, internet, autdoores, revistas, panfletos, embalagens coloridas e vitrines fascinantes. Esses são alguns dos veículos usados para assediar os pequeninos que mal sabem o que querem.

A indústria do marketing descobriu que o mercado infantil e fatura muito, vendendo de alimentos a brinquedos. Além disso, as crianças também influenciam nas compras de seus pais tais como carro, casa e etc. Segundo pesquisas, bastam 30 segundos para uma marca influenciar uma criança. Inclusive, até os cinco anos de idade, a criança não tem discernimento para saber o que é uma propaganda. Para ela, o comercial e o programa na TV são a mesma coisa.

Percebe-se, também, que em muitos casos os pais que não conseguem dedicar tempsuficiente aos filhos e se sentem culpados compensando, assim, a sua ausência com presentes e mimos aos pequenos. Para completar, percebe-se que as crianças estão subvertendo os valores. Sob o argumento do filho, de não querer ser ”diferente” dos colegas da escola, os pais cedem aos apelos insistentes. Com isso não formam vínculos afetivos na vida sendo que lidar com a frustração faz parte do desenvolvimento.

As consequências da invasão consumista em nossas casas e nas crianças são características tais como apatia, passividade, individualismo, distanciamento nas relações familiares. As escolas se dedicam a projetos de preservação da natureza e de práticas não consumistas, mas as criança não sabem o que é a natureza em sua originalidade porque passam a maior parte do seu tempo na frente da TV ou computador.

Para estimular o consumo consciente, deixe claro que possuir determinado produto implica avaliar o quanto aquilo é necessário naquele momento. Ensine ao seu filho que para comprar qualquer coisa ele terá de abrir mão de outras. Assim, a criança aprende a ter senso crítico e a priorizar. Além disso, antes de os pais saírem para as lojas, devem fazer acordos com as crianças sobre o que podem ou não comprar.

Dentro de casa é importante não ter aparelhos de TV ou computador no quarto das crianças e limitar o número de horas na internet, jogos e telinha. É importante que a família tenha o hábito de fazer atividades junto com os filhos que não envolvam a mídia tais como ler, jogar, cozinhar ou tocar um instrumento musical. Para finalizar, é fundamental dialogar com as crianças sobre o real sentido das celebrações e o objetivo comercial da publicidade no período de datas especiais



Enquanto assistem o filme mantenham registros para a análise dos seguintes tópicos:

• Relação publicidade X obesidade Infantil 
• Relação publicidade X público alvo 
• Relação publicidade X pais

Questões para Debate:

1) O nível de instrução de pais ou crianças pode afetar a aceitação/permissão da publicidade infantil?

2) A criança está intelectualmente preparada para ‘filtrar’ a publicidade infantil? Então por que as mensagens se destinam a ela?

3) O vídeo mostra uma posição clara acerca do problema?

4) Quais os hábitos que estão sendo criados a partir das propagandas televisivas?

5) Quais as relações que se pode estabelecer entre os personagens da TV e os ‘sonhos’ das crianças?

6) Pode-se perceber claramente a falta de consumo consciente por conta de crianças?

  ATIVIDADE PROPOSTA:

SEMINÁRIO


Os alunos serão divididos em 09 grupos. Cada grupo escolherá um dos temas e fará a explanação para a turma. Clique na imagem para ter acesso aos textos, faça a leitura do tema escolhido e boa leitura.
  • Consumismo na contra mão da sustentabilidade;
  • Em números;
  • Um problema de todos;
  • Valorizar a linguagem da criança é também educá-la para a cidadania;
  • Como você pode falar com as crianças sobre o consumo;

       ATIVIDADE EXTRA:
Resultado de imagem para entrevista- desenho
Realizar entrevista:

a) Você tem ou já teve algum “sonho de consumo” (desejo de consumir algum produto ou serviço)? Qual?

b) O que você acha que o influenciou para ter vontade de comprar o produto ou serviço que representa esse sonho de consumo?

c) Alguma propaganda já influenciou para que você desejasse adquirir algum produto? Descreva a propaganda.

Relacionar o trabalho com o vídeo apresentado na aula, a partir das seguintes perguntas:

-As respostas que encontraram nos questionários são de acordo com o que vocês viram no vídeo? Por quê?

-O que vocês encontraram em comum entre as respostas dos alunos e o vídeo assistido?

-Houve diferença entre o que foi analisado nas respostas dos alunos e as ideias transmitidas a partir do vídeo? Em qual sentido?


Você pensa antes de comprar? Faz compra quando se sente triste? Compra sempre o que estava precisando, sem exageros? Responda as perguntas e conte o resultado para a gente! 

1 - Compro rápido sem pensar duas vezes. 
A – Com certeza sim 
B – Talvez sim 
C – Talvez não 
D – Com certeza não 

2 - Uma das razões para eu comprar é me sentir pressionado pelo vendedor, ou pela situação. 
A – Com certeza sim 
B – Talvez sim 
C – Talvez não 
D – Com certeza não 

3 - Avalio os produtos disponíveis e escolho aquele que me serve melhor 
A – Com certeza sim 
B – Talvez sim 
C – Talvez não 
D – Com certeza não 

4 - Compro exatamente o que estava precisando sem exageros
A – Com certeza sim 
B – Talvez sim 
C – Talvez não 
D – Com certeza não  

5 - Faço compra quando me sinto triste, inseguro, ou sozinho e senti que precisava me distrair.
A – Com certeza sim 
B – Talvez sim 
C – Talvez não 
D – Com certeza não 
6 - Depois que saio da loja, penso que não deveria ter comprado. 
A – Com certeza sim 
B – Talvez sim 
C – Talvez não 
D – Com certeza não  

7- Depois que comprei vejo que realmente precisava das coisas que comprei e sei que serão úteis. A A – Com certeza sim
B – Talvez sim 
C – Talvez não 
D – Com certeza não  

8 - Sei que o uso dessa compra me trará satisfação por bastante tempo. 
A – Com certeza sim 
B – Talvez sim 
C – Talvez não 
D – Com certeza não 

RESULTADO DO QUIZ 

QUESTÕES: 1,2 5,6 
A = 0 // B = 1 // C = 2 // D = 3 

QUESTÕES: 3,4,7,8 
A = 3 // B = 2 // C = 1 // D = 0

 0 – 8: você não conseguiu se controlar, foi uma Compra Compulsiva.
 9 – 16: o controle foi parcial, pode ter sido uma Compra Compulsiva. 
17 – 24: você se controlou a maior parte do tempo durante esta compra