terça-feira, 14 de agosto de 2018

O rito de iniciação em família


Ao longo de sua vida, o ser humano passa por diferentes etapas em seu desenvolvimento pessoal, afetivo, social e também no que diz respeito à prática de uma religião, sendo ela mais ou nem tanto institucionalizada. Mudar de uma etapa pode significar uma ruptura, a qual estabelece na vida do indivíduo um novo status, acarretando-lhe novos compromissos, outros conhecimentos e também responsabilidade.
Essa passagem de um estágio para o outro está presente em várias dimensões da vida em sociedade, e em muitos âmbitos ela é marcada por um ritual ou cerimônia, nem sempre religiosa, mas com toda certeza carregada de simbolismo que lhe agrega um valor quase religioso. Um exemplo muito forte na cultura brasileira é o tradicional baile de debutante, no qual a menina ao completar 15 anos oficializa a sua ruptura com a infância. Desde o nascimento até o seu último instante sobre a terra o ser humano está imerso em muitos ritos que o antropólogo francês, Arnold van Gennep (1873-1957) cunhou de ritos de passagem. Esses ritos se realizam de diversas formas e situações. Na linguagem religiosa, usa-se também a expressão ritos de iniciação, a fim de designar a inserção do fiel em certos compromissos ou tarefas da comunidade religiosa.
Em várias tradições religiosas, alguns desses ritos de passagem são realizados no próprio ambiente familiar, ou, quando celebrados no local de culto, envolvem, direta ou indiretamente, a participação da família, como no caso do batismo, realizado na Igreja Católica.
Há inúmeros ritos de passagem, e estes se diferem de uma tradição religiosa para outra. Entretanto, existem pelo menos três que estão presentes em quase todas as culturas e tradições religiosas, pois envolvem o nascimento, o casamento e a morte. Tais momentos dizem respeito não só ao ambiente familiar, mas também à sociedade, além da dimensão religiosa. 
Cada rito possui a sua especificidade, mas, segundo Arnold Gennep, é possível identificar três fases comuns entre eles, tais como: separação, transição e reincorporação. Na primeira fase, a pessoa é retirada do seu estado atual e se prepara para assumir outro estado. Essa retirada exige ações simbólicas que representam o desprendimento do indivíduo ou grupo. A fase da transição é o período entre os estados, no qual a pessoa deixou o seu estado anterior, porém ainda não entrou ou assumiu o seguinte. Na terceira fase, que corresponde à reagregação ou reincorporação, o ritual está concluído e a passagem realizada, de modo que o indivíduo é reincorporado à comunidade sob um novo status.

