segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Para quem não tem experiência

Resultado de imagem para primeiro empregoPesquisas divulgadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos – DIEESE, sobre emprego e desemprego, denunciam que os jovens representam 45,5% dos desempregados, quase metade de todos os desempregados do país. Segundo o DIEESE, dos 3,2 milhões de desempregados pesquisados nas regiões metropolitanas de São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador, Recife e Distrito Federal, 1,5 milhão são jovens de até 24 anos. 

A população economicamente ativa com mais de 16 anos é minoria entre os que conquistaram um posto de trabalho. A fase mais crítica compreende o período entre os 16 e os 24 anos. Justamente porque é esta a fase da vida que coincide com a conclusão de uma formação e a busca de uma vaga no mercado de trabalho. Sabemos que a necessidade de uma colocação no mercado de trabalho, muitas vezes, atrapalha e desestimula a continuidade dos estudos, ampliando os números da evasão escolar. 

Resultado de imagem para primeiro empregoNeste sentido, a pesquisa demonstra que os jovens trabalham com uma carga horária acima do limite legal, colaborando para o afastamento dos bancos escolares. Além do que, o rendimento recebido pelos jovens varia entre um e dois salários mínimos. 

A falta de uma perspectiva profissional para os milhares de jovens brasileiros é um fator preponderante de desagregação social e de aumento da criminalidade. Baseados nestes dados, concluímos que é preciso fomentar a economia brasileira e gerar os empregos de que o país precisa. Um dos maiores especialistas em desemprego do país, Márcio Pochmann, em uma entrevista dada em 2000, já alertava sobre o assunto dizendo o seguinte: “Como há pessoas disponíveis e não há vagas para serem ocupadas, isso gera um acirramento da competição no interior do mercado de trabalho. 

Os postos de trabalho que eram tradicionalmente ocupados pelos jovens estão sendo hoje ocupados por adultos. É por isso que as empresas dizem que o jovem não tem preparação.” No mundo inteiro, hoje, temos o maior número de adolescentes de toda a história da humanidade. Por isso, precisamos investir nos jovens, promover o seu desenvolvimento, criar perspectivas favoráveis para o seu futuro e apoiar sua participação integral na sociedade.

ATIVIDADE PROPOSTA 1:

Após ler o texto realize a atividade abaixo. Para resolvê-la leia as orientações com atenção. Não esqueça de colocar seu nome completo na atividade. Ao terminar click em “Finish” (finalizar). Depois selecione “Enviar as minhas respostas ao professor” e mandar para o
e-mail: angela.boscardin@gmail.com

Veja na foto abaixo como fazer:

 ATIVIDADE PROPOSTA 2:

ATIVIDADE PROPOSTA 3:

Resultado de imagem para primeiro emprego
A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.
fonte: http://blog.mundoedu.com.br/proposta-de-redacao-4-jovem-mercado-de-trabalho/
http://educacao.uol.com.br/bancoderedacoes/lista/quais-as-condicoes-necessarias-para-se-atingir-o-sucesso-profissional.jhtm
http://portal.mec.gov.br/secad/arquivos/pdf/06_cd_al.pdf

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Eles trabalham feito cavalos

Resultado de imagem para CATADORES DE LIXO desenhoO desemprego e a fartura de lixo nas grandes cidades fizeram surgir uma categoria de trabalhadores que não pára de crescer: a dos moradores de rua que sobrevivem catando lixo reciclável com a ajuda de uma carroça. Quase sempre é assim: quando conseguem se estruturar um pouco, pagam 40 reais por um eixo de automóvel no ferro-velho, montam uma carroça e passam a viver do que conseguem apurar na venda do material. Na cidade de São Paulo, a população de rua mais que dobrou em dez anos: em 1993, de acordo com a Secretaria de Assistência Social, era de 4.549 pessoas e em 2003 pulou para 10.300, sendo que 3.200 delas viviam de catar lixo. Grande parte trabalha com carroças. A coordenadoria do Programa de Coleta Coletiva Solidária de São Paulo calcula que existam de 6.000 a 9.000 catadores nas áreas que englobam as 31 subprefeituras da cidade. Conflitos familiares, alcoolismo e desemprego são as principais causas desse aumento.

