segunda-feira, 16 de março de 2015

Movimentos Sociais Brasileiros

A luta pela cidadania e direitos humanos se dá não só dentro dos padrões institucionalizados ou formais da participação política, como os partidos políticos, por exemplo, mas também fora desses. É, pois, na esfera da sociedade civil, e através dos movimentos sociais, que grande parte dessa luta se desenrola.

Os movimentos sociais são formas de ação coletiva, em que pessoas com identidade e interesses comuns se associam e mobilizam para reivindicar seus direitos. Em geral, os movimentos sociais surgem quando grupos da sociedade não recebem atenção às suas demandas por parte do poder público – do Estado, por exemplo – e se dão conta de que os mecanismos formais da representação política (como partidos políticos e eleições) são insuficientes ou ineficazes para tais fins. Formam-se assim para tratar de questões específicas, que podem ser efêmeras ou duradouras, como a redução das tarifas de ônibus urbanos, no primeiro, e a reforma agrária ou a defesa do meio ambiente, no segundo caso. 

Os primeiros movimentos sociais surgiram no século XIX em diversos países da Europa (França, Inglaterra e Ale- manha, principalmente). A principal forma de movimento social da época foi o movimento operário ou trabalhista, que procurava organizar a classe operária na luta por vantagens e benefícios contra a classe patronal.

Após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), os movimentos sociais passaram a abranger também o movimento estudantil, o movimento pelos direitos civis dos negros (nos Estados Unidos, em especial), o movimento pacifista, entre outros. Nos últimos quarenta anos, os movimentos sociais se diversificaram consideravelmente, englobando questões como gênero, sexualidade e meio ambiente. Os movimentos feminista, ecologista e antirracistas são exemplos dos chamados “novos movimentos sociais”.

As mudanças provocadas pelos movimentos sociais não costumam ser violentas e radicais, como acontece com as revoluções, que sacodem as estruturas da sociedade e estabelecem novas formas de organização social. Leis e políticas são modificadas como resultado da ação dos movimentos sociais, sem que, contudo, ocorram grandes mudanças sociais, políticas e econômicas.

Os movimentos sociais podem tomar a forma de organizações internacionais, de caráter não governamental, baseadas em princípios humanitários, como Médicos Sem Fronteiras, Cruz Vermelha e Anistia Internacional.

No Brasil, os movimentos sociais ganharam força a partir dos anos 1980, com o fim do regime militar autoritário (1964-1985), que restringira duramente as liberdades de associação e de manifestação dos diferentes grupos sociais. As políticas de redução de gastos públicos nas áreas sociais (saúde, educação, moradia), adotadas pelo governo brasileiro na década de 1990, também contribuiu para a proliferação dos movimentos sociais no país, dado o aumento da demanda popular por serviços essenciais. Entre os principais movimentos sociais do Brasil estão o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) e o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST).

Em junho de 2013, as ruas das principais cidades brasileiras foram tomadas por milhares de pessoas puxadas pelo Movimento Passe Livre, um dos mais recentes movimentos sociais do país. Os protestos de junho chamaram a atenção para o enfraquecimento dos partidos políticos na sua capacidade de mobilização popular e para os novos parâmetros da participação política no Brasil.

Novos movimentos sociais

O surgimento de uma grande variedade de movimentos sociais nos anos 1960 atraiu nova geração de sociólogos, que desenvolveu interessantes teorias sobre o assunto. Para esses estudiosos, as sociedades da época entravam em sua fase “pós-industrial”, em que as questões colocadas pelos movimentos sociais tradicionais já não eram mais as únicas relevantes. O estado do ambiente global e os direitos de minorias excluídas, como homossexuais e deficientes físicos, por exemplo, além de outras questões despontadas à época, eram de igual ou ainda maior importância para os “novos movimentos sociais”.

Os movimentos sociais do mundo contemporâneo se diferenciam dos tradicionais não só no repertório de questões, como também na maneira em que se organizam para defender seus programas de luta. As greves e as grandes ações sindicais do movimento operário já não são mais as principais formas de protesto, que desde as últimas décadas estão organizadas nos encontros e caminhadas, nos fóruns de debate e assembleias. Exemplo importante disto é o I Fórum Social Mundial (FSM), ocorrido em Porto Alegre (RS) em 2001. Tal evento fez parte do movimento antiglobalização, defensor da construção de uma sociedade sem exclusão social e discriminações. O grande tema do FSM foi a desigualdade nas relações comerciais entre os países, acentuada, segundo os organizadores do evento, pela globalização da economia.

Devemos destacar ainda outras características importantes dos novos movimentos sociais, como a participação maciça de jovens e o grande uso dos meios de comunicação de massa para gerar apoio e adesão. O movimento social mais importante do século XX foi, sem dúvida, o movimento estudantil, que mobilizou milhares de jovens em todo o mundo.

Nos Estados Unidos, a participação da juventude se deu intensamente durante os anos 1960, sobretudo no movimento pelos direitos civis dos negros, que eram discriminados por leis racistas, e no movimento pacifista, cuja tônica foram os protestos contra a Guerra do Vietnã (1964-1975).

Nos países do Leste europeu, então sob domínio do comunismo soviético, a atuação dos jovens se destacou contra o regime na chamada Primavera de Praga (Tchecoslováquia, 1968), que consistiu na resistência passiva à in- vasão das tropas do Pacto de Varsóvia. O mais conhecido movimento estudantil da época foi, contudo, o “Maio de 1968”, na França, que não chegou a suplantar o movimento operário, mas agiu em seu nome, como elemento crítico da sociedade capitalista. Em todos os movimentos sociais dos anos 1960 não faltaram slogans ou frases criativas que refletissem o ponto de vista de seus militantes:“Faça amor, não faça guerra”;“Grande exposição de armas soviéticas na praça Venceslau: entrada franca, saída difícil”;“É proibido, proibir”;“Você está sendo intoxicado: rádio, televisão, jornal, mentira”, “Sejamos realistas, peçamos o impossível”.

A atuação dos jovens nos movimentos sociais de protesto é decisiva ainda hoje – a segunda edição do já citado Fórum Social Mundial (II FSM) contou com a participação de aproximadamente 15 mil jovens, na maioria brasileiros.

Já em relação aos modernos meios de comunicação, é correto afirmarmos que desde os anos 1990, com a internet, os movimentos sociais ganharam novos contornos. A internet passou a ser a principal ferramenta para a organização e mobilização coletivas. Por meio dela circulam vídeos e mensagens de textos, acessados por um número crescente de usuários, que são convidados e incitados a tomar parte nas grandes manifestações de rua da atualidade. 

Os canais de comunicação online, como blogs, Facebook e Twitter, são hoje os substitutos tecnológicos dos gramofones, auto-falantes, carros de som e outras antigas estratégias empregadas para convocar manifestantes. O papel dessas novas tecnologias foi absolutamente imprescindível na chamada Primavera Árabe, a onda de revoltas populares que se alastrou pelo Oriente Médio e norte da África em 2011 e derrubou vários governos autoritários tradicionais da região, como o de Muammar Kadafi, na Líbia. De igual importância foram essas tecnologias para as manifestações de 2011 e 2012 contra a recessão e o desemprego em países europeus. Na Espanha, os jovens militantes, conhecidos como Indignados, divulgaram na internet fotos e vídeos da repressão policial, conclamando os cidadãos a resistir pacificamente. O mesmo se deu em outros países do continente. As redes sociais também tiveram forte presença nas manifestações de junho de 2013, no Brasil. A frase “Saímos do Facebook”, estampada em cartazes erguidos por jovens brasileiros, expressa claramente o papel da mídia online na organização dos atos de protesto deste novo século. 
Agentes importantes de transformação social, os movimentos sociais preenchem vazios deixados pelo Estado e outras instituições. Reescrevem as regras institucionais do jogo democrático e possibilitam maior participação da sociedade civil na mobilização política. Movimentos como os que ganharam as ruas brasileiras em 2013 são importantes para a conquista de direitos e avanços na transformação social e na consolidação da democracia.



ATIVIDADES PROPOSTAS 1:

Realizar a leitura do texto em seguida deverão esquematizar os mapas conceituais (em dupla) no CMAP TOOLS
2º Momento

Os alunos serão divididos em grupo para realizarem a pesquisa dos temas propostos:
  • Diretas Já
  • Movimento pelo Impeachment- Caras Pintadas
  • Movimento do Passe Livre
  • Movimento Marcha das Vadias
  • Movimento pelo Impeachment- Fora Dilma
  • Movimento LGBT
3º Momento
  • Realizar a leitura do texto escolhido pelo grupo em seguida devem esquematizar o mapa conceitual
  • Utilizar o programa cmaptools e inserir os mapas previamente esquematizados.
  • Apresentá-los para a turma.
4º Momento
5º MOMENTO

Vamos realizar a atividade abaixo. Para resolvê-la leia as orientações com atenção. Não esqueça de colocar seu nome completo na atividade. Ao terminar click em “Finish” (finalizar). Depois selecione “Enviar as minhas respostas ao professor” e mandar para o e-mail: angela.boscardin@gmail.com 

Veja na foto abaixo como fazer:



fonte: http://www.redesagradouba.com.br/wp-content/uploads/2014/05/APOSTILA-SOCIOLOGIA-3%C2%BA-SERIE.pdf

Tipos de Preconceitos

O preconceito não passa de um conceito que criamos antes de saber o que aquilo realmente é, onde por esse falso conceito muitas vezes maltratamos o próximo e nem pensamos nas consequências daquele ato. No mundo existem muitas formas de preconceito, porém o mais comum é por causa da pessoa ser de uma etnia diferente, ou por ter uma religião diferente da nossa, por ter a cor da pele diferente, por ser de outra classe social.

Racial, ou Racismo é a tendência do pensamento, ou do modo de pensar em que se dá grande importância à noção da existência de raças humanas distintas e superiores umas às outras. Onde existe a convicção de que alguns indivíduos e sua relação entre características físicas hereditárias, e determinados traços de caráter e inteligência ou manifestações culturais, são superiores a outros. O racismo não é uma teoria científica, mas um conjunto de opiniões pré concebidas onde a principal função é valorizar as diferenças biológicas entre os seres humanos, em que alguns acreditam ser superiores aos outros de acordo com sua matriz racial. A crença da existência de raças superiores e inferiores foi utilizada muitas vezes para justificar a escravidão, o domínio de determinados povos por outros, e os genocídios que ocorreram durante toda a história da humanidade.

Preconceito social é uma forma de preconceito a determinadas classes sociais. É uma atitude ou ideia formada antecipadamente e sem qualquer fundamento razoável; o preconceito é um juízo desfavorável em relação a vários objetos sociais, que podem ser pessoas, culturas. O preconceito social também existe quando julgamos as pessoas por atitudes e logo enfatizamos que a mesma só a teve a atitude por ser de certa classe social,ou seja se a pessoa tem uma boa condição financeira ela não vai sofrer nenhum tipo de preconceito social,seria mais fácil ela ter preconceito para com as outras pessoas.

 Etnocentrismo é uma atitude na qual a visão ou avaliação de um grupo sempre seria baseada nos valores adotados pelo seu grupo, como referência, como padrão de valor. Trata-se de uma atitude discriminatória e preconceituosa. Basicamente, encontramos em tal posicionamento um grupo étnico sendo considerado como superior a outro.Não existem grupos superiores ou inferiores, mas grupos diferentes. Um grupo pode ter menor desenvolvimento tecnológico (como, por exemplo, os habitantes anteriores aos europeus que residiam nas Américas, na África e na Oceania) se comparado a outro, mas, possivelmente, é mais adaptado a determinado ambiente, além de não possuir diversos problemas que esse grupo “superior” possui. A tendência do homem nas sociedades é de repudiar ou negar tudo que lhe é estranho ou não está de acordo com suas tendências, costume e hábitos. Na civilização grega, o bárbaro, era o que “transgredia” toda a lei e costumes da época, é etimologicamente semelhante ao homem selvagem na sociedade ocidental.

Sexismo é a discriminação ou tratamento indigno a um determinado gênero, ou ainda a determinada identidade sexual. Existem duas assunções diferentes sobre as quais se assenta o sexismo: Um sexo é superior ao outro. Mulher e homem são profundamente diferentes (mesmo além de diferenças biológicas), e essas diferenças devem se refletir em aspectos sociais como o direito e a linguagem. Em relação ao preconceito contra mulheres, diferencia-se do machismo por ser mais consciente e pretensamente racionalizado, ao passo que o machismo é um muitas vezes um comportamento de imitação social. Nesse caso o sexismo muitas vezes está ligado à misoginia (ódio às mulheres).

Machismo ou chauvinismo masculino é a crença de que os homens são superiores às mulheres. A palavra “chauvinista” foi originalmente usada para descrever alguém fanaticamente leal ao seu país, mas a partir do movimento de libertação da mulher, nos anos 60, passou a ser usada para descrever os homens que mantém a crença na inferioridade da mulher, especialmente nos países de língua inglesa. No espaço lusófono, a expressão “chauvinista masculino” (ou, simplesmente, “chauvinista”) também é utilizada, mas “machista” é muito mais comum.Machistas são por vezes postos em oposição ao feminismo. No entanto, a crença oposta ao machismo é a da superioridade feminina e, embora alguns masculinistas possam pensar que essa é a definição de feminismo, geralmente não se considera esta ideia correta.

Feminismo é um neologismo e seu significado possui uma carga ideológica muito grande. É uma expressão que hipoteticamente significaria um conjunto de idéias que considera a mulher superior ao homem, e que, portanto, deveria dominá-lo. Como um machismo às avessas. A criação e o uso da palavra “feminismo” supõe-se que foi uma forma encontrada pelas feministas para denominar os preconceitos ao sexo masculino praticados por outras feministas dentro do movimento social feminista. Essas feministas que pregam o preconceito contra o sexo masculino são consideradas por outras feministas como “feminista”.


Preconceito linguístico é uma forma de preconceito a determinadas variedades linguísticas. Para a linguística, os chamados erros gramaticais não existem nas línguas naturais, salvo por patologias de ordem cognitiva. Ainda segundo esses linguistas, a noção de correto imposta pelo ensino tradicional da gramática normativa origina um preconceito contra as variedades não-padrão.

Transfobia é a aversão a pessoas trans (transexuais, transgêneros, travestis) ou discriminação a estes. A transfobia manifesta-se normalmente de forma mais reconhecida socialmente contra as pessoas trans adultas, quer sob a forma de opiniões negativas, quer sobre agressões físicas ou verbais. Manifesta-se também muitas vezes de forma indireta com a preocupação excessiva em garantir que as pessoas sigam os papéis sociais associados ao seu sexo biológico. Por exemplo, frases como “menino não usa saia” são, em sentido lato, uma forma de transfobia. A transfobia é também muitas vezes combinada com homofobia quando é feita a associação entre homens femininos e homossexualidade, partindo do princípio – equivocado – de que todos os homossexuais são necessariamente femininos e que ser homem efeminado é algo de negativo. Homofobia é um termo criado para expressar o ódio, aversão ou a discriminação de uma pessoa contra homossexuais ou homossexualidade.

Heterossexismo é um termo relativamente recente e que designa um pensamento segundo o qual todas as pessoas são heterossexuais até prova em contrário. Um indivíduo ou grupo classificado por heterossexista não reconhece a possibilidade de existência da homossexualidade (ou mesmo da bissexualidade). Tais comportamentos são ignorados ou por se acreditar que são um “desvio” de algum padrão, ou pelo receio de gerar polêmicas ao abordar determinados assuntos em relação à sexualidade. Apesar de poder ser considerada como uma forma de preconceito, se diferencia da homofobia por ter como característica o ato de ignorar manifestações sexuais geralmente minoritárias (as situações homofóbicas não só não ignoram como apresentam aversão).

 Xenofobia é o medo natural (fobia, aversão) que o ser humano normalmente tem ao que é diferente (para este indivíduo). Xenofobia é também um distúrbio psiquiátrico ao medo excessivo e descontrolado ao desconhecido ou diferente. Xenofobia é ainda usado em um sentido amplo (amplamente usado mas muito debatido) referindo-se a qualquer forma de preconceito, racial, grupal (de grupos minoritários) ou cultural. Apesar de amplamente aceito, este significado gera confusões, associando xenofobia a preconceitos, levando a crer que qualquer preconceito é uma fobia. Chama-se comumente chauvinismo à crença narcisista próxima à mitomania de que as propriedades do país ao qual se pertence são as melhores sob qualquer aspecto. O termo provém da comédia francesa La Cocarde Tricolore (”O Tope Tricolor”), dos irmãos Cogniard, na qual um ator chamado Chauvin personifica um patriotismo exagerado.

Chauvinismo resulta de uma argumentação falsa ou paralógica, uma falácia de tipo etnocêntrico. Em retórica, constitui alguns dos argumentos falsos que servem para persuadir com sentimentos em vez de razão quem se convence mais com aqueles que com estes. A prática nasceu fundamentalmente com a crença do romantismo nos “caráteres nacionais” (ou volkgeist em alemão). Milênios antes, no entanto, os antigos gregos já burlavam de quem se convencia de que a lua de Atenas era melhor que a de Éfeso. Estereótipo é a imagem preconcebida de determinada pessoa, coisa ou situação. Estereótipos são fonte de inspiração de muitas piadas, algumas de conteúdo racista, como as piadas de judeu, que é retratado como avaro, português (no Brasil), como pouco inteligente, etc. O estereótipo pode estar relacionado ao preconceito.


ATIVIDADE EXTRA:

Vamos testar nossos conhecimentos através de jogos. Acessem o Kahoot.it que a professora irá passar um PIN para que possam acessar o jogo e aprender se divertindo.



ATIVIDADE PROPOSTA:

1º Momento
Realizar a leitura do texto em seguida deve esquematizar os mapas conceituais

2º Momento
Os esquemas realizados na aula anterior deverão ser revisto e reorganizados.
Neste segundo momento os alunos devem formalizar os mapas conceituais. Os mapas podem ser elaborados com a ajuda do programa Cmap tools

Esta abordagem dos mapas conceituais está embasada em uma teoria construtivista, entendendo que o indivíduo constrói seu conhecimento e significada a partir da sua predisposição para realizar esta construção. Servem como instrumentos para facilitar o aprendizado do conteúdo sistematizado em conteúdo significativo para o aprendiz. 

Um mapa conceitual é uma forma gráfica de representar um conjunto de conceitos que possuem relações entre si. A montagem do mapa deve ser feito de tal forma que tais relações estejam evidentes. A montagem dos mapas pode ser feita em duplas. Exemplo de mapa conceitual.

FONTE: https://jornaldigital2006.wordpress.com/tipos-de-preconceitos/

Indivíduo e Sociedade


O conceito de sociedade é fundamental para o estudo das relações que são estabelecidas entre os indivíduos que partilham valores, cultura, território e história. A sua estruturação contribuiu para o desenvolvimento da sociologia como ciência e contou com a contribuição de diversas intelectuais. Uma sociedade é uma estrutura ampla, na qual os sujeitos estabelecem relações, quase sempre, impessoais, mas que possuem um aspecto de coletividade.

Etimologicamente, a palavra sociedade é originária de dois termos latinos: socius e societa. O primeiro é traduzido como “parceiro” ou “companheiro”; o segundo, por sua vez, significa “associação entre comuns”. Ambas as ideias estão expressas no conceito de sociedade, tanto em sua utilização mais formal e academicista, quanto no uso trivial em que a palavra é empregada.

CARACTERÍSTICA DA SOCIEDADE

A partir das contribuições teóricas dadas pelos pesquisadores do campo sociológico e da assimilação das modificações que aconteceram nas relações sociais, em virtude dos processos de globalização e criação de novas possibilidades de interação através dos meios de comunicação, é possível elencar algumas características das sociedades. São elas:
  • A existência de uma complexa teia de relações entre os indivíduos;
  • As interações entre os membros de uma sociedade podem se dar de diferentes formas: direta, indireta, organização, desorganizada, consciente ou inconsciente;
  • Os interesses que unificam diversas comunidades podem ser localizados na sociedade a que elas fazem parte;
  • As sociedades podem ser estabelecidas sem que haja a delimitação de uma área geográfica.

SOCIEDADE E INDIVÍDUO

Os autores clássicos têm diferentes abordagens sobre o tema. 

Durkheim enfatiza que a sociedade é anterior ao indivíduo e impõe-se sobre ele, suas regras (fatos sociais) são exteriores, coercitivas e gerais e exercem controle sobre os indivíduos. A participação do indivíduo na sociedade está ligada à função que ele desempenha nela.

Marx enfatiza a divisão de classes, sendo que a classe que domina sobre as demais produz e dissemina a ideologia que permite que as classes exploradas por meio do trabalho aceitem e validem a exploração que sofrem. A infraestrutura social corresponde à base material da sociedade, a sua formação mediante o mundo do trabalho. A superestrutura, por sua vez, corresponde à base normativa dessa sociedade, ao seu conteúdo moral, jurídico e simbólico que regula as relações materiais. Marx ressalta a capacidade de agência do indivíduo, isto é, seu poder de modificar a sociedade em que vive.

Weber volta sua atenção para a ação social, que seria a ação que leva em consideração o comportamento dos outros e é dotada de significado, seja ele de motivação racional, afetiva ou tradicional. Para Weber, compreender essas ações possibilita apreender os valores e as regras compartilhados por todos.

RESUMO


ATIVIDADE AVALIATIVA


fonte: http://www.significados.com.br/sociedade/
http://www.significados.com.br/socializacao/
https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/sociologia/conceito-de-sociedade
https://mundoeducacao.uol.com.br/sociologia/sociedade.htm
https://soexercicios.com.br/plataforma/video-aula-teoria/214973/individuo-e-sociedade
https://cafecomsociologia.com/sociologia-individuo-e-sociedade-introducao/



Convívio Social

O convívio social é essencial a vida humana, o utilizamos para obter com mais facilidade o que desejamos, compartilhando-nos uns aos outros.

Isolado de seus semelhantes, o ser humano é incapaz de desenvolver suas potencialidades intelectuais e tornar-se selvagem como um animal da floresta

Sociedade é o agrupamento de indivíduos entre os quais se estabelecem relações econômicas, políticas, e culturais.

O ser humano vive num meio tecnológico, dependente das inovações tecnológicas, A articulação da fala se torna de certa forma mais escassa entre o grau de parentesco.

E não há como fugir, hei de se acostumar, gostando ou não.

A liberdade do comércio, síntese de produção e consumo, desenvolveu formas de comportamento e ideologias que se traduzem nas manifestações culturais do grupo social.

A cultura engloba habitação, hábitos de convivência,relações de indivíduos entre si, dos indivíduos com os diferentes grupos,ritos religiosos, alimentação, trabalho, legislação e outras áreas.

Buscamos ao decorrer de nossas vidas uma identidade pessoal , e neste processo somos obrigados a aprender que as diferenças existem , que cada ser tem objetivos, desejos e formas de agir.

A aceitação do outro nem sempre é satisfatória, pois a partir do momento que nos enxergamos como perfis procuramos no outro características semelhantes a nós, e nós aproximamos.

Em uma determinada fase da vida passamos por uma crise existencial, para obter uma identidade pessoal pouco mutável..Nesta fase o convívio social se torna mais vazio, difícil.Justamente pelas incertezas gerada pela sociedade e pela busca incessante de um adolescente que pouco sabe sobre o que a vida tens a oferecer.

A convivência social nos permite aperfeiçoar o conhecimento, aprendendo a ouvir o que o outro tem a dizer, você adquire formas de pensar que te possibilitam a abranger a mente ao mundo, se socializar.

Afinal há os dogmas e o abstrato, crenças solúveis e duvidosas, mas somos o que acreditamos sermos e não o que realmente é.

Nós fazemos a história a cada dia, e agimos de acordo com nossas culturas, desrespeitando muitas vezes as ideologias do outro.

A segurança mesclada a super valorização do ego pode lhe acompanhar de conflitos pessoais, a partir do momento que aplicar a superioridade nos outros sem estar adaptado em uma forma social viável.

Por exemplo, em uma família, o irmão mais velho ter a vantagem de dominar os mais novos, por fisicamente ser mais forte, é contestável, porque não há a certeza que o amadurecimento do irmão mais velho condiz com o poder de imposição aos menores.

Como nem sempre os pais têm a razão. O que é diferente do exerço do respeito na família.

De acordo com estudos de Marilena Chauí, nós criamos as relações familiares e fomos aperfeiçoando-a a cada século juntamente com as mudanças culturais da sociedade.

A inserção da mulher no meio de trabalho modificou as relações sociais e interações.

A busca pela aceitação na sociedade é uma grande batalha interminável, que um dia acredito que será reconhecida, a cada dia diminuímos a diferença intelectual entre homens e mulheres, vale a pena ler a Revista Veja do mês de junho de 2010, elaborada diretamente nessas diferenças sexuais.

A informação, o saber ouvir, e a segurança são os primeiros patamares a serem ultrapassados para um bom convívio em sociedade.

A importância do convívio social para o bem-estar

Estudos mostram que cultivar relacionamentos faz bem para a saúde. A sociabilidade constitui o ser humano do início ao fim de sua vida. Relacionar-se com outras pessoas é uma necessidade constante para o bem-estar psíquico e também físico. A solidão adoece. O encontro enriquece. A vida em grupo possibilita crescimento, aponta oportunidades, consola nos momentos difíceis. Mas nem sempre a convivência é simples.

Conviver é o desafio de encontrar harmonia nas relações, equilibrando planos compartilhados com visões de mundo diferenciadas. Nesse aprendizado diário, momentos de alegria se alternam com pequenas discussões, que às vezes abalam o relacionamento com a família, com os amigos, com o companheiro ou companheira. Apesar dos altos e baixos nas relações interpessoais, o ser humano precisa do contato com o outro para viver bem.

A construção dos laços sociais começa desde o nascimento, com a mãe e bebê criando seus primeiros vínculos. Depois, cada etapa vai constituindo novas redes de relações: o ambiente escolar, as tribos da adolescência, os colegas da faculdade, o casal, os grupos de terceira idade.

Os psicólogos afirmam que as pessoas que vivem rodeadas de amigos são mais felizes, bem dispostas e cada vez melhor aceitas no convívio social. Alertam, ainda, que o isolamento, ao contrário, está associado ao aumento da pressão sanguínea, das atividades do hipotálamo e de glândulas vinculadas ao hormônio do estresse. Junto a isso, somam-se o alcoolismo, o sedentarismo e a obesidade que aparecem igualmente na lista dos males de quem vive só.

A satisfação com as relações interpessoais é determinante para o bem-estar, pois presenteia a vida humana em todas as suas fases.

Faça boas amizades. Sorria. Cultive qualidade de vida! Por isso, estar com as pessoas que você gosta e fazer novas amizades, faz bem para a sua saúde. Comece a fazer novos vínculos, ou até mesmo reconstruir os que você tinha, e que por algum motivo ou outro, perdeu o contato ao longo do tempo.

Porque bem é estar bem!

ASSISTA AO VÍDEO


Isolamento Social


Ao longo da vida, é comum sentirmos o desejo de ficar sozinho. É importante as pessoas terem algum momento apenas para si, para que possam curtir a si mesmas, além de também pensar na vida, nas escolhas e decidir sobre questões que vão impactar o dia a dia e também o futuro.

Além disso, quando ficamos tristes, temos o costume de nos isolar por algum tempo, a fim de absorver o ocorrido, seja por conta da morte de alguém próximo, ou o fim de um relacionamento ou por causa de outras coisas.

O problema é quando o indivíduo se isola de forma indefinida e se afasta de qualquer tipo de contato social. Quando isso ocorre, é preciso ter atenção com essa pessoa, que pode estar passando por um processo chamado isolamento social, o qual trataremos mais a fundo, a partir de agora.

O que é isolamento social?

O isolamento social é registrado quando a pessoa se afasta, de maneira involuntária, dos que estão à sua volta, sem um motivo aparente. É comum, nesses casos, que o sujeito nem perceba e ache que está tudo bem. Mas, não está.

Esse problema pode acometer seres humanos de qualquer idade, estando atrelado a algum episódio traumático, como ter sofrido bullying durante muito tempo ou ainda se a pessoa tiver com alguma enfermidade, como depressão, fobia social, síndrome do pânico, entre outros.

No artigo Isolamento social e sentimento de solidão em jovens adolescentes, uma série de especialistas do Instituto Universitário de Portugal, e da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, explicam que o isolamento social pode ser caracterizado de suas formas: passivo e ativo.

No caso do isolamento social passivo, ele ocorre quando o indivíduo se afasta passivamente do seu grupo de pessoas. Já o isolamento social ativo decorre “quando os sujeitos se isolam do seu grupo de pares como consequência de comportamentos de rejeição e de vitimização por parte dos outros. Neste caso, o sujeito não se isola ele próprio, mas é isolado pelo seu grupo de pares”.

Como surgiu?

Desde o final da década de 1980, o isolamento social tem sido cada vez mais estudado por psicólogos e demais especialistas da área, na tentativa de encontrar explicações que ajudem a entender e a resolver esse tipo de problema. A evolução dos estudos tem procurado localizar as causas, as consequências e os tipos de isolamento social, possibilitando um maior detalhamento do problema.

Porém, como trata-se de uma doença bem complexa e variada, cada caso em particular pode ter uma causa própria, dificultando a análise. Há situações em que o indivíduo sofreu problemas além do normal durante a infância, que gerou um cidadão com muita dificuldade para se relacionar com outros de sua faixa etária, o que pode gerar uma enorme falta de segurança para estabelecer relacionamentos no período adulto. Entre os motivos, pode ser casos sucessivos de bullying ou mesmo de a criança ter sido superprotegida durante a infância.

Outro exemplo é quando a pessoa, devido a alguma condição médica, fica impedida de sair de casa. Há exemplos de pessoas que, após algum tempo nessa situação, afastam-se do que ocorre fora do seu lar, mesmo se já tiverem melhorado. Transtornos mentais também podem produzir bloqueios psicológicos que impossibilitam que a pessoa queira sair do conforto de casa.

Entre as consequências do isolamento social, podemos citar a própria depressão, já mencionada, que pode se tornar ainda mais grave.

Estudos indicam, ainda, que sujeitos que sofrem de isolamento social têm mais problemas de atenção e aprendizagem e até mesmo sofrem para tomar decisões. A falta de treinamento do cérebro no contato diário pode gerar sujeitos mais lentos na hora de raciocinar e decidir sobre algo no dia a dia.

Exemplos

Há várias formas de identificar se a pessoa tem problemas com isolamento social, a saber:
  • Costuma trocar um bom passeio com os amigos por ficar em casa;
  • Sai pouco ou nunca de casa após uma perda familiar ou alguma briga na escola;
  • Não quer mais falar com os indivíduos com que se relaciona cotidianamente;
  • Está sempre cansada e só quer saber de ficar na cama;
  • Possui algum distúrbio psicológico atrelado à vontade de não falar com ninguém.
Caso o indivíduo esteja passando por alguns desses exemplos, o ideal é procurar ajuda médica. Além disso, pode-se tentar sair dessa condição frequentando círculos sociais onde o sujeito se sente confortável.

Ter um animal de estimação é uma boa saída, especialmente se levá-lo para passear, o que permitirá a socialização com donos de outros bichos. É importante se abrir a novas experiências e enfrentar sempre situações novas. Mas, se nada disso der certo, é fundamental um psicólogo.

fonte: https://www.gestaoeducacional.com.br/isolamento-social-o-que-e/

ATIVIDADE PROPOSTA


fonte: https://g1.globo.com/ba/bahia/noticia/2020/05/16/pesquisadora-da-ufrb-desenvolve-jogo-para-familias-evitarem-solidao-dos-idosos-durante-o-isolamento-social.ghtml