A passagem para a vida adulta

Entre os ritos que marcam uma mudança na vida social e religiosa está o casamento. Nas culturas antigas, esta era uma cerimônia celebrada entre as famílias dos nubentes. Na antiga Grécia, quem escolhia a noiva era o pai de seu pretendente. A família da noiva pagava o dote e firmava-se o contrato diante de testemunhas. O rito que antecedia o casamento era composto por sacrifícios, cortejo até a casa do noivo, preces e libações em honra dos deuses Zeus e Hera, protetores do lar. Já na Roma antiga, o casamento era considerado uma das principais instituições, pois também servia para selar alianças políticas e econômicas. A estruturação legal do casamento, tal como chegou ao Ocidente dos tempos atuais, foi realizada ao longo do desenvolvimento da República romana. E é dessa tradição que elementos, tais como o anel de noivado e o véu da noiva, permanecem em algumas culturas. Nos dias atuais, esse rito de passagem apresenta um caráter de ostentação social que cerca a cerimônia, o local e a roupa do casamento. 
A singularidade da celebração do casamento 
O casamento, além do caráter civil, também tem seu aspecto religioso, como acontece em várias tradições religiosas, como o judaísmo, o islamismo, o xintoísmo, o cristianismo e o hinduísmo. 
* Judaísmo – A celebração judaica é conduzida por um rabino e pode ocorrer em uma sinagoga ou em casa, mas sempre sob uma chupá, cobertura aberta com quatro polos, decorados com flores. O casal fica abaixo da chupá, simbolizando a sua unidade como uma nova família, com a abertura para a presença de Deus. O ketubá, contrato de casamento, é lido, e o noivo promete prover financeiramente sua futura esposa.
* Islamismo – A celebração pode variar dependendo da cultura e da região onde esta é celebrada. É a família do noivo que procura uma noiva adequada ao noivo. O casamento muçulmano é uma espécie de contrato entre o homem e o guardião ou pai da mulher. Este contrato implica o pagamento de um valor acordado pelas duas partes e pago pelo noivo quando o contrato é feito. Às muçulmanas não é permitido se casar com homens que não sejam muçulmanos, enquanto aos homens é permitido se casar com muçulmanas, cristãs e judias.
* Xintoísmo – O casamento é celebrado numa cerimônia solene, na presença de um sacerdote, que inclui oferendas, orações e promessas aos kami – deuses, seguindo-se um banquete. O noivo veste uma réplica dos quimonos formais usados pelos samurais no século 19. A noiva usa um quimono branco – cor do luto oriental – de seda, que simboliza o seu falecimento para sua família de origem, uma vez que ela passaria a integrar o clã de seu marido e demonstrar a pureza de seus sentimentos ao entrar para uma nova família.
* Hinduísmo – A aliança de casamento é feita depois que os pais do noivo consultam os mais velhos da família e os astrólogos indianos comparam horóscopos, castas, contexto familiar e social. Quando o acordo de casamento é selado, as duas famílias entram em uma relação mais profunda, de modo que, ao surgirem problemas na vida do novo casal, ambas as famílias se unem, para ajudá-lo a resolvê-los. Para o hinduísmo, o casamento é considerado uma união sagrada e imutável.
* Cristianismo – No universo cristão, as celebrações de casamento são variadas de acordo com a tradição cristã. Para a tradição católica romana, é considerado sacramento e indissolúvel. Quem celebra o casamento são os nubentes, e quem preside e abençoa os noivos é o ministro ordenado. No rito oriental bizantino, a celebração realiza-se com a coroação dos noivos pelo ministro do casamento que os abençoa. Nas Igrejas protestantes, o casamento não é considerado sacramento, porém tem igual valor religioso e civil.

ATIVIDADE PROPOSTA

Eixo temático: Ritos e celebrações

O texto “O rito de iniciação em família” faz menção a ritos de passagens religiosos e também sociais, o que denota que em diferentes etapas da vida o indivíduo passará por algum ritual. 
– Propomos que se faça uma pesquisa acerca dos rituais que cercam o nascimento, o casamento e a morte nas tradições religiosas judaica, cristã e hindu ou outras que achar melhor. – Os pontos a serem considerados podem ser: local onde se realiza o ritual, número de orações, roupas próprias, relação de gênero (qual o papel específico de cada um) etc.
– Comparar as ações religiosas com as civis e evidenciar as proximidades entre as ações, bem como as diferenças (por exemplo: o nome dado à criança no registro civil e no batismo).

FONTE: https://www.paulinas.org.br/dialogo/?system=news&action=read&id=15209

sábado, 2 de junho de 2018

Intervenção Militar



ATIVIDADES PROPOSTAS:

Elabore uma produção textual contendo no mínimo 5 páginas e não devem ultrapassar 7 páginas. O trabalho deverá ter a seguinte estrutura: 
  • CAPA 
  • FOLHA DE ROSTO 
  • INTRODUÇÃO 
  • DESENVOLVIMENTO 
  • CONSIDERAÇÕES FINAIS 
  • REFERÊNCIAS
O trabalho deverá envolver a questão do trabalho em grupo sobre os seguintes aspectos:

I) Intervenção militar: Há amparo constitucional?

II) A diferença entre intervenção federal e intervenção militar

III) Países que ainda vivem em  uma ditadura militar.

IV) Ditadura militar 1964 a 1985 principais acontecimentos

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Vidas Secas- Graciliano Ramos


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Vidas Secas é o quarto romance do escritor brasileiro Graciliano Ramos, escrito entre 1937 e 1938, publicado originalmente em 1938 pela editora José Olympio. As ilustrações na primeira edição foram feitas pelo artista plástico Aldemir Martins. Wikipédia
Idioma originalLíngua portuguesa
GêneroRomance
EditoraJosé Olympio (1a. edição)
IlustradorAldemir Martins

terça-feira, 30 de maio de 2017

Refletindo as relações entre patrões e empregados quanto aos direitos trabalhistas

Vamos assistir um desenho animado: 


ATIVIDADES PROPOSTAS:


1- No desenho “Família Dinossauro” temos uma situação representativa da realidade?
2- O personagem Dino tem condições de pressionar o seu patrão para obter aumento salarial? Por quê?
3- Por que o patrão do Dino não lhe dá o aumento salarial solicitado, mesmo não sabendo de quanto seria?
4- Observando a realidade brasileira atual, a situação do trabalhador seria melhor ou pior se não houvesse leis que lhe garante alguns direitos, tais como salário mínimo, férias, carga-horária de até 8 horas/dia, etc?
5- As condições de patrões e empregados em momento de acordos trabalhistas são as mesmas? Por quê?
6- Como garantir condições minimamente iguais patrões e empregados em momento de acordos trabalhistas?
7- Se dependesse apenas do patrão, sem nenhuma lei regulando as relações sociais, o patrão faria a mesma coisa que fez o patrão do Dino? Por quê?

FONTE: http://cafecomsociologia.com/2017/04/refletindo-relacoes-entre-patroes-e-empregados-quanto-aos-direitos-trabalhistas.html

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

3º ano- Consciência Negra- Projeto Interdisciplinar

Resultado de imagem para negras desenhoO dia 20 de novembro faz menção à consciência negra, a fim de ressaltar as dificuldades que os negros passam há séculos.
A escolha da data foi em homenagem a Zumbi, o último líder do Quilombo dos Palmares, em consequência de sua morte. Zumbi foi morto por ser traído por Antônio Soares, um de seus capitães.
A localização do quilombo ficava onde é hoje o estado de Alagoas, na Serra da Barriga.
O Quilombo dos Palmares foi levantado para abrigar escravos fugitivos, pois muitos não suportavam viver tendo que aguentar maus tratos e castigos de seus feitores, como permanecerem amarrados aos troncos, sob sol ou chuva, sem água e sofrendo com açoites e chicotadas. O local abrigou uma população de mais de vinte mil habitantes.
Ao longo da história, os negros não foram tratados com respeito, passando por grandes sofrimentos. Pelo contrário, foram escravizados para prestar serviços pesados aos homens brancos, tendo que viver em condições desumanas, amontoados dentro de senzalas.
Muitas vezes suas mulheres e filhas serviam de escravas sexuais para os patrões e seus filhos, feitores e capitães do mato, que depois as abandonavam.
As casas dos escravos eram de chão batido, não tinham móveis nem utensílios para cozinhar. As esposas dos barões é quem lhes concedia alguns objetos, para diminuir as dificuldades de suas vidas. Nem mesmo estando doentes eram tratados de forma diferente, com respeito e dignidade. Ficavam sem remédios e sem atendimento médico, motivo pelo qual inventaram medicamentos com ervas naturais, ações aprendidas com os índios durante o período de colonização.
Algumas leis foram criadas para defender os direitos dos negros, pois muitas pessoas não concordavam com a escravização. A Lei do Ventre Livre foi a primeira delas, criada em 1871, concedendo liberdade aos filhos dos escravos nascidos após a lei. No ano de 1885, criaram a Lei dos Sexagenários, dando liberdade aos escravos com mais de sessenta anos de idade.
Porém, com a Lei Áurea, assinada pela Princesa Isabel em 13 de maio de 1888, foi que os escravos conquistaram definitivamente sua liberdade.
O grande problema dessa libertação foi que os escravos não sabiam realizar outro tipo de trabalho, continuando nas casas de seus patrões, mesmo estando libertos. Com isso, a tão esperada liberdade não chegou por completo.
As oportunidades de vida que tiveram eram limitadas apenas aos trabalhos pesados, como não haviam estudado e não aprenderam outros ofícios além dos braçais, porém, alguns conseguiram emprego no comércio.
O dia da consciência negra surgiu para lembrar o quanto os negros sofreram, desde a colonização do Brasil, suas lutas, suas conquistas. Mas também serve para homenagear àqueles que lutaram pelos direitos da raça e seus principais feitos.
Na data são realizados congressos e reuniões discutindo-se a história de preconceito racial que sofreram, a inferioridade da classe no meio social, as dificuldades encontradas no mercado de trabalho, a marginalização e discriminação, tratando-se também de temas como beleza negra, moda, conquistas, etc.
fonte: http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/datas-comemorativas/dia-nacional-consciencia-negra.htm
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sábado, 17 de setembro de 2016