Concorrência acirrada 

Para os catadores, comprar uma carro- ça é o primeiro passo para reorganizar a vida e recuperar dignidade. Além disso, esse trabalho gera benefícios para a cidade. “Nossa atividade deveria ser reconhecida como profissão. Evitamos a destruição da natureza com a reciclagem de materiais e ajudamos a prefeitura a economizar recursos com aterros sanitários, porque desviamos parte dos materiais que iriam para lá”, diz Nelson da Silva, morador de rua há seis anos. Eustáquio fatura de 300 a 400 reais por mês e se considera privilegiado: “Quem corre atrás de material na rua acha cada vez menos”, diz. Não faz muito tempo dava para tirar 200 reais por semana. “Todo mundo está tirando material da rua”, reclama. Todo mundo, no caso, são: os prédios que passaram a separar o próprio lixo para a reciclagem e o entregam para a prefeitura; os carroceiros cada vez em maior número; os caminhões dos depósitos e os de coleta regular.

Resultado de imagem para CATADORES DE LIXO desenhoA concorrência é forte. “Um saco de lixo na rua é mexido por muita gente”, diz Fábio. Primeiro vêm os andarilhos que não têm carroça porque não podem comprar ou porque não têm força para puxar uma. Catam com sacos, buscam principalmente latinhas de alumínio e ganham de 3 a 4 reais por dia. Dá para viver? “Não, dá só para comprar o goró”, diz Eustáquio. Depois vêm os carroceiros. Em seguida, os caminhões. Segredo do negócio: correr para pegar o lixo fresquinho. Entretanto, para catadores associados a cooperativas, o programa municipal é um meio de inclusão social. O material é recolhido pelos caminhões e processado por cooperativas, em centrais criadas e equipadas pela prefeitura. Nesses centros trabalham, diretamente, os catadores cooperados; e, indiretamente, os outros que vendem ali seus materiais. A inclusão social é apenas um dos objetivos do projeto, além da educação ambiental dos cidadãos, da preservação de recursos naturais e da redução da quantidade de lixo encaminhada aos aterros sanitários. Uma das vantagens de fazer parte da cooperativa é receber um valor maior pelo material, pois ele é vendido diretamente à indústria recicladora sem passar pelos depósitos. Em contrapartida, uma das exigências da prefeitura para entregar a gestão da central às cooperativas é que elas estabeleçam horários de trabalho para os catadores. Nem todos querem saber disso. Os catadores que não se organizarem vão continuar como Eustáquio e Fábio: disputando material com os caminhões e recebendo o que os depósitos pagam pela coleta do dia. No caso do papelão, os depósitos pagam em torno de 13 centavos o quilo, enquanto que, se venderem diretamente à indústria, eles recebem 30 centavos.

ATIVIDADES PROPOSTAS:

Acesse a webquest para realizar a atividade proposta

https://sites.google.com/site/elestrabalhamfeitocavalos/

FONTE: http://portal.mec.gov.br/secad/arquivos/pdf/03_cd_pr.pdf
http://portal.mec.gov.br/secad/arquivos/pdf/03_cd_al.pdf

sábado, 7 de novembro de 2015

Mulheres em Desvantagem


Resultado de imagem para MERCADO DE TRABALHO homem X mulherDentre os brasileiros que trabalham, as mulheres são quase a metade (42%).

E são responsáveis pelo sustento de aproximadamente um terço das famílias no Brasil. Mas também são as mais atingidas pelo desemprego. Entre a demissão de um homem e de uma mulher, geralmente a mulher é a demitida.

As mulheres que trabalham e têm suas carteiras assinadas ocupam cargos ou postos de trabalho mais desqualificados do que os homens e nas funções de menor prestígio social. E, pior, mesmo que ocupem as mesmas funções e com mais instrução, recebem salários menores do que os homens, enfrentam barreiras imensas na hora da contratação, ficam menos tempo num determinado cargo, têm dificuldades para serem promovidas e custam a chegar aos postos de chefia.

Segundo as últimas pesquisas do IBGE, a discriminação contra as mulheres aumenta, se levarmos em conta a raça das pessoas. Dentre todas as mulheres, 44% se consideram negras. Desse contingente, as que são chefes de família estão entre as mais pobres (muitas, inclusive, abaixo da linha da pobreza). A renda dessas famílias chefiadas por mulheres negras chega a ser 74% inferior à renda dos domicílios chefiados por homens brancos. Ou seja, enquanto a família do homem branco ganha 300 reais por mês, a família da mulher negra recebe somente 78 reais.

Na maioria dos casos, as trabalhadoras estão no setor de serviços, sem carteira assinada e, portanto, sem direitos garantidos pelas leis. As mulheres negras estão fortemente no trabalho doméstico, igualmente, não registrado.



ATIVIDADES PROPOSTAS 1:

Você já ouviu falar em nuvem de palavras? Já viu alguma?




No texto que segue você poderá obter algumas informações:

Nuvem de palavras (wordclouds.com) é um gráfico digital que mostra o grau de frequência das palavras em um texto. Quanto mais a palavra é utilizada, mais chamativa é a representação dessa palavra no gráfico. As palavras aparecem em fontes de vários tamanhos e em diferentes cores, indicando o que é mais relevante e o que é menos relevante no contexto. Como poderia ser uma nuvem de palavras que representasse o tema da aula de hoje?

1º- Visite o site, explore-o bastante para conhecer como funciona. Vamos experimentar essa ferramenta? 

2º- Agora que você explorou essa ferramenta, mãos a obra... é hora de produzir!

3º- Acesse o fórum e realize o que lhe é proposto.
4º  Após responder ao fórum selecione o texto produzido para criarmos uma nuvem de palavras totalmente inédita. Use e abuse da criatividade!

5º- Depois que sua nuvem de palavra estiver pronta salve-a e compartilhe-a no Padlet intitulado "Mulheres em desvantagens".

4º- Não esqueça de se identificar: coloque nome, número e série.

ATIVIDADES PROPOSTAS 2


ATIVIDADES PROPOSTAS 3:


fonte: http://www.opera10.com.br/2014/07/redacao-proposta-2014-48-igualdade-de.html

http://portal.mec.gov.br/secad/arquivos/pdf/08_cd_pr.pdf

sábado, 24 de outubro de 2015

Introdução aos estudos do Trabalho


A palavra "trabalho" tem sua origem no vocábulo latino " Tripallium " - denominação de um instrumento de tortura formado por três (tri) paus ( pallium ). Desse modo, "trabalhar" significa ser torturado no  tripallium . 

Quem eram os torturados? Os escravos e os que não são sãos podem pagar os impostos. Assim, quem "trabalhava", naquele tempo, era como pessoas destituídas de posses. 

A partir daí, essa ideia de trabalhar como ser torturado passou a dar entendimento não só ao fato de tortura em si, mas também, por extensão, às atividades físicas produtivas realizadas pelos trabalhadores em geral: camponeses, artesãos, agricultores, pedreiros etc. Tal sentido foi de uso comum na Antiguidade e, com esse significado, atravessou quase toda a Idade Média. 

Só no século XIV começou a ter o sentido genérico que hoje lhe atribuímos, qual seja, o de "aplicação das forças e faculdades (talentos, habilidades) humanas para alcançar um determinado fim". 

Com uma especialização de atividades humanas, a teoria da evolução cultural da humanidade, a palavra trabalho tem sido uma série de diferentes significados, de modo a fazer o discurso, no Dicionário de "Aurélio", a dedica v e várias expressões idiomáticas. (Pesquisa de Augusto Nivaldo Trinos.In Revista "Educação e Realidade").


ATIVIDADE PROPOSTA:


FONTE: http://www.cafecomsociologia.com/2013/08/introducao-aos-estudos-do-trabalho.html

sábado, 3 de outubro de 2015

Outros rituais indígenas

Resultado de imagem para rito passagem para a vida adultaRitos de Passagem

"...para os grupos, assim como para os indivíduos, viver é continuamente desagregar-se e reconstituir-se, mudar de estado e de forma, morrer e renascer." - Arnold van Gennep

Em 1909, o etnólogo francês Arnold van Gennep escreveu em seu livro, "Les Rites de Passage", que as sociedades indígenas são como uma casa, dividida em vários quartos e corredores. Pessoas e grupos circulam por esses quartos, que são isolados uns dos outros. Para se passar de um quarto para outro, são necessárias certas formalidades e cerimônias. Essa comparação da sociedade com uma casa, ajuda a entender a função dos "Ritos de Passagem".

Os ritos de passagem são cerimoniais que marcam a passagem de um indivíduo (ou de um grupo) de uma situação para outra.

Por exemplo: os rituais ligados ao nascimento, onde um índio que não era nascido, portanto não estava neste mundo, passa a existir e fazer parte de um grupo. Há ainda os ritos de iniciação, onde um índio pré-adolescente aprende os comportamentos necessários para que seja considerado um adulto dentro da tribo. Também são "ritos de passagem", as cerimônias matrimoniais, onde há uma radical mudança nas responsabilidades de um indivíduo. Por fim, os ritos funerários, que marcam a passagem da pessoa de um mundo para outro.

Esse boletim fala de alguns ritos de passagem de grupos indígenas do Brasil.

Ritual de Nominação - Batismo dos índios Urubu-Kaapor

Os índios Urubu-Kaapor vivem no Maranhão, entre os rios Gurupi e Turiaçu, próximos à fronteira com o estado do Pará. Sua população aproximada é de 800 pessoas.

Quando nasce uma criança Kaapor, seus pais devem cumprir um rigoroso resguardo e dieta. É um período longo que dura vários meses. Os índios acreditam que a saúde do bebê pode ser comprometida, se os pais quebram essas regras.

Quando o bebê completa aproximadamente um ano, é preparada uma festa de nominação. Esse é o ritual mais importante dos índios Urubu-Kaapor. É uma cerimônia coletiva, onde podem ser batizadas diversas crianças juntas. Até essa data, os bebês não são chamados por nome algum.

Para a festa, é preparada uma grande quantidade de uma bebida alcoólica feita a partir do caju. Todos os adultos e crianças mais velhas começam a beber no início da noite e continuam até a aurora. Ao amanhecer, enquanto os homens fumam longos cigarros, as mães das crianças sentam-se em esteiras, carregando seus bebês em tipóias emplumadas e tecidas com algodão.

A arte plumária dos Urubu-Kaapor é a mais bela e sofisticada entre os índios brasileiros. Todos se adornam com suas melhores peças, pois acreditam que elas ajudam a iluminar as nuvens escuras, talvez uma analogia ao destino das crianças.

Os padrinhos das crianças usam um colar-apito, feito com um osso de gavião. O padrinho toma o bebê do colo da mãe, e o levanta para o alto. O padrinho grita o nome que escolheu para a criança e em seguida todos os índios repetem esse nome em coro. O padrinho dança para frente e para trás, com a criança em seus braços e assopra o colar-apito no ouvido do bebê, que começa a chorar.

O nome da criança é repetido por todos até que ela pare de chorar e adormeça. Nessa ocasião, ela recebe um pequeno cocar, e o padrinho devolve o bebê para sua mãe. Foi anunciado ao mundo, que um novo Kaapor nasceu.


Colar-Apito "awá-tukaniwar" - índios Urubu-Kaapor

Passagem para a Vida Adulta

Os ritos de passagem se desenvolvem através de três fases: a separação, a transição e a incorporação.
Nos ritos de puberdade, onde o índio deixa de ser considerado uma "criança" por seu grupo, e passa a ser visto como um adulto, é possível observar essas três fases de forma mais clara. A criança é retirada do vida normal da aldeia, passa por um período em que aprende o comportamento adulto, e por fim volta à aldeia, agora com um novo status.

Nesses ritos de passagem, a criança é separada do convívio social com a aldeia, quando atinge determinada idade. Esse momento é considerado a primeira fase do rito. A idade em que a criança é "retirada" da sociedade varia conforme as diversas etnias.

No caso das meninas, na maioria das vezes essa fase acontece na época da primeira menstruação. As índias Tikuna; que vivem na fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia; quando percebem a primeira menstruação, entram na mata, não sem antes deixarem um adorno marcando o local onde se esconderam. De lá passam a bater dois pedaços de madeira, um contra o outro, até que suas mães percebam o que está acontecendo e vão ao encontro de suas filhas, para levá-las para casa onde passarão longas semanas até que saiam de lá novamente.

Para os homens, não há uma idade tão clara. Por exemplo: os índios Xavante, que vivem no cerrado do Mato Grosso, realizam seus ritos de puberdade uma vez a cada cinco anos. Os meninos saem da casa de seus pais e passam a viver todos juntos em uma casa comunitária por todo esse tempo, até serem considerados adultos. Portanto no início da reclusão há desde meninos de 7 a 8 anos, que estarão muito velhos para esperarem o próximo ritual; até adolescentes de 12 a 13 anos, considerados muito novos no início do ritual anterior. Entre os índios Apinajé, do norte do Tocantins, a separação é feita quando o índio atinge 15 anos, mais ou menos. Já entre os Tupinambás, que habitavam a costa do Brasil na época em que os europeus chegaram aqui, os rituais aconteciam quando o índio contava mais ou menos com 25 anos.

A segunda fase dos ritos de passagem, chamada "transição", corresponde ao período em que o adolescente permanece afastado da sociedade aprendendo com os mais velhos, o comportamento adequado aos adultos de seu grupo. Entre as meninas das etnias do Alto Xingu - Mato Grosso- por exemplo, esse período é próximo a um ano. A menina não sai de um compartimento separado da casa, longe das vistas dos outros. As meninas Tikuna permanecem "escondidas" em suas casas por três meses, mas na maior parte do tempo em silêncio. Normalmente, para todos os grupos indígenas, essa fase é cercada por cuidados especiais e tabus alimentares. Acredita-se que as meninas encontram-se fragilizadas e expostas a ataques de espíritos maus.

Entre os homens esse período de transição é muito variado. Como já dito, ele dura até cinco anos para os Xavante. Já entre os índios Karajá, que habitam as margens do rio Araguaia, os preparativos para a festa de puberdade masculina duram cinco meses. Em todos os casos, durante esse período, os homens aprendem os ritos de sua comunidade, as responsabilidades para com suas futuras famílias, as atividades de caça, pesca e da guerra.

Por fim, terminado esse aprendizado da fase de transição, há um ritual de incorporação. O menino ou a menina já são considerados aptos a assumirem o papel de adultos. Eles são recebidos de volta à sociedade, mas agora é como se entrassem num outro "quarto da casa", seguindo a analogia de van Gennep.

O ritual de incorporação é geralmente bastante festivo, mas cada etnia tem sua própria forma de comemorar. Em alguns desses ritos, os "novos" adultos são obrigados a passar por momentos de dor.

Os índios Sateré-Mawé - que habitam a região entre os rios Madeira e Tapajós, na floresta amazônica - preparam uma luva cheia de grandes formigas chamadas tocandiras. Os jovens Sateré-Mawé vestem essas luvas e são picados pelas formigas, mas não podem demonstrar dor, ou serão considerados homens fracos.

Já as índias Tikuna são recebidas com uma grande festa, chamada "Festa da Moça Nova", onde homens vestidos com fantasias representando diversos espíritos da floresta, dançam e cantam por dias a fio. Ao fim da festa porém, as mulheres mais velhas arrancam os cabelos das mais novas.


Máscara de "Festa da Moça Nova", feita pelos índios Ticuna


Luva onde são colocadas formigas, dos índios Sateré-Mawé

Ritos Funerários
Resultado de imagem para rito funerárioA morte é encarada, na maioria das sociedades, como uma passagem desse mundo para um outro. Diversos grupos indígenas realizam elaborados ritos funerários, que além de cultuar o espírito do morto, servem como celebração da identidade do povo.

Os índios do Alto Xingu realizam, uma vez por ano, uma grande festa a que chamam Kuarup. Na festa, os índios relembram a lenda do primeiro herói que caminhou pela terra, Mavutsinin, que reviveu os mortos a partir de troncos de árvores. No Kuarup, além de chorar os mortos, os índios reúnem várias aldeias e realizam uma grande festa onde ocorrem disputas esportivas.

Para os índios Bororo, dos cerrados do Mato Grosso, os ritos funerários são os mais importantes de sua cultura. Os funerais duram meses, e durante esse tempo são realizados outros ritos de passagem, como a puberdade dos meninos. Os Bororo consideram que o mundo torna-se incompleto com a morte de uma pessoa e precisa ser "recriado" quando isso ocorre. É isso que acontece em seus funerais.

Os índios Kaingang, do sul do Brasil, também realizam uma complexa homenagem aos mortos recentes, que ocorre anualmente entre abril e junho: a festa do Kikikoi. São três noites - não seguidas - de festa. Após as homenagens aos mortos, os índios dançam por toda a noite, embalados por Kiki, uma bebida fermentada feita com água, mel e açucar.

Um dos mais complexos ritos funerários, que hoje deixou de ser realizado, é o que era feito pelos índios Wari (também chamados Pakaa-Novas), de Rondônia.

Eles comiam os próprios mortos. Além disso queimavam os cabelos e órgãos internos do morto, e mudavam o aspecto da casa onde ele vivia e dos lugares onde costumava ir. A explicação que davam para isso, é que o espírito sentia saudades desse mundo, e portanto os vivos tratavam de cortar todas as lembranças que pudessem fazer com que o espírito desejasse voltar à terra, inclusive seu próprio corpo.

Logo após o contato com os não-índios, na década de 60, os Wari abandonaram esse costume e hoje em dia enterram seus mortos. Mas os índios mais velhos consideram o enterro como uma falta de respeito.
 
ATIVIDADE PROPOSTA
 
-1 Faça um mapa conceitual englobando também outros rituais indígenas. Acesse o site e utilize os dois texto para realizar a atividade proposta.

 
 
Resultado de imagem para mapa conceitual- ritos de iniciação
 
fonte: http://www.iande.art.br/boletim007.htm