quarta-feira, 8 de abril de 2015

Alienação e a Mais Valia

Resultado de imagem para alienaçãoA palavra alienação vem do Latim “alienus”, que significa “de fora”, “pertencente a outro”. Em português utilizamos a palavra alheio. Na Sociologia ser alienado é estar alheio aos acontecimentos sociais, ou achar que está fora de sua realidade. É não se reconhecer como agente produtor da História. 

Karl Max em sua obra Manuscritos econômico-filosóficos, de 1844, utilizou a palavra para designar o estranhamento do trabalhador com o produto do seu trabalho, ou seja, o trabalhador não mais dominando todas as etapas de fabricação e não possuindo os meios de produção para tal, acaba não se reconhecendo no produto produzido. O produto passa a ser visto sem ligação com seus produtores (ao ver um artesanato surge quase sempre a pergunta: quem fez? O mesmo não ocorre com os produtos industrializados).

Karl Marx reconhece na era moderna e em suas novas formas de produção grande responsabilidade pela alienação do homem. Quando o trabalho fica cada vez mais especializado e dividido, o trabalhador fica de tal forma afastado daquilo que produz, que é incapaz de reconhecer-se no produto final de seu esforço.

Resultado de imagem para alienaçãoDessa forma, o que era antes um homem, acaba por tornar-se apenas uma máquina repetidora dos mesmos esforços, e cada vez mais em busca de possuir capital, num sistema onde é muito comum que esse trabalhador não tenha sequer acesso ao produto de seu próprio trabalho. Assim, o que inicia com uma divisão do trabalho, acaba por configurar-se também como uma divisão social. Esse tipo de organização e essa configuração do mundo do trabalho foram essenciais para o desenvolvimento da sociedade capitalista nos moldes como conhecemos hoje.

 Mais-valia:

Mais-valia é uma expressão do âmbito da Economia, criada por Karl Marx que significa parte do valor da força de trabalho dispendida por um determinado trabalhador na produção e que não é remunerado pelo patrão. Também pode ser classificada como o excesso de receita em relação à despesas.

Resultado de imagem para mais valiaA força de trabalho de um trabalhador (considerada também como uma mercadoria por Marx) possui o mesmo valor que o tempo que o trabalhador precisa para produzir o suficiente para receber o seu salário e garantir a subsistência da sua família. Apesar disso, muitas vezes o valor desse tempo é menor que a quantidade de força de trabalho total. A diferença entre esses dois valores é conhecida como mais-valia.

Esta teoria marxista é uma clara crítica em relação ao capitalismo, indicando a exploração capitalista dos trabalhadores, pois os salários pagos eram uma pequena porcentagem do valor equivalente ao que era produzido. Esta teoria foi usada por vários membros do proletariado com o objetivo de receberem melhores salários.
Pode também ser qualificada como a diferença entre o salário recebido por um funcionário e o valor do trabalho que produziu.

Em um sentido não relacionado com a Economia, mais-valia pode indicar algo ou alguém que é valioso, representando uma vantagem. Ex: Ele é um excelente jogador, é uma verdadeira mais-valia para o seu time.


Mais-valia relativa e absoluta

Vejamos o seguinte exemplo: em uma indústria têxtil, um trabalhador precisa apenas de 4 horas por dia para produzir bens no valor do seu salário mensal. Assim, partindo do princípio que a jornada diária de trabalho tem 8 horas, em um mês com 22 dias de trabalho, o trabalhador precisa apenas de 11 dias para produzir o valor equivalente ao seu salário. Apesar disso, ele não pode trabalhar apenas 11 dias por mês ou 4 horas por dia, e deve continuar produzindo. O lucro obtido com o seu trabalho nas restantes horas vai para o seu patrão e é designada como mais-valia. De acordo com Marx, este exemplo designa a mais-valia absoluta.
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A mais-valia relativa remete para o aumento da produtividade através de processos tecnológicos avançados. Isso significa que novas máquinas melhoram o processo de produção, sendo que é possível produzir mais bens em menos tempo, aumentando o lucro. Desta forma, o salário do trabalhador fica pago em ainda menos dias.

As duas mais-valias conferem lucro aos empregadores através de formas diferentes: a mais-valia absoluta através da extensão das horas de trabalho (mantendo o mesmo salário), enquanto a mais-valia relativa reduz o valor da força de trabalho.

fonte: http://www.significados.com.br/mais-valia/

ATIVIDADE PROPOSTA


ATIVIDADE DE REVISÃO

Estereótipo

O que é estigma? No dicionário Aurélio estigma tem seu significado relacionado à marca, sinal e cicatriz. A palavra estigma historicamente tem origem na Grécia Antiga e refere-se a uma marca, feita por meio de um corte ou queimadura no corpo de escravos, criminosos e traidores. Essa marca tinha como o objetivo fazer com que toda a sociedade pudesse identificar essas pessoas e evitar o convívio com elas já que, as pessoas com estas marcas eram consideradas inferiores e, por isso, deviam ser excluídas da sociedade.


Hoje em dia, esta prática seria considerada um crime! Um sociólogo chamado Erfing Goffman, na década de 1960, observando que determinados indivíduos e grupos não eram tratados igualmente na sociedade, utilizou o termo estigma para mostrar como nossa sociedade diferencia e marca indivíduos e grupos que tem atitudes e comportamentos fora dos padrões socialmente estabelecidos. Em seus estudos, ele observava que pessoas e grupos que não estivessem dentro do que a sociedade considera comum ou “normal”, eram de certa forma “marcadas” socialmente.

Obviamente, não como acontecia na Grécia Antiga quando as marcas eram cicatrizes ou queimaduras. Na sociedade moderna as marcas eram de outros tipos.


O processo de marcar as pessoas que não estão de acordo com os padrões sociais estabelecidos, chamamos de estigmatização. Para Goffman, o indivíduo marcado, ou melhor, estigmatizado é visto como alguém inferior e, por isso, este estigma produz um descrédito na vida desta pessoa que pode ter diversas qualidades positivas que ficam “escondidas” pelo estigma negativo. Vamos tentar compreender melhor como este processo de estigmatização acontece?

O processo de estigmatização acontece principalmente pela produção social de estereótipos. Estereótipos são “rótulos” que atribuímos a determinados indivíduos e grupos antes mesmo de conhecê-los realmente. Na sala de aula, por vezes, podemos perceber esse processo de colocar rótulos quando separamos o grupo dos “nerds”, dos “bagunceiros”, das “patricinhas” entre outros. Na verdade, no nosso cotidiano, colocamos rótulos nas pessoas e grupos frequentemente. Por vezes, somente pelo modo como a pessoa se veste ou pelas pessoas com quem anda, ou ainda pelo local onde mora, mesmo sem conhecermos esta pessoa, colocamos um rótulo na mesma. Mas, qual o problema desta atitude, ou melhor, quais as consequências do processo de estigamatização de indivíduos e grupos?

Estigmatizar pessoas e grupos pode criar barreiras sociais que impedem a interação entre as pessoas. Além disso, as pessoas estigmatizadas, isto é, marcadas negativamente podem se sentir inferiorizadas e excluídas da sociedade. Estas atitudes podem também levar ao preconceito e a discriminação.


ATIVIDADES PROPOSTAS: 

Após ler o texto realize a atividade abaixo. Para resolvê-la leia as orientações com atenção. Não esqueça de colocar seu nome completo na atividade. Ao terminar click em “Finish” (finalizar). Depois selecione “Enviar as minhas respostas ao professor” e mandar para o e-mail: angela.boscardin@gmail.com

Veja na foto abaixo como fazer:

Estereótipo, an interactive worksheet by angelasenatore
liveworksheets.com
fonte: https://mc.jurispro.net/compreender_os_estereotipos.htm
https://cediumamadeira.wixsite.com/cediuma/autorreguladas

terça-feira, 7 de abril de 2015

Dez erros que levam ao conflito de pais e filhos na adolescência

Resultado de imagem para adolescente- desenhoA adolescência é um período complicado para pais e filhos. As relações ficam mais difíceis, as preocupações aumentam e é preciso administrar com calma essa fase cheia de experiências novas para os jovens. Para evitar o distanciamento, duas especialistas listam dez erros comuns, cometidos pelos pais, em relação aos adolescentes.

1 - não entender que os filhos cresceram - As crianças são muito ligadas aos pais. Mas, na adolescência, há um afastamento natural, para que os filhos possam testar sua independência e autonomia. E isso não significa que os jovens não gostam mais de seus pais. A psicóloga Marina Vasconcellos explica que os adultos devem entender esse momento e dar mais liberdade (claro, com limites). “Não dá para permitir tudo, mas é um erro impedir que os adolescentes tenham experiências novas, afinal, eles cresceram e precisam disso para a construção da identidade.”

Resultado de imagem para adolescente- desenho2 - minimizar as descobertas - Os pais costumam dizer aos filhos que sabem perfeitamente pelo que eles estão passando, pois já viveram tudo aquilo. E, portanto, acham que podem dizer qual é o melhor caminho. Marina diz que isso é um erro. “É preciso respeitar o momento do filho, sem impor seu modo de pensar. Por mais que tenhamos ideia de como é, agora é a vez deles”, diz a psicóloga. “É impossível impedir o sofrimento dos filhos. Todos têm tristezas e dificuldades. Os jovens também.”

3 - não saber como controlá-los - Os adolescentes se consideram maduros e não gostam de dar satisfações. Mas precisam. E o ideal é fazer com que isso aconteça naturalmente, sem a necessidade de cobrar explicações. De acordo com Marina, “se os adolescentes são tratados com respeito, geralmente, retribuem da mesma maneira”, diz ela. “Pais que julgam bloqueiam os filhos, que se fecham. Em uma relação saudável, as conversas fluem normalmente. Isso inclui falar sobre que estão passando, apresentar os amigos, compartilhar as experiências”. O conselho dela é dar espaço para que o filho se abra, sem que sinta medo de ser julgado. “Quebre o clima de tensão entre vocês com bom humor.”
 fonte
Resultado de imagem para adolescente- desenho4 - exagerar nas cobranças - A adolescência é uma fase de muitas cobranças. Os pais querem que os filhos tenham um bom futuro, estudem, tenham boas companhias, criem responsabilidade, não se envolvam com drogas... A sugestão de Marina é escolher a forma certa de cobrar. “Os pais devem ser afetuosos, senão não funciona. Não podem apenas cobrar. A cobrança precisa ser intercalada com carinho, diversão, momentos descontraídos e diálogos. Muita pressão cansa os dois lados: adolescentes e pais.”

5 - não saber dar liberdade - Podar demais não dá certo. “Deixe que o seu filho durma na casa dos amigos”, exemplifica Marina Vasconcellos. “Ligue para os pais do amigo, certifique-se de que é seguro e permita”. De acordo com a psicóloga, os pais têm dificuldade para saber qual é o momento certo de permitir que os filhos saiam à noite. “Aos 15 ou 16 anos, eles querem chegar mais tarde em casa. Querem ir para as baladas. Deixe-os ir, mas é importante ir buscá-los, para ver como saem dessa balada (se estão com os olhos vermelhos ou bêbados, por exemplo)”, recomenda a psicóloga. “Combine um horário condizente com a idade e a maturidade do seu filho.”

Resultado de imagem para adolescente- desenho6 - demonstrar falta de confiança - Certificar-se de que o seu filho está em segurança é bem diferente de vigiá-lo. De acordo com a psicoterapeuta Cecília Zylberstajn, o filho pensa que, se o pai não confia nele, pode fazer o certo ou o errado, pois não fará diferença. “Investigar exageradamente não estimula a responsabilidade. Gera um clima de desconfiança –e as relações íntimas são baseadas na confiança”, alerta a especialista. “Diga para o seu filho que quer se assegurar de que ele estará bem e informe-se, mas não aja às escondidas.”

7 - desesperar-se nas crises - Os adolescentes dão trabalho. Mas é essencial agir com cautela. “As reações precisam ser proporcionais aos fatos”, diz Cecília. “Se o seu filho entrou em coma alcoólico é uma coisa, se chega cheirando a bebida é outra. Os pais devem hierarquizar a gravidade dos problemas”. De acordo com a psicóloga, ter uma reação desmedida (ou dar broncas muito frequentes) estimula o filho a mentir. “Para o adolescente, o problema é a bronca. Ele não pondera se suas atitudes podem ser perigosas. Por isso, converse com calma, para entender as razões que o levaram a fazer escolhas erradas. Descubra se é algo frequente e explique as consequências.”

Resultado de imagem para adolescente- desenho8 - constranger os filhos - Na adolescência, é comum os filhos terem vergonha dos pais. Tente compreender isso. Cecília explica que os pais são munidos de informações que podem envergonhar o filho diante dos amigos. Particularidades que só os pais sabem, mas que o jovem não quer que sejam reveladas. “Os adultos precisam evitar expor a intimidade dos filhos, pois, muitas vezes, o deixam constrangido. Evite, também, estender muito as conversas com os amigos dele. “Pai e mãe não são amigos. Pais que querem ser amigos não estão sendo bons pais”, alerta Cecília. “A relação precisa ser hierárquica. Isso não significa que tenha de ser ruim. A diferença é que, com amigos, temos relações de igual para igual. Entre pais e filhos não é assim”, diferencia a psicóloga. “Os pais podem ser bacanas, compreensivos, divertidos, mas são pais.”

9 - colocar seu filho em um altar - Pare de pensar que ninguém está à altura do seu filho. É comum os pais colocarem defeitos em todos os amigos e, principalmente, nos namorados que os adolescentes têm. Cecília lembra que o excesso de julgamento faz com que os filhos se fechem. “O resultado de tantas críticas é que os filhos passam a esconder namorados e amigos dos pais. Eles perdem a vontade de apresentar pessoas com quem convivem e começam a ficar mais na rua do que dentro de casa”, alerta.

Resultado de imagem para adolescente- desenho10 - fazer chantagens - Ameaçar cortar a mesada, caso o filho não obedeça, é muito comum. Assim como dizer que, enquanto ele viver às suas custas, não poderá tomar certas atitudes. “Isso é uma chantagem e não educa”, resume Cecília. “Os pais devem explicar as razões que os levam a proibir determinados comportamentos. Com ameaças, o jovem apenas obedece para não perder um benefício”. A psicóloga diz, ainda, que, agindo assim, a relação entre pais e filhos fica muito rasa. “É como beber e dirigir: quem não faz, pois sabe que é perigoso para si e para as outras pessoas, compreende o problema. Quem deixa de fazer apenas por medo da multa, não entende os riscos”, exemplifica.



fonte: http://entretenimento.r7.com/blogs/mammy-em-dobro/por-que-pais-e-filhos-nao-se-entendem-na-adolescencia-20140813/
https://relacaopaisfilhos.wordpress.com/

ATIVIDADES PROPOSTAS

1- O que acha fundamental para uma boa relação entre os pais e os filhos?
2- Quais as principais razões, que mais contribuem para o desentendimento entre os pais e os filhos?
3- Como devem os pais exercer a sua autoridade para com os filhos?
4- Qual o grau de liberdade relativamente a: saídas com os amigos, romances, sexualidade, etc. que os pais devem dar aos filhos (horas de chegada a casa, escolhas de amigos, etc.)?
5- Qual será a melhor conduta que os filhos devem tomar na relação com os pais?

ATIVIDADES EXTRAS:

Com o avanço tecnológico, tudo acontece mais rápido na atualidade. Isso aproxima as idades, bem como o seu modo de ser, de pensar e de se comportar. A transformação dos costumes, ocorrida a partir da década de 1960 e que teve como marco mais célebre o ano de 1968, fez a família se modernizar e mudar de estilo. Entretanto, muitos afirmam que ainda existe o célebre conflito entre gerações. Pais e filhos continuam com relacionamento difícil e raramente conseguem chegar a um acordo sobre questões essenciais da vida cotidiana. Diante do exposto desenvolva um produção textual de acordo com o TEMA: Relacionamento entre pais e filhos