quinta-feira, 23 de maio de 2019

Zygmunt Bauman - "Modernidade Líquida"

Resultado de imagem para baumanZygmunt Bauman nasceu em Poznan, Polônia em 1925. Filho de família judia, diante do crescimento do nazismo, Bauman e os familiares fugiram para a União Soviética em 1939. Após a guerra retorna à Varsóvia, onde inicia sua vida acadêmica e envolve-se com o Partido Comunista local,.

Por divergências, perseguições políticas e a proibição de suas obras deixa a Polônia em 1968 e segue para Israel para trabalhar como docente na Universidade de Tel Aviv. Em seguida, vai lecionar na Universidade de Leeds, onde desenvolveu suas principais ideias, como a teoria da modernidade líquida, as conceções sobre a modernidade e o mundo capitalista. Bauman faleceu na Inglaterra em 9 de Janeiro de 2017.

Modernidade Sólida

Na obra O Mal-estar da pós modernidade, publicada pela primeira vez em 1997, Bauman retoma a teoria freudiana de que ao longo da modernidade os cidadãos trocaram a liberdade pela segurança. Tal mudança gerou no mundo comportamentos de ordem, repressão, regulação das vontades e prazeres.

A sociedade tornou-se cada vez mais dura, mais sólida, repressiva e autoritária. A busca era por estabilidade e segurança relacionadas tanto a questões políticas e ligadas ao Estado quanto das questões de trabalho, relacionamentos e vida cotidiana. Na obra de 1997, Bauman afirma: “a modernidade sólida tinha um aspecto medonho: o espectro das botas dos soldados esmagando as faces humanas”.

Na modernidade sólida citada por Bauman as estruturas, relações, emoções, sentimentos e ações sociais eram mais rígidas e inflexíveis, um certo grau de certeza pairava. No entanto, toda rigidez aos poucos deu lugar a uma nova estrutura e relações sociais, que Bauman chamou de “modernidade líquida”.

Modernidade Líquida

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Em suas reflexões sobre a pós-modernidade e as relações sociais, Bauman cunha o termo Modernidade Líquida para definir os acontecimentos, fatos e relações estabelecidas no tempo presente. 

Bauman explica que o termo líquido foi escolhido como metáfora para explicar as constantes mudanças e transformações que ocorrem na sociedade, já que o mesmo acontece com o líquido, que não tem forma própria, é fluido e se esvai pelas mãos com facilidade.

Bauman explica as relações contemporâneas como sendo vulneráveis, fluidas e incapazes de manterem a mesma forma por muito tempo. As relações na atualidade, de acordo com Bauman, são frágeis, fluidas, temporárias e se alteram rápida e intensamente, sem a necessidade de muitas análises. Simplesmente mudam, porque são frágeis e incapazes de se sustentar de forma rígida e segura.

Nas relações e atividades modernas, a incerteza, fluidez e insustentabilidade é que pairam diante das relações e ações humanas.

Com relação à modernidade sólida, Bauman estabelece que a maior diferença para a modernidade líquida é o grau de liberdade e emancipação que foram atingidos. 

Atualmente, as relações e ações sociais são pautadas pelas emoções individuais, pelos desejos e satisfações pessoais acima do coletivo. No entanto, esse novo modelo social observado por Bauman também estabelece que cada ser social torna-se responsável por seus atos e ações.

Relações Líquidas

Resultado de imagem para modernidade liquidaEm seus estudos sobre os relacionamento humanos, inclusive os amorosos, Bauman aponta a escolha racional pela solidão, uma certa disposição ao isolamento social. O afastamento entre as pessoas estimula, segundo Bauman, um sentimento de insensibilidade e menor empatia em relação aos sentimentos do outro indivíduo.

A rapidez das relações e o novo modelo de conexões em redes, e não mais em comunidades, geram, de acordo com o polonês, altos níveis de insegurança. As pessoas buscam relacionamentos, mas a fluidez das relações as impede de aprofundar e estabelecer conexões duradouras.

Ainda de acordo com Bauman, a crescente atividade em redes sociais estabelece que as escolhas sejam feitas baseadas em conceitos superficiais e na semelhança. A sociedade procura cada vez mais pares iguais para estabelecer relações, com isso, é possível evitar, em grande parte, conflitos e relações profundas.

A teoria da modernidade líquida pode ser ponto de partida para a observação das relações sociais, da forma como a sociedade conduz os relacionamentos amorosos e pessoais e como a solidão, relacionamentos e falta de empatia estão ligados e definem a forma como a sociedade está se comportando.


Texto Complementar 2



ATIVIDADE AVALIATIVA 1

Vamos testar nossos conhecimentos através de jogos. Acessem o Kahoot.it que a professora irá passar um PIN para que possam acessar o jogo e aprender se divertindo.


ATIVIDADE AVALIATIVA 2

1º momento: Realize um esquema em forma de mapa conceitual sobre o texto, utilizando o programa Cmap tools.


2º momento: Quando seu mapa conceitual estiver pronto encaminhe para o seguinte e-mail:
angela.boscardin@gmail.com

ATIVIDADE AVALIATIVA 3


fonte: https://studymaps.com.br/zygmunt-bauman/
https://querobolsa.com.br/enem/sociologia/zygmunt-bauman

terça-feira, 21 de maio de 2019

Tecnologia na infância: qual o limite?

Novas diretrizes indicam caminhos para equilibrar a quantidade e a qualidade das horas que os pequenos passam diante de tablets, celulares e companhia.

Se até pouco tempo atrás os pais penavam para encontrar a dose ideal de televisão e videogame na vida das crianças, hoje eles ainda precisam incluir tablet, celular e computador na mesa de negociações.

Definitivamente é impossível imaginar uma infância livre da influência dos equipamentos eletrônicos. Por isso, os limites recomendados de utilização dessas tecnologias não param de ser revistos, bem como a maneira com que os pequenos deveriam interagir com as telas.

Em outubro deste ano, a Academia Americana de Pediatria lançou um documento que afrouxa um pouco algumas de suas antigas orientações. O primeiro contato com o universo digital, por exemplo, que antes só deveria ocorrer após os 2 anos de idade, agora está permitido a partir dos 18 meses, desde que com supervisão e participação ativa dos pais.

Já para os mini-internautas entre 2 e 5 anos, a tolerância caiu para apenas uma hora ao dia – antigamente eram duas. Depois, indica-se que a frequência seja personalizada. “Essa é uma questão de saúde pública, uma vez que as crianças estão cada vez mais expostas às telas. E isso em um momento crucial para o desenvolvimento de habilidades que serão importantes por toda a vida”, alerta a neuropediatra Liubiana Arantes Regazoni, da Sociedade Brasileira de Pediatria(SBP).

A entidade lançou em novembro último o seu próprio guia, intitulado Manual de Saúde de Crianças e Adolescentes na Era Digital. A publicação segue, em grande parte, os posicionamentos da associação dos Estados Unidos, mas é um pouco mais rígida em relação aos que ainda usam fraldas.

“O ideal é que o contato com eletrônicos não aconteça antes dos 2 anos, sobretudo nas duas horas que antecedem o sono e durante as refeições”, completa Liubiana, que preside o Departamento de Pediatria do Desenvolvimento e Comportamento da SBP.

Apesar de liberarem com restrições a utilização de telas nessa faixa etária, os pediatras americanos, assim como os brasileiros, enxergam poucos benefícios no hábito. “Os riscos são maiores do que as vantagens educacionais”, afirma a pediatra Jenny Radeski, da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, e uma das envolvidas na elaboração das diretrizes de lá.

“Até os 2 anos e meio, os bebês não conseguem transferir o que veem na tela para a realidade. Portanto, precisam ser ensinados sobre o que estão assistindo para que associem a experiências reais”, explica a pesquisadora. “É assim que o conhecimento se fixa.”

Isso vale para todas as fases, mas, principalmente entre o primeiro e o segundo aniversário, o cérebro necessita de boas doses do mundo à sua volta para que se estruture como o esperado. “É um período em que, por causa dos estímulos recebidos do ambiente externo, aumentam as sinapses, ou seja, as conexões entre os neurônios”, explica Telma Pantano, fonoaudióloga e psicopedagoga da Universidade de São Paulo (USP).

Os tais incentivos, que podem ser palavras, toques, brinquedos, músicas ou livros, servem como uma espécie de asfalto para a construção dessas pontes cerebrais, que conectam novas áreas na mente em amadurecimento, como a formação da personalidade e o aperfeiçoamento da linguagem.

O tempo que o pequeno passa sozinho, de cara na tela, não ajuda em nada disso. Pelo contrário. “Ele dificulta o desenvolvimento da empatia e do autocontrole e a capacidade de lidar com relacionamentos”, diz o neuropediatra Erasmo Casella, do Hospital Israelita Albert Einstein, na capital paulista.

Então, para garantir que o dispositivo não transforme a criança numa ilha, os especialistas consideram imprescindível, nos primeiros anos de vida, que os pais desbravem com ela os conteúdos oferecidos na tela e na rede.

Os impactos negativos do exagero não ficam restritos aos aspectos comportamentais e emocionais. Tem também a ameaça do sedentarismo. Uma pesquisa da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) avaliou os hábitos de 21 voluntários com idade entre 8 e 12 anos e constatou que 14 deles não praticavam nenhuma atividade física.

“Quando perguntamos o que gostavam de fazer no final de semana, a maioria respondeu brincar com jogos eletrônicos, o que já acontecia nos outros dias”, revela a pedagoga Ana Lúcia Meneghel, autora do trabalho. E você sabe: essa moleza é um convite à obesidade.

Para que o corpo e a cabeça da meninada valham por mil processadores, os especialistas dizem em uníssono: brincar é essencial. “Os desafios trazidos pela brincadeira formam estruturas cerebrais ligadas à inteligência matemática e à noção de espaço, por exemplo”, justifica Ana. Para isso, é preciso olhar em volta, segurar objetos, movimentar-se… No estudo, as crianças que eram mais fãs dos aparelhos tiveram mau desempenho quando testadas essas habilidades.

Na sala de aula a história também desanda. “A luz emitida pelo visor reduz a produção de melatonina, hormônio indutor do sono”, observa Liubiana. Sem a substância, fica difícil adormecer e há maior risco de despertares na madrugada. “O sono de má qualidade interfere na concretização de memórias e do aprendizado do dia”, aponta a neuropediatra.

Fora que, após uma noite tumultuada, quem consegue prestar atenção na lição? Há mais por trás do dever de casa incompleto. “Um game que dá pontos, por exemplo, libera no cérebro muita dopamina, substância ligada ao prazer”, detalha Casella. A princípio, isso não parece ruim, certo? “A questão é que esse processo não ocorre de forma tão intensa em outras ocasiões, como na escola. Daí a criança pode achar os estudos entediantes”, problematiza.

Para tornar essa realidade menos tecnológica (e maléfica), não dá para esperar que os menores resolvam se desapegar dos aparelhos. Os adultos precisam dar o exemplo. “Inclusive pesquisas sugerem que há menos conexão emocional e até mais conflitos se os progenitores ficam totalmente absortos nos seus smartphones”, destaca Jenny.

Portanto, o uso saudável não vale somente para os baixinhos. “Famílias que ficam só assistindo à TV ou cada um com seu celular enfraquecem seus vínculos”, reforça a psicóloga Elizabeth Monteiro, autora do livro Criando Filhos em Tempos Difíceis (Summus). “Isso fará falta na adolescência, quando os pais perdem autoridade e os filhos se afastam”, completa.

Mas não dá para ser extremista, vamos combinar. Na rotina corrida, às vezes ligar a tela funciona como uma forma de “desligar” um pouco o rebento para, assim, poder cuidar dos afazeres domésticos. “Se o pai for lavar a louça, não vejo mal em deixar o bebê assistir a um programa educativo por alguns minutos”, diz Jenny.

Uma saída para driblar os excessos é estabelecer períodos offline diários para toda a família. Entre os mais velhos, a preocupação vai além: a internet. “O perigo é a exposição a conteúdos inadequados e o bullying virtual”, ressalta Liubiana. Já o vício nas redes sociais, território que deveria ser evitado até os 13 anos, pode ser nocivo por fomentar ansiedade e baixa autoestima.

Qual seria, então, a hora certa para dar um dispositivo eletrônico à criança? “Nunca antes dos 12 anos”, declara Telma. Até essa idade, a dica é deixar o pequeno emprestar o aparelho de algum adulto. “Esse comportamento ajuda a transmitir a mensagem de que o controle segue na mão dos pais”, justifica a psicopedagoga da USP.

Também não adianta encarar a tecnologia como vilã. Até porque, em muitos casos, ela é uma baita mão na roda. Tanto é que as diretrizes citadas no início da reportagem dizem respeito apenas ao uso enquanto entretenimento puro e passivo. “Tudo aquilo que os pais fizerem com os filhos, como usar a videoconferência, tirar fotos ou jogar, não conta”, diferencia Jenny. O conselho é dar a mão ao rebento sempre. No mundo real e no digital.

ATIVIDADE AVALIATIVA

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quinta-feira, 25 de abril de 2019

Filme: “Que horas ela volta?”



SINOPSE

Não recomendado para menores de 12 anos

A pernambucana Val (Regina Casé) se mudou para São Paulo a fim de dar melhores condições de vida para sua filha Jéssica. Com muito receio, ela deixou a menina no interior de Pernambuco para ser babá de Fabinho, morando integralmente na casa de seus patrões. Treze anos depois, quando o menino (Michel Joelsas) vai prestar vestibular, Jéssica (Camila Márdila) lhe telefona, pedindo ajuda para ir à São Paulo, no intuito de prestar a mesma prova. Os chefes de Val recebem a menina de braços abertos, só que quando ela deixa de seguir certo protocolo, circulando livremente, como não deveria, a situação se complica.


ANÁLISE DO FILME


Após ler o texto  realize a atividade abaixo. Para resolvê-la leia as orientações com atenção. Não esqueça de colocar seu nome completo na atividade. Ao terminar click em “Finish” (finalizar). Depois selecione “Enviar as minhas respostas ao professor” e mandar para o e-mail: angela.boscardin@gmail.com 

Veja na foto abaixo como fazer:


Ciências humanas, an interactive worksheet by angelasenatore

quinta-feira, 18 de abril de 2019

A infidelidade, uma norma social?

Resultado de imagem para INFIDELIDADESe um amigo fala para você que ele beijou, transou com outra mulher que não a namorada dele, não pareceria tão surpreendente. Se o fato de ser infiel se torna algo comum e quase ninguém sanciona este comportamento, por que parar?
– Sanções sociais
Imagina. Você tem uma namorada, mas, também gosta de outra menina. Você fica com outra e vai falar com o seu grupo de amigos que ficou com essa garota. Se eles acham legal o que você fez, por que parar? Se você não encontra indivíduos que sancionam socialmente o seu comportamento, você vai, talvez, continuar.
Ao contrario, se o seu grupo de amigos não concorda e fala para você que o seu comportamento está errado, você vai pensar mais sobre o ato.
– A infidelidade tem gênero?
Se a gente imaginar, agora, uma mulher infiel com o namorado. Agora, é a mulher que tem um amante. Você acha que este fato será aceito da mesma maneira que é aceito o fato do homem ter uma amante? A infidelidade é compreendida de maneira diferente em função do gênero? 
– A infidelidade, a norma social?
Você acha que podemos falar da infidelidade como uma norma social? Lembro que uma norma social é um modelo de se comportar relativo a um grupo social numa sociedade. A sociedade concorda com um sistema de valores e normas. Os indivíduos desde a infância (socialização primaria) integram este sistema.
Sabendo a definição da norma social, não podemos falar da infidelidade como um “modelo de se comportar”. Porém, é um modelo integrado pelos indivíduos na sociedade brasileira.
– A infidelidade?
Primeiro, percebi que a infidelidade tem varias definições em função da cultura, do país e também do individuo. Qualquer individuo têm a sua própria definição da infidelidade.
Olhar e desejar, beijar, transar, namorar com outra… Em função da cultura, do país e do individuo, são formas de ser infiel.  
Podemos ser infiel durante uma hora ou durante vários meses, anos.
– Exemplo. “Eu? Infiel?!”
infidelidade
Para dar um exemplo. Um dia, um amigo, hoje com 25 anos me falou que fazia 8 anos que está com uma namorada , ou seja, ele encontrou a namorada quando tinha 17 anos. Parecia-me estranho ficar sempre com a mesma mulher desde os 17 anos. No entanto, parecia ser uma historia bonita. E então perguntei para para ele: Você é um homem fiel? Ele me respondeu: Com certeza eu sou. Ele me mostrou a tatoo que tinha no corpo com o nome da namorada. Tentei acreditar que ele fosse realmente fiel. Porém, depois, ele adicionou: Se você encontrar minha namorada, por favor, não fala da “amiga” com quem estava ontem.
Ainda bem que todos os brasileiros não são assim!
– Existem infidelidades mais toleráveis que outras? Quais são?
Resultado de imagem para QUIZPor exemplo, quando um casal acaba tendo uma criança, às vezes, um dos pais conhece uma experiência de infidelidade. O pai ou a mãe vão escapar ao único papel de serem pais. O indivíduo vai conhecer o papel de ser “amante”. Permite sair um pouco da principal função identitaria de serem pais. Geralmente, depois disso, se desenvolve um sentimento de culpabilidade.
Porém, às vezes, a infidelidade não é só uma vez. O ato de infidelidade se repete. Nesse caso, é menos tolerável na sociedade. Se um individuo é infiel uma vez, podemos pensar que ele tem remorso.
– Como aceitar esta situação?
Primeiro, para “aceitar” esta situação, a namorada ou o namorado deve se sentir o preferido entre ele ou ela e o (a) amante, mostrar que não tem comparação entre as duas situações.
Segundo varias pesquisas, podemos ver que o mais complicado para a pessoa traída é o fato de sentir uma diminuição de afeição, de desejo.
– é diferente na França?
Como não tenho estatísticas, não posso falar que no Brasil existe mais infidelidade. Porém, me parece mais tolerado no Brasil que na França. Além disso, na França, a mulher vai em menor escala mostrar nos espaços públicos que ela tem, de fato, um namorado, que o homem ao lado dela é “seu”. As francesas têm menos ciúmes que as brasileiras.
Talvez, na França exista menos infidelidade entre os casais, porque quando se está namorando alguém não temos costume de trair, e também não é aceitável entre o grupo social de amigos, dizer que traímos o namorado ou a namorada…
– O que pensa Eric Anderson, sociólogo que tratou desse assunto?
Eric Anderson é um sociólogo americano que fez uma pesquisa, com 120 indivíduos, sobre os homens infiéis.
Segundo a pesquisa dele, 78% dos homens foram infiéis e os homens teriam vontade ficar com outra depois de dois anos de relação. Segundo ele, o fato de ser infiel não apresenta relação com o sentimento amoroso. São duas coisas diferentes segundo ele. Ser infiel seria como um “lunch” provocado pela sociedade. Segundo ele, o que permite uma relação séria não é o fato de ser fiel. O que permite ter uma relação séria, sem infidelidade, seria o fato de construir uma família, se casar, etc.


PROPOSTA DE REDAÇÃO



REALIZE O QUIZ ABAIXO E VEJA SE VOCÊ É CAPAZ DE TRAIR

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fonte:http://www.sociologia.com.br/a-infidelidade-uma-norma-social/

sexta-feira, 29 de março de 2019

Atentado ao pudor

Chega de Atentado Violento ao Pudor!Considera-se atentado ao pudor qualquer ato sexual forçado sem penetração. A vítima não dá o seu consentimento para este ato. Por exemplo: toques, carícias ou beijos não desejados, forçar alguém a despir-se ou a mostrar os seus genitais.
O atentado ao pudor pode acontecer sem violência física ou ameaças. Por exemplo: se a vítima não resiste e permite que aconteça porque tem medo.
O atentado ao pudor é um ato punível na Bélgica.
A pena para o atentado ao pudor é de 6 meses a 15 anos de prisão, dependendo:
  • da gravidade do atentado ao pudor;
  • da existência ou não de violência ou ameaças físicas;
  • da idade da vítima.
Violação

A violação consiste em relações sexuais forçadas ou sexo oral com penetração. A penetração pode acontecer com parte do corpo ou com um objeto. A vítima não dá o seu consentimento para este ato. A violação pode acontecer sem violência física ou ameaças. Por exemplo: se a vítima não resiste e permite que aconteça porque tem medo.

Não existem nunca circunstâncias atenuantes. Isto significa que o juiz não aceitará nada como justificação da violação. Por exemplo: o comportamento da vítima, a forma como se veste e o que diz ou faz, nunca podem justificar a violação.

No caso de a vítima da violação ser adulto, a pena é de 5 a 10 anos de prisão. Se a vítima for uma criança ou se houver outras circunstâncias agravantes, a pena pode ir de 20 a 30 anos de prisão.

Procurar ajuda

É importante não esperar para procurar ajuda. Talvez um amigo ou outra pessoa de confiança o possa ajudar.
Resultado de imagem para procurar ajuda- desenhoO seu médico de família pode tratá-lo(a) e elaborar um relatório para a polícia.

É também possível ir à polícia para apresentar uma queixa. Estes são obrigados a respeitar a sua privacidade. Se recear futuros atos de violência, a polícia pode protegê-lo(a). A polícia é obrigada a tratá-lo(a) de forma respeitosa e correta.

Se for à polícia num prazo de 72 horas, pode ser realizado um exame médico para recolher indícios do agressor. Estes procuram sinais de esperma e sangue, mas também outros vestígios sob as unhas, no cabelo e nas roupas. O exame demora cerca de 1,5 a 2 horas. A polícia envia as amostras para serem testadas num laboratório.

Este exame médico pode também ser realizado num centro de proteção contra violência sexual (Zorgcentrum na seksueel geweld). Aqui pode também obter apoio médico e psicológico e apresentar queixa, mesmo que já tenham passado 72 horas da ocorrência. Pode aceder a todos os serviços num só local num centro de proteção contra violência sexual.

Cada Centro para o Bem-estar Geral (CAW) dispõe de um serviço especial de apoio à vítima (“slachtofferhulp”). Podem acompanhá-lo à polícia, ao médico ou ao tribunal. Não é necessário identificar-se no CAW. Pode obter ajuda de forma anónima e gratuita.

De acordo com a lei, mesmo que não tenha autorização de residência, a polícia deve tratá-lo com o mesmo respeito que dedica a outras vítimas. Não obstante, a polícia pode detê-lo(a) devido ao seu estatuto de residência. Por isso, é recomendável ser acompanhado por um profissional do CAW ou de uma outra organização social.

Caso se encontre numa situação de emergência e receie futuros atos de violência, pode dirigir-se a um abrigo.

Apoio aos agressores

Se sentir que cometeu atos de violência dentro de uma relação ou se sentir que existe o risco de que se torne violento contra outra pessoa, pode procurar ajuda. A terapia pode ajudá-lo a falar sobre os seus sentimentos e comportamento e pode prevenir que se torne (novamente) violento, no futuro.

ATIVIDADE PROPOSTA:

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quinta-feira, 28 de março de 2019

Zygmunt Bauman e Facebook

Resultado de imagem para REDES SOCIAISO Brasil é o número 1 quando o assunto é usuários de redes sociais na Internet. Somos o país que mais acessa as redes na Internet. Por esse ser um assunto tão relevante em nosso país, Léa Mougeolle propôs que fosse o tema desse novo artigo.
Zygmunt Bauman, professor emérito de sociologia das universidades de Varsóvia e Leeds, foi a primeira pessoa em quem pensei como referência para esse texto sobre redes sociais na Internet.
O QUE BAUMAN TEM A VER COM AS REDES SOCIAIS?

Na verdade a ideia de utilizar Bauman nesse texto surgiu de uma entrevista dada por ele em que o Facebook e as amizades virtuais foram um dos assuntos tratados. Perguntei para Léa se ela achava uma boa referência e a resposta foi “Bauman é uma ótima referência”. Pergunta boba a minha claro, Bauman seria uma ótima referência, tanto para esse tema quanto para muitos outros.
Na entrevista citada acima, Bauman conta que um “viciado em Facebook”, se vangloriou para ele de ter, em um dia, feito 500 amigos. O sociólogo de 90 anos, nascido na Polônia, tinha na época 86 anos de idade, e sua resposta foi que, embora tivesse 86 anos, ele não tinha 500 amigos. E então ele explica aquilo que ele intitula de “Amizade Facebook”.

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O QUE É A AMIZADE FACEBOOK PARA BAUMAN?
O sociólogo polonês explica que a amizade que ele fala, e a amizade que o “viciado em Facebook” descreve são diferentes. Não querem dizer a mesma coisa. A amizade que Bauman descreve como a que ele conhece é uma amizade ligada à convivência, pelo fato de nascermos em uma comunidade.
Já a “amizade Facebook” está ligada não a uma comunidade, mas sim a uma rede, que é marcada pela facilidade de conectar e desconectar. Ele explica, então, que esse tipo de amizade tem como maior atrativo a facilidade de se desconectar, de deixar de ser amigo de alguém simplesmente clicando em um botão. O que é impossível na amizade convencional, já que mesmo querendo deixar de ser amigo de alguém não há como fazer isso com tanta facilidade, não há como evitar de ver a pessoa “indesejada” na sua comunidade.
E O QUE OCORRE QUANDO DOIS INDIVÍDUOS DEIXAM DE SER AMIGOS?

Bauman explica que na amizade convencional, ou off-line, como ele mesmo apresenta, um rompimento de relações é sempre traumático. É preciso se desculpar, procurar ou até inventar desculpas, além de ver o desapontamento da outra pessoa pessoalmente. É algo complicado.
Na Amizade Facebook esse rompimento é mais fácil. Às vezes, muito mais fácil. A pessoa simplesmente deixa de ser amigo, exclui o outro individuo e passa a ignorar seus chamados. Pronto. Aí está a comprovação de que a questão da facilidade em se desconectar é o maior atrativo desse novo tipo de amizade. O viciado em Facebook, ao invés de 500 amigos terá 499, mas amanhã já terá 500 novamente, ou até mais.
QUAIS OUTRAS COISAS QUE ATRAEM AS PESSOAS PARA AS REDES SOCIAIS?
Manter contato com pessoas próximas que, fisicamente, não estão tão próximas assim, é o principal motivo das pessoas utilizarem as redes sociais. Esse é o lado bom dessa ferramenta. Poder conversar diariamente com quem está em outra cidade, estado ou até país.
Porém outro motivo do uso diário das redes sociais é a famosa “massagem no ego”, ou seja, demonstrar para os outros que sua vida é maravilhosa e que você é feliz todos os dias, ou alguém já viu uma pessoa postando só coisas tristes sobre si mesmo nas redes sociais?
Utilizar redes, independentemente de quais, é algo que faz parte do mundo contemporâneo. São ferramentas tecnológicas que vieram para ficar, o cuidado que deve ser tomado é com relação ao exagero do uso. Hoje em dia muitas pessoas nem lêem mais jornal, procurando se informar simplesmente pelo seu Facebook.
Com relação à amizade, Bauman demonstrou que existe uma falsa idéia de amigo nas redes sociais, um amigo que é diferente do real, diferente da pessoa com quem você convive. Fica a pergunta para os leitores: Qual tipo de amigo você valoriza mais? Aquele com quem você convive? Ou aquele com quem você pode desfazer a amizade com um simples toque no botão?

fonte: https://www.sociologia.com.br/zygmunt-bauman-e-facebook/


ATIVIDADE PROPOSTA

Após ler o texto realize a atividade abaixo. Para resolvê-la leia as orientações com atenção. Não esqueça de colocar seu nome completo na atividade. Ao terminar click em “Finish” (finalizar). Depois selecione “Enviar as minhas respostas ao professor” e mandar para o e-mail: angela.boscardin@gmail.com

Veja na foto abaixo como fazer: