quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Legalização da maconha

Resultado de imagem para legalização da maconha- desenhoJá há muito que se vem discutindo esse tema no Brasil. Alguns países já descriminalizaram e ao que parece as condições sociais dos usuários melhorou enquanto que o uso até diminuiu. Um exemplo é o Uruguai: após regulação da maconha, mortes por tráfico chegam a zero. A afirmação é do secretário nacional de drogas do Uruguai, que participou de um debate no dia 02 de junho de 2014 na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado. A legalização no país foi decretada pelo presidente José Mujica havia menos de um mês quando do debate (jun.2014).

Após legalização no Colorado (EUA), o número de adolescentes usuários de maconha diminuiu. Estudo do Departamento de Saúde Pública do Colorado indica uma redução no número de adolescentes que experimentaram a droga após a legalização

Em Portugal o uso da maconha (cannabis Sativa) é descriminalizado, todavia ainda é uma infração administrativa; na Holanda bares e discotecas é liberada a venda para “nativos” e residentes até uma certa quantia.

Legalizar vai reduzir a violência associada às drogas, fruto danoso da sua proibição. A legalização não virá por decreto, mas num processo de discussão da sociedade sobre normas de convivência.

Nos lugares em que programas de redução de danos e/ou descriminalização do usuário foram aceitos, o uso de drogas não aumentou, aumentando sim a demanda por orientação e ajuda, sinal de que podemos avançar e criar formas solidárias e democráticas de convivência com as drogas.

A opinião que tenho é a mesma que teria com a “descriminalização” do Tabaco e do álcool se esses fossem proibidos. A questão é o lívre arbítrio de cada um. Nunca fumei e nunca bebi, no entanto convivi com os dois tipos de vícios e sempre os detestei, mas nem por isso detestava quem se valia desses vícios para “ser mais feliz”. Quem não quer se drogar não se droga e ponto! Logo, quem deseja fazê-lo irá fazê-lo sendo proibido ou não. As pessoas são assim, é fato. Apesar de existirem muitas “Maria vão com as outras”, a maioria das pessoas tem opiniões próprias e não seguem “a multidão” como “boiaba”.

Por outro lado, se houver, comprovadamente, fins medicinais para a cannabis sativa não vejo porque já não tenha sido descriminalizada (autorizada) para esse tipo de uso.

Recente reportagem do G1 entrevistou alguns jovens do Rio e Porto Alegre e ficamos com as seguintes opiniões:

PAMELA, 18 ANOS

A jovem Pamela Cristina Santana Pinto mora no bairro de Americanópolis, na Zona Sul, e, além de cursar o ensino médio no período noturno, participa de um curso de audiovisual e um grupo de teatro. Seu objetivo é fazer faculdade de artes cênicas. Filha mais velha de uma família de quatro irmãos, Pamela tem personalidade forte e não tem medo de dizer o que pensa.

Ela diz que não fuma maconha, mas é a favor da legalização, "porque não vai fazer diferença nenhuma" no caso das pessoas que fumam por diversão, mas vai facilitar a vida de quem precisa de remédios feitos a partir da cannabis sativa. "O que não pode é deixar outras pessoas tarem morrendo por egoismo dos outros", diz ela.

GABRIEL, 19 ANOS

Gabriel Bueno é estudante de engenharia civil em Campinas, trabalha em uma empresa de transporte e logística em Louveira e mora em Valinhos. O adolescente tem como interesse principal a política, e atualmente é coordenador municipal do Movimento Brasil Livre (MBL) em Valinhos. Torcedor do Guarani, Gabriel pretende ser engenheiro autônomo, e não pensa em seguir carreira acadêmica na política.

O jovem diz que não fuma maconha e é contra a legalização da droga no Brasil. Ele afirma que seus pais também têm a mesma posição e, se um dia tiver filhos, pretende transmitir a mesma educação que recebeu. "Enquanto não houver estudos que comprovem benefícios da maconha, vou falar pra ele não experimentar, não usar esse tipo de substâncias."

VICTOR P., 18 ANOS

O estudante Victor Pereira é aluno de um cursinho popular na Cidade Universitária, na Zona Oeste de São Paulo, e mora com a família em Barueri, na Grande São Paulo. Ele pretende cursar pedagogia e sua primeira opção é o vestibular da Fuvest. Militante do coletivo Rua - Juventude Anticapitalista, Victor se aproximou da militância depois de ser vítima de um episódio de homofobia e bullying na sua escola.

Neste sábado, ele diz que estará na Avenida Paulista para a Marcha da Maconha, que ele ajudou a construir. Segundo Victor, na primeira vez que ele viu alguém fumando maconha, ele achou "um absurdo", e achou que a pessoa acabaria com sua vida. Mas ele mudou de ideia, e afirma que "a lei de drogas totalmente fracassou" e é "racista", pois, dependendo do bairro e do poder aquisitivo da pessoa pega com a droga, o tratamento vai ser diferente.

MARIA CLARA, 18 ANOS

A jovem mora em São Bernardo do Campo e, atualmente, tem os dias cheios. Além de trabalhar no processo de certificação de qualidade de uma empresa de cromação, ela também estuda produção multimídia. Ligada em redes sociais, Maria Clara Costa vive fazendo montagens e é exímia conhecedora de memes, como já demonstrou em outra edição do geração selfie.

Maria Clara se diz favorável à legalização da maconha. Para a jovem, a questão deveria ser tratada na esfera da saúde, e não como um assunto da esfera criminal. "Se fosse regulamentado [o uso de maconha], a violência seria diminuída", afirma ela.

VITOR K., 18 ANOS

O estudante Vitor Katsuki vive em Cotia com os pais, um empresário e uma cabelereira. Filho único, ele cursa o terceiro ano do ensino médio e pretende estudar produção fonográfica. Vitor é apaixonado por música e toca violão, guitarra e baixo. O adolescente tem uma banda com amigos.

Vitor diz que não fuma maconha e, pela educação que recebeu dos pais, não usaria a droga e não é a favor da legalização para qualquer uso. "Sou a favor para fins medicinais", explicou ele. Segundo o jovem, seu primeiro contato com maconha foi na rua, quando passou por um grupo de pessoas e sentiu um cheiro que ele descreve como "vegetação sendo queimada". "Já me falaram como era...'ah, tô sentindo cheiro de maconha', e ficou na minha cabeça", disse.


    ATIVIDADE PROPOSTA


ATIVIDADE EXTRA
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A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Uso de maconha no Brasil: proibir ou legalizar?”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

TEXTO I

O uso da maconha e a discussão sobre a legalização são assuntos polêmicos no Brasil. A maconha é a droga mais consumida no país. O primeiro cultivo legal para uso medicinal do país acontece na Paraíba. A Associação Brasileira de Apoio Cannabis Esperança (ABRACE) é a única no Brasil que produz óleos a partir da maconha para tratamento de várias doenças, com autorização da Anvisa. O plantio foi autorizado pela Justiça Federal.

Químicos, farmacêuticos e agricultores trabalham seis meses no processo de produção até chegar ao óleo de cannabis. A ABRACE está fazendo testes com o THC, a substância da maconha que tem efeito psicotrópico, e que ainda não é regulamentada pela Anvisa. Pessoas com mal de Parkinson têm procurado a associação para tomar o extrato de THC. Frederico Waclawovsky faz parte de um grupo de médicos que estuda o uso da cannabis como remédio: “A gente está tendo resultados muito positivos. A gente solicita que as medicações vigentes não sejam descontinuadas. Esse é um tratamento em conjunto”.

A Associação Brasileira de Psiquiatria não reconhece o componente THC da maconha como medicamento. “O único que tem ação medicinal é o canabidiol, porque ele tem o efeito tranquilizante e não afeta diretamente as funções neuronais. O delta 9 TCH acaba antecipando o início da esquizofrenia, uma doença grave em psiquiatria. Tudo isso já está rastreado cientificamente”, afirma Itiro Shirakawa, da Associação Brasileira de Psiquiatria.

Disponível em: http://g1.globo.com/profissao-reporter/noticia/2017/07/uso-e-legalizacao-da-maconha-divide-opinioes-no-brasil.html Acesso em 14 agosto 2017

TEXTO II

O Brasil, apesar de já contar com a despenalização para o porte de uso pessoal de drogas, ainda não está preparado para partir para uma mudança dessa magnitude, como a legalização. Inicialmente deve-se pensar na descriminalização, para só depois discutir sobre os próximos passos. Esse processo tem que ser muito bem planejado, para que a saúde, a segurança e os relacionamentos sociais sejam assegurados. É inaceitável o uso de qualquer droga durante a gravidez. É inaceitável o uso de drogas por crianças e adolescentes. É inaceitável a combinação de drogas e direção. Para que isso aconteça, é necessário que haja uma estrutura política e social muito sólida, que só é construída com debates, estudos e medidas específicas. Só então haverá um terreno fértil para se pensar na legalização.

Disponível em: https://www.poder360.com.br/opiniao/brasil/faltam-estudos-para-embasar-legalizacao-da-maconha-no-brasil/ Acesso em 14 agosto 2017

TEXTO III

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Disponível em: http://site.expertise.net.br/maconha/ Acesso em 14 agosto 2017

terça-feira, 27 de agosto de 2019

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Estranhamento e Desnaturalização da Realidade

Resultado de imagem para Estranhamento e DesnaturalizaçãoEstranhamento é o ato de estranhar no sentido de admiração, de espanto diante de algo que não se conhece ou que não se espera; por achar estranho, ao perceber alguém ou algo diferente do que se conhece ou do que seria de se esperar que acontecesse daquela forma; por surpreender-se, assombrar-se em função do desconhecimento de algo que acontecia há muito tempo; por sentir-se incomodado diante de um fato novo ou de uma nova realidade; por não se conformar com alguma coisa ou com a situação em que se vive; não se acomodar, rejeitar.
Estranhar, portanto, é espantar-se, é não achar normal, não se conformar, ter uma sensação de insatisfação perante fatos novos ou do desconhecimento de situações e de explicações que não se conhecia. Estranhamento é espanto, relutância, resistência. Estranhamento é uma sensação de incômodo, mas agradável incômodo, vontade de saber mais e entender mais, sendo, pois, uma forma superior de duvidar.
Problematizar um fenômeno social é fazer perguntas com o objetivo de conhecê-lo: “- Por que isso ocorre?” “- Sempre foi assim?” “- É algo que só existe agora?” Por exemplo: quando hoje estamos frente à questão da violência, devemos perguntar: “- Houve violência em todas as sociedades? Como era a violência na antiguidade? Em outros países, há a violência que vemos em nosso cotidiano? Há um só tipo de violência? Quais as razões para tais e quais tipos de violência?”
Estranhar situações conhecidas, inclusive aquelas que fazem parte da experiência de vida do observador, é uma condição necessária às Ciências Sociais para ultrapassar, ir além, das interpretações marcadas pelo senso comum.

Desnaturalização

É muito comum no nosso cotidiano ouvirmos a expressão: “- Isso é natural.”Esta expressão nos remete à ideia de algo que sempre foi, é ou será da mesma forma, imutável no tempo e no espaço. Em consequência, é por isso que também ouvimos expressões como: “- É natural que exista a desigualdade social, pobres sempre existirão.”
Assim, as pessoas manifestam o entendimento de que os fenômenos sociais são de origem natural, nem lhes passando pela cabeça que tais fenômenos são, na verdade, constituídos socialmente, isto é, historicamente produzidos, resultado das relações sociais.
Para desfazer esse entendimento imediato, um papel central que o pensamento sociológico realiza é a desnaturalização das explicações dos fenômenos sociais. Há uma tendência sempre recorrente de se explicarem as relações sociais, as instituições, os modos de vida, as ações humanas, coletivas ou individuais, a estrutura social, a organização política com argumentos naturalizadores. Primeiro, perde-se de vista a historicidade desses fenômenos, isto é, que nem sempre foram assim; segundo, que certas mudanças ou continuidades históricas decorrem de decisões, e essas, de interesses, ou seja, de razões objetivas e humanas, não sendo fruto de tendências naturais.
Procurando fazer uma ponte entre estranhamento e desnaturalização, pode-se afirmar que a vida em sociedade é dinâmica, em constante transformação; constitui-se de uma multiplicidade de relações sociais que revelam as mediações e as contradições da realidade objetiva de um período histórico.
Nesse sentido, a superação do senso comum para uma análise mais crítica e criteriosa da sociedade é um dos objetivos da sociologia no ensino médio: propiciar aos jovens o exame de situações que fazem parte do seu dia a dia de modo mais investigativo. Superar a aparência imediata e despertar no aluno a sensibilidade para perceber que o mundo a sua volta é resultado da atividade humana e, por isso mesmo, passível de ser modificado.

AULA 1- O processo de desnaturalização e estranhamento da realidade.....





ATIVIDADE PROPOSTA







segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Envelhecimento populacional e previdência

A relação entre o envelhecimento populacional e a previdência é tema de discussão e análise desde a década de 1990 no Brasil e em vários países. É fato que o envelhecimento populacional é uma tendência em diversas nações, e as consequências podem refletir-se nas despesas dos Governos, como a previdência social e a saúde.

O que é a Previdência Social?

Previdência Social é um seguro público que tem como atribuição garantir que as fontes de renda do contribuinte sejam mantidas quando sua capacidade laboral estiver comprometida temporária ou permanentemente. As contribuições feitas ao sistema previdenciário visam a custear a substituição da renda do trabalhador quando ele não puder exercer mais sua atividade profissional, como em casos de doença, invalidez, idade avançada (aposentadoria), desemprego involuntário ou mesmo a maternidade e a reclusão.

No Brasil, a aposentadoria pública é custeada principalmente pela cobrança de um tributo diretamente no salário do trabalhador e esse direito está previsto na Constituição Federal. Além da contribuição para o sistema público de previdência, há as opções de aposentadoria privadas, oferecidas por seguradoras e instituições financeiras.

Um sistema em desequilíbrio?

Para que as contas da previdência estejam em equilíbrio, é necessário que haja um número maior de trabalhadores em atividades remuneradas em relação ao número de beneficiários na previdência. Quando a população segue uma tendência de envelhecimento, como é o caso do Brasil e de outras nações do mundo – como vários países da Europa –, nasce a preocupação de que as despesas superem as receitas.

Os gastos do Governo com a aposentadoria dos trabalhadores é diretamente proporcional ao aumento da expectativa de vida da população. A esperança de vida ao nascer no Brasil tem crescido bastante nos últimos anos e supera os 73 anos (em 2016), o que tem ampliado ainda mais o número de idosos e, por consequência, o número de pessoas recebendo valores da previdência social relativos à aposentadoria.

Além da expectativa de vida, outro fator demográfico importante para a análise futura dos gastos com previdência é a taxa de fecundidade. No Brasil, por exemplo, houve uma expressiva queda da fecundidade nas últimas décadas. A taxa de fecundidade brasileira em 1950 era de mais de 6 filhos por mulher. Na atualidade, esse número caiu para 1,74 filhos por mulher (2015). Esse panorama tem relação direta com a diminuição da população jovem, que trabalha e mantém o sistema de previdência social.

Com o aumento gradativo da população idosa e a redução progressiva da população jovem, equilibrar as contas da previdência social e ao mesmo tempo garantir o bem-estar da população idosa pode tornar-se um problema para a estabilidade do sistema previdenciário público.



ATIVIDADE EXTRA:

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Impactos do envelhecimento da população brasileira”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista. 

TEXTO I

Mundo terá 10,9 bilhões de pessoas em 2100, diz relatório da ONU

Aumento e envelhecimento da população serão contínuos, mas desiguais entre os países; Brasil, com 212 milhões de habitantes, cresce até 2045, mas encolherá até o fim do século.

O que está acontecendo com a população mundial e na maioria dos países é que a taxa de fecundidade tem caído desde o século XX, enquanto a expectativa de vida está aumentando. Isso provoca uma mudança na estrutura etária — explica o professor José Eustáquio Alves, pesquisador e doutor em demografia pela Universidade Federal de Minas Gerais. Até o fim do século, octogenários e centenários se multiplicarão. A expectativa de vida global, hoje de 72,6 anos, deve chegar à média de 77,1 em 30 anos. Esse envelhecimento, no entanto, não se distribuirá igualmente: em nações mais pobres, a expectativa de vida já é mais de sete anos menor do que a média global. O Brasil é um dos países que terão o envelhecimento mais rápido. Lá para 2080, teremos mais idosos acima de 80 anos do que crianças e jovens de até 14 anos. É um envelhecimento muito profundo e muito acelerado — afirma Alves.


TEXTO II

TEXTO III

Envelhecimento da população prejudica economia, mas beneficia serviços de saúde

O envelhecimento da população vai ter, globalmente, efeitos negativos sobre a economia, apesar de beneficiar indústrias como a dos instrumentos médicos, medicamentos e serviços de saúde, conclui um estudo sobre os impactos económicos do envelhecimento.

Neste trabalho, os investigadores do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) Paula Albuquerque e com João Carlos Ferreira Lopes, quantificam alguns destes efeitos sobre o consumo e a evolução da procura em 55 indústrias nacionais.

“Globalmente, os efeitos do envelhecimento são prejudiciais à economia. O crescimento dos sectores que vão ser estimulados não compensa os que vão ser prejudicados”, declarou Paula Albuquerque à Agência Lusa.

A estrutura do consumo vai modificar-se em consequência das alterações demográficas já que o peso da população com mais de 65 anos vai aumentar, explicou a economista, acrescentando, no entanto, que há outros fatores que influenciam a procura e que não foram tidos em conta no estudo.

“Não sabemos como vão evoluir os gostos das pessoas, nem como vai variar o seu rendimento e isso também tem influência”, afirmou.

Em 2006, as estatísticas oficiais contabilizavam um milhão e 820 mil pessoas com mais de 65 anos (20 por cento da população com mais de 15 anos). Em 2060, serão praticamente o dobro (um milhão e 351 mil pessoas, ou seja, 37 por cento da população com mais de 15 anos).

Os economistas analisaram os efeitos das alterações demográficas sobre 55 setores de atividade e concluíram que as indústrias ligadas à saúde, como era expectável, vão ser mais procuradas.

Entre os sectores que previsivelmente vão ser estimulados, destacam-se o de “instrumentos médicos, ópticos e de precisão e relógios”, em que se prevê que a procura aumente 31 por cento em 2060, e o dos produtos químicos, associados aos medicamentos (24 por cento).

O estudo antecipa igualmente maior procura de atividades ligadas à construção (16 por cento) e um aumento do consumo de água, luz e gás (12 por cento), já que “as pessoas mais velhas estão mais tempo em casa”, justificou Paula Albuquerque.

Também a indústria da pesca deverá crescer porque “a população idosa, tendencialmente, consome mais peixe do que os mais jovens”.

Mas o estudo conclui também que há sectores que vão sofrer um impacto negativo como os que estão ligados à administração pública e defesa (-14 por cento), educação (-12 por cento), equipamentos de escritório e computadores (-8 por cento) e indústrias de rádio, televisão e telecomunicações (-7 por cento).

O estudo realça que, embora possa existir um aumento do valor da produção (“gross output”), o valor acrescentado e o emprego decrescem e aumenta a importação de bens de produção. Além disso, “os setores mais estimulados são os que apresentam níveis de formação abaixo da média”.

terça-feira, 6 de agosto de 2019

Preconceito e discriminação


Certamente, nas conversas com seus amigos, você já falou sobre preconceito e discriminação. Mas será que estes dois termos têm o mesmo significado? Quais seriam as diferença? Embora estejam relacionados, preconceito e discriminação são conceitos distintos. Vamos começar a compreender o que é preconceito.

O sociólogo Anthony Giddens, nos explica que:

O preconceito refere-se a opiniões ou atitudes defendidas por membros de um grupo em relação a outro grupo. Os pontos de vista preconcebidos de uma pessoa preconceituosa, em geral, se baseiam em boatos, ao invés de evidências diretas, e resistem a mudanças, mesmo diante de novas informações. As pessoas podem nutrir preconceitos favoráveis em relação a grupos com os quais se identificam e preconceitos negativos contra outros. Quem é preconceituoso em relação a um grupo específico se recusará a escutá-lo de maneira justa.
GIDDENS, Anthony. Sociologia. 4. Ed. Porto Alegre: Artimed, 2005. Pág. 208

Podemos perceber que o preconceito está relacionado à preconcepções, a um conhecimento prévio sobre indivíduos e grupos. De acordo com a definição de Giddens, o preconceito negativo contra pessoas e grupos pode levar a intolerância já que há uma resistência em ouvir e respeitar o outro que, por exemplo, tenha uma forma de pensar e agir diferente da nossa.

Mas como se formam os preconceitos? Essas opiniões que como vimos, estão baseadas em boatos e não em evidências reais, estão arraigadas na cultura da sociedade e por isso são reproduzidos a todo o momento. Assim, podemos afirmar que os preconceitos são produzidos socialmente nas atitudes e falas cotidianas. Você já deve ter escutado algumas expressões preconceituosas contra as mulheres, tais como: “mulher no volante, perigo constante”. É importante compreendermos que construímos socialmente os preconceitos, pois, desta forma, é possível desconstruí-los e combatê-los!

Existem diferentes formas de preconceito. No exemplo acima, citamos o preconceito contra as mulheres. Este preconceito está na ideia da superioridade do homem sobre a mulher e desta, como menos capaz ou determinada a tarefas como cuidar da casa e dos filhos, ou ainda na famosa ideia do “sexo frágil”. Existem muitas pessoas que lutam contra este preconceito, defendendo a igualdade entre homens mulheres e combatendo a violência contra a mulher, por exemplo.

Podemos ainda observar um preconceito que infelizmente está muito presente na nossa sociedade que é a homofobia. 
A homofobia é o preconceito contra os homossexuais. Este preconceito é expresso principalmente na intolerância e falta de respeito à sexualidade do outro. Algumas pessoas preconceituosas chegam até a violentar verbal e fisicamente os homossexuais. Os movimentos contra a homofobia lutam contra este preconceito.

Agora que vimos o que é preconceito, vamos falar da discriminação. Anthony Giddens nos explica que:

Se o preconceito define as atitudes e opiniões, a discriminação refere-se ao comportamento concreto em relação a um grupo ou indivíduo. A discriminação pode ser percebida em atividades que excluem membros de um grupo das oportunidades abertas a outras pessoas, como quando um britânico negro é recusado em um emprego disponibilizado para uma pessoa branca.
GIDDENS, Anthony. Sociologia. 4. Ed. Porto Alegre: Artimed, 2005. Pág. 208


A discriminação negativa é o tratamento injusto e desigual de pessoas devido ao fato de pertencerem a um determinado grupo. Quando em uma entrevista de emprego uma pessoa é recusada pela cor da sua pele temos um exemplo de discriminação. Esta discriminação é uma discriminação racial negativa, já que implica em um tratamento desigual a uma pessoa devido a suas características físicas, neste caso a cor da pele.


No exemplo acima, a discriminação é negativa, pois inferioriza determinado grupo que pode ser excluído e não ter acesso igual a determinados empregos, como pudemos observar.

O preconceito racial e a discriminação racial são baseados no racismo, mas o que é Racismo? 

Racismo é a crença na superioridade de algum grupo sobre o outro, baseado em características físicas. Devemos combater o preconceito, a discriminação, o racismo e defender uma sociedade em que prevaleçam a tolerância e a igualdade!




ATIVIDADE PROPOSTA 1

ATIVIDADE PROPOSTA 2 


ATIVIDADE PROPOSTA 3


fonte: https://cediumamadeira.wixsite.com/cediuma/autorreguladas