sexta-feira, 20 de março de 2015

Eutanásia

É uma forma de apressar a morte de um doente incurável, sem que esse sinta dor ou sofrimento. A ação é praticada por um médico com o consentimento do doente, ou da sua família. A eutanásia é um assunto muito discutido tanto na questão da bioética quanto na do biodireito, pois ela tem dois lados, a favor e contra. É difícil dizer qual desses lados estaria correto: de que forma deve-se impor a classificação do certo e errado neste caso?

Do ponto de vista a favor, ela seria uma forma de aliviar a dor e o sofrimento de uma pessoa que se encontra num estado muito crítico e sem perspectiva de melhora, dando ao paciente o direito de dar fim a sua própria vida.
Já do ponto de vista contra, a eutanásia seria o direito ao suicídio, tendo em vista que o doente ou seu responsável teria o direito de dar fim a sua vida com a ideia de que tal ato aliviaria sua dor e sofrimento.

No Brasil, a eutanásia é considerada homicídio, já na Holanda é permitida por lei.
Um dos casos mais recentes de eutanásia é o da americana Terri Schiavo: seu marido entrou com um pedido na justiça para que os aparelhos que mantinham Terri viva fossem desligados.

Esse caso chamou a atenção do mundo todo, muitas pessoas se manifestaram contra, as igrejas se revoltaram com tal situação, a família da paciente era contra, os pais dela entraram na justiça tentando impedir tal ação. No fim, a justiça e o governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, decidiram pelo desligamento dos aparelhos que a mantinha viva.

Com casos assim vêm à tona em nossas mentes certos questionamentos: será que alguém tem direito de por fim a sua própria vida ou de decidir o fim da vida de outra pessoa? É correto permitir que o doente viva num estado estático de dor e sofrimento? Bom, essas são perguntas persistem e até o presente momento não apresentam respostas. Enfim, este tema é muito sugestivo para uma reflexão, na qual você poderá fazer uma avaliação do certo e errado e do direito sobre a vida.

Classificação

A eutanásia pode ser classificada em dois tipos: ativa e passiva
  • EUTANÁSIA ATIVA

É aquela em que há intenção de causar a morte do paciente como forma de livrar a dor. 

Geralmente na eutanásia ativa são utilizadas injeções letais, medicamentos em doses excessivas, que possam causar a morte do paciente em pouco tempo. 

  • EUTANÁSIA PASSIVA
A passiva tem por razão algum 'descuido' médico, que deixa faltar ao paciente algum tipo de alimento ou até mesmo aparelho que ele necessite para viver. De forma 'indireta' é uma morte causada pelos médicos afim de reduzir o sofrimento do paciente.

A fase de 'aceitação' da eutanásia também é classificada por três tipos, são eles: voluntária (quando o paciente é quem se manifesta com desejo de morrer pois já não aguenta mais sofrer), involuntária (que ocorre contra a vontade do paciente) e não voluntária (quando o paciente morre sem ter expressado sua opinião).

Vale lembrar que a eutanásia só é realizada quando o paciente sofre de doença crônica sem cura e que envolva sofrimento acima do normal.


QUESTÕES PARA DEBATE:


1- Você acha que a Eutanásia deveria estar apenas disponível para doentes em estado terminal ou para qualquer indivíduo que manifeste o desejo de a realizar?

2- Para você a Eutanásia é algo positivo, tanto para o doente como para as famílias?

3- O Brasil deve fazer como a Holanda e legalizar a prática da eutanásia para abreviar o sofrimento de doentes terminais?

ATIVIDADE EXTRA

Liste pontos positivos e negativos da prática da eutanásia;


Como responder as avaliações virtuais da Unopar - YouTube

PROPOSTA DE REDAÇÃO


A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Eutanásia”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Texto 1- EUTANÁSIA

A eutanásia é o ato em que um indivíduo, em situação de sofrimento constante por um mal ou doença incurável, escolhe cessar sua própria vida.

A eutanásia é definida como a conduta pela qual se traz a um paciente em estado terminal, ou portador de enfermidade incurável que esteja em sofrimento constante, uma morte rápida e sem dor. É prevista em lei, no Brasil, como crime de homicídio.

Entre as formas dessa prática existe a diferenciação entre eutanásia ativa, quando há assistência ou a participação de terceiro – quando uma pessoa mata intencionalmente o enfermo por meio de artifício que force o cessar das atividades vitais do paciente – e a eutanásia passiva, também conhecida como ortotanásia (morte correta – orto: certo, thanatos: morte), na qual se consiste em não realizar procedimentos de ressuscitação ou de procedimentos que tenham como fim único o prolongamento da vida, como medicamentos voltados para a ressuscitação do enfermo ou máquinas de suporte vital como a ventilação artificial, que remediariam momentaneamente a causa da morte do paciente e não consistiriam propriamente em tratamento da enfermidade ou do sofrimento do paciente, servindo apenas para prolongar a vida biológica e, consequentemente, o sofrimento.

A literatura que trata desse tema é ainda escassa no Brasil, uma vez que o tema é um tabu e geralmente associado ao suicídio assistido. No entanto, aqueles que advogam a favor da “boa morte”, como é referida por estes, a diferenciação do suicídio assistido com o argumento de que a ortotanásia, ou eutanásia passiva, nada mais é que permitir que o indivíduo em estado terminal, portador de doença incurável e que demonstre desejo conscientemente, possa passar pela experiência da morte de forma “digna e sem sofrimento desnecessário”, sem a utilização de métodos invasivos para a prolongação da vida biológica e do sofrimento humano. Uma morte natural.

A eutanásia não é um dilema recente, trata-se de uma discussão que permeia a história humana por tratar de um tema tão complexo e sensível: a escolha individual da vida pela vida, ou o direito a escolher quando o sofrimento ou a dor pode se tornar uma justificativa tangível para que se busque a morte como meio de alívio.

A eutanásia é um direito legalmente previsto em alguns países como a Holanda e a Bélgica, nos casos para pacientes terminais ou portadores de doenças incuráveis que acarretam em sofrimento físico e emocional para o paciente e seus familiares. Em outros países, no entanto, é possível que o paciente faça o requerimento legal de não haver tentativa de ressuscitação no caso de parada crítica de órgãos. É importante destacar que a eutanásia é um ato de vontade própria e individual do enfermo, quando em estado de plena consciência, que garante a esse a escolha entre cessar seu sofrimento em vida ou continuar lutando. Este é o principal ponto da discussão sobre o direito de escolha individual à vida: a liberdade do sujeito que sofre em determinar se sua vivência é justificada seja pelas suas crenças, vontade individual, ou por simples compaixão por aqueles que seriam atingidos pela sua morte.

No Brasil, a eutanásia é um crime previsto em lei como assassinato, no entanto, existe um atenuante que é verificado no caso do ato ter sido realizado a pedido da vítima e tendo em vista o alívio de um sofrimento latente e inevitável, que reduz a pena para a reclusão de 3 a 6 anos.

Os debates sobre o assunto são geralmente encabeçados por membros de organizações religiosas, que argumentam que a vida é uma dádiva divina sobre a qual nenhum ser humano tem direito ou o poder de voluntariamente cessá-la, e por alguns profissionais da saúde que argumentam que as enfermidades que acarretam em sofrimento prologando seriam reduzidas caso os governantes investissem mais em formas de assistência de saúde de maior qualidade. Aqueles que lutam pela sua legalização se pautam no direito da escolha individual, independente de crença religiosa, no que diz respeito à sua própria vida, tendo sempre em vista a dignidade humana e o direito de acabar com o sofrimento quando não existe outra alternativa. Um dos maiores defensores da eutanásia, o médico Jack Kevorkian, assistiu a mais de 130 doentes terminais em suas mortes.

O assunto é incrivelmente complexo e possui vários lados a serem vistos, para isso é importante que ele seja exposto de forma compreensível para todos. Filmes que tratam sobre a eutanásia são uma boa fonte de informação. Um deles é o filme Você não conhece o Jack (You don’t know Jack – 2010) que conta a história real de Jack Kervokian, um médico que realizava a eutanásia para pacientes em estado terminal e em sofrimento agudo.

A vida, a morte e o sofrimento humano são sempre assuntos complexos e difíceis de serem tratados. Entretanto, essa é uma realidade a qual todos estamos sujeitos.

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Texto 3

Confira alguns argumentos contra e a favor da eutanásia

OS ARGUMENTOS

A FAVOR

  • Os defensores acreditam que este seja um caminho para evitar a dor e o sofrimento de pessoas em fase
  • A pessoa teria direito à escolha pela sua vida e pelo momento da
  • Quando uma pessoa passa a ser prisioneira do seu corpo, dependente de outras pessoas para ter as necessidades mais básicas. O medo de ficar só, de ser um “fardo” e a revolta levam o paciente a pedir o direito a morrer com

CONTRA
  • Do ponto de vista religioso, é tida como uma usurpação do direito à vida humana, devendo ser um exclusivo reservado ao “Criador”, ou seja, só ele pode tirar a vida de alguém.
  • Da perspectiva da ética médica, cabe assim ao médico assistir o paciente, fornecendo-lhe todo e qualquer meio necessário ao
  • O Código Penal considera crime quem ajuda em suicídio ou homicídio mesmo que a pedido da vitima ou por “compaixão”.

FONTE: http://www.brasilescola.com/sociologia/eutanasia.htm
http://www.coladaweb.com/medicina-e-enfermagem/eutanasia
https://redacaonline.com.br/blog/tema-de-redacao-eutanasia/


quinta-feira, 19 de março de 2015

Estratificação social

Resultado de imagem para estratificação socialA estratificação social indica a existência de diferenças, de desigualdades entre pessoas de uma determinada sociedade. Ela indica a existência de grupos de pessoas que ocupam posições diferentes

São três os principais tipo de estratificação social: 
  • Estratificação econômica: baseada na posse de bens materiais, fazendo com que haja pessoas ricas, pobres e em situação intermediária; 
  • Estratificação política: baseada na situação de mando na sociedade (grupos que têm e grupos que não têm poder); 
  • Estratificação profissional: baseada nos diferentes graus de importância atribuídos a cada profissional pela sociedade. Por exemplo, em nossa sociedade valorizamos muito mais a profissão de médico do que a profissão de pedreiro.É importante ressaltar que todos os aspectos de uma sociedade – economia, política, social, cultural, etc. – estão interligados. Assim, os vários tipos de estratificação não podem ser entendidos separadamente. Por exemplo, as pessoas que ocupam altas posições econômicas em geral também têm poder e desempenham posições profissionais valorizadas socialmente. 
Também importante lembrar que a constituição de sociedades estratificadas socialmente é um fenômeno histórico; ou seja, as diferenciações sociais e a formação de suas características ocorrem em função de processos históricos explicáveis dentro de suas próprias lógicas. Portanto, não são fenômenos "naturais", derivados de alguma lógica exterior ao próprio ser humano. São processos construídos por agentes humanos que se opõem, sob a forma de grupos, no campo do conflito. 

A estratificação social é a divisão da sociedade em estratos ou camadas sociais. Dependendo do tipo de sociedade, esses estratos ou camadas podem ser: castas (Índia), estamentos (Europa Ocidental durante o feudalismo) e classes sociais (sociedades capitalistas). 

                                     Castas

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O sistema de castas na Índia é assentado em um modelo de organização da sociedade a partir da divisão de classes sob a justificativa de preceitos religiosos. O sistema de castas indiano, também aplicado no Nepal, é caracterizado pela hereditariedade e estratificação.

A divisão em castas hereditárias e surgiu com a religião Hindu, mas foi abolida pelo governo indiano em 1947. Na sociedade, contudo, permanece porque os praticantes acreditam que a mudança de castas é desrespeito.

Nesse sistema, a divisão da sociedade ocorre de acordo com a etnia e tem como primazia a superioridade branca sobre os demais indivíduos. A crença é a de quem nasce em uma casta inferior está pagando pelos pecados da vida passada e deve aceitar seu karma.

Significado

A divisão ocorre da seguinte maneira: os Purasha são classificados em castas e o os Dalits estão fora do sistema, são considerados intocáveis. No sistema é formado pelos Brâmanes, a casta mais elevada. Aí estão os sábios e indivíduos comparados a deuses. São sacerdotes, professores e filósofos. Os Brâmanes acreditam que nasceram a cabeça do deus Brahma.

Mais abaixo estão os Xátrias, nascidos braços do deus Brahma, por isso são considerados guerreiros. Nesta casta estão os militares e integrantes da administração. Abaixo vêm os Vaixás, que pensam terem nascido das pernas de Brahma e atuam como comerciantes. Por fim, os Sudras, que teriam vindo dos pés do deus e são operários, artesãos e camponeses.

Dalits

À parte do sistema de castas estão os intocáveis, também chamados de haridhans, haryans e, por fim, dalits. Os indianos acreditam que os dalits são resultado da poeira do pé de Brahma.

Esse grupo representa cerca de 30% dos indianos e sofrem toda a crueldade imposta pelo sistema de castas. Só podem usar roupas que foram de cadáveres, não podem beber nas mesmas fontes de água daqueles protegidos pelo sistema de castas e só podem desenvolver atividades sujas, como o trato com o lixo ou cadáveres.

São considerados sujos e vivem em isolamento e em extrema pobreza. Impedidos de subir na escala social em consequência da hereditariedade, não chegam a ser considerados seres humanos. Os dalits sofrem todo tipo de violência, além da social, física e sexual.

Estamentos

A sociedade feudal da Europa na Idade Média foi um exemplo típico de uma sociedade estratificada em estamentos. 

Estamento ou estado é uma camada social semelhante à casta, porém mais aberta. Na sociedade estamental a mobilidade social ascendente é difícil, porém não impossível, como na sociedade de castas. 

Na sociedade feudal, os indivíduos só muito raramente conseguiam ascender socialmente. Essa ascensão só era possível em alguns casos: quando a Igreja recrutava, em certas ocasiões, seus membros entre os mais pobres, caso o rei conferisse um título de nobreza a um homem do povo, ou ainda se a filha de um rico comerciante casasse com um nobre, tornando-se, assim, membro da aristocracia. 

Essas situações eram difíceis de acontecer e normalmente as pessoas permaneciam no estamento em que haviam nascido.

LEIA MAIS 

Classes sociais 

A Classe Social determina um grupo de indivíduos que compartilham interesses e possuem socioeconômicas semelhantes.

Nesse sentido, diversos grupos compõem as classes sociais existentes, classificada, de maneira básica e hierárquica entre os “ricos” e os “pobres”.

Com o fim do sistema feudal, o surgimento da classe burguesa e ascensão do sistema capitalista (propriedade privada e dos meios de produção), os grupos sociais foram se dividindo.

Teoria de Classes

A definição sobre Classe Social tal qual a conhecemos hoje, surgiu dos estudos dos teóricos alemães: Karl Marx e Friedrich Engels.

Segundo o Marxismo, a “Teoria de Classes” determina as classes sociais, por meio das relações de produção, ou seja, entre os detentores de bens e capital e os trabalhadores que fornecem sua força de trabalho.

Dessa forma, a luta de classes dentro de uma sociedade capitalista, é determinada por dois grupos: dominantes (burguesia) e os dominados (proletariado), donde o segundo, a classe operária ou trabalhadora, vende sua força de trabalho.

Para os teóricos, essa luta de classes teria fim quando não houvesse grupos de opressores e oprimidos, ou seja, sem distinções entre renda, educação, saúde e cultura, resultante da extinção do sistema político-econômico capitalista em prol dos ideais comunistas de uma sociedade sem classes.

Classe Social e Estrato Social

Muito comum haver confusão entre os termos “estrato social” e “classe social”, no entanto, o primeiro é mais abrangente no sentido de incluir não somente os aspectos econômicos e políticos dos grupos, como também a distribuição de determinados valores sociais tal qual educação, riqueza, prestígio, dentre outros.

Classes Sociais no Brasil

Resultado de imagem para Classe Social no brasil- desenhoNo Brasil, a classificação das classes socais, de acordo com a renda familiar é dividido basicamente em: classe alta, classe média e classe baixa.

Segundo o critério de classificação econômica da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) e a Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (Abep), cada grupo (alta, média e baixa) é caracterizado por letras, a saber: classe A, B , C, D e E.

Por conseguinte, alguns grupos apresentam subcategorias, por exemplo, a classe A (A1, A2), a classe B (B1, B2), e a classe C (C1, C2).

Observe que diante dessa classificação econômica, o grupo A1 é a classe mais alta (melhor qualidade de vida e maior poder aquisitivo), enquanto o grupo E, indica a classe mais baixa, ou seja, com menor poder aquisitivo e baixa qualidade de vida. Esse critério leva em conta a renda familiar, os bens e o grau de escolaridade.

Por sua vez, a classificação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divide as classes sociais em 6 categorias básicas, segundo a renda familiar mensal: Classe A (acima de 20 salários mínimos), Classe B (de 10 a 20 salários mínimos), Classe C (de 4 a 10 salários mínimos), Classe D (de 2 a 4 salários mínimos) e a Classe E (recebe até 2 salários mínimos).