2º ano- Consciência Negra- Projeto Interdisciplinar


Esta data foi estabelecida pelo projeto lei número 10.639, no dia 9 de janeiro de 2003. Foi escolhida a data de 20 de novembro, pois foi neste dia, no ano de 1695, que morreu Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares.

A homenagem a Zumbi foi mais do que justa, pois este personagem histórico representou a luta do negro contra a escravidão, no período do Brasil Colonial. Ele morreu em combate, defendendo seu povo e sua comunidade. Os quilombos representavam uma resistência ao sistema escravista e também um forma coletiva de manutenção da cultura africana aqui no Brasil. Zumbi lutou até a morte por esta cultura e pela liberdade do seu povo.

Importância da Data
A criação desta data foi importante, pois serve como um momento de conscientização e reflexão sobre a importância da cultura e do povo africano na formação da cultura nacional. Os negros africanos colaboraram muito, durante nossa história, nos aspectos políticos, sociais, gastronômicos e religiosos de nosso país. É um dia que devemos comemorar nas escolas, nos espaços culturais e em outros locais, valorizando a cultura afro-brasileira. 

A abolição da escravatura, de forma oficial, só veio em 1888. Porém, os negros sempre resistiram e lutaram contra a opressão e as injustiças advindas da escravidão. 

Vale dizer também que sempre ocorreu uma valorização dos personagens históricos de cor branca. Como se a história do Brasil tivesse sido construída somente pelos europeus e seus descendentes. Imperadores, navegadores, bandeirantes, líderes militares entre outros foram sempre considerados hérois nacionais. Agora temos a valorização de um líder negro em nossa história e, esperamos, que em breve outros personagens históricos de origem africana sejam valorizados por nosso povo e por nossa história. Passos importantes estão sendo tomados neste sentido, pois nas escolas brasileiras já é obrigatória a inclusão de disciplinas e conteúdos que visam estudar a história da África e a cultura afro-brasileira.

fonte: http://www.suapesquisa.com/datascomemorativas/dia_consciencia_negra.htm

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1º ano- Consciência Negra- Projeto Interdisciplinar

A Consciência Negra representa a luta dos negros contra a discriminação racial. É a reflexão sobre a posição dos negros na sociedade, diante de um longo período de preconceito, sofrido pelas gerações que sucederam a época de opressão.

No Brasil, o dia 20 de novembro foi instituído como o "Dia da Consciência Negra", em homenagem a data da morte do líder negro "Zumbi", que lutou contra a escravidão no Brasil.
Dia da Consciência Negra

Como chegamos ao Dia da Consciência Negra?

As diversas nações africanas não se conheciam como negros e sim como Banto, Haúça, Niam, Fulas, Kanembu etc. Os primeiros africanos trazidos para o Brasil como escravos aqui chegaram em 1532. A abolição do tráfico negreiro deu-se em 1850, pela Lei Eusébio de Queiroz.

Após a abolição formal da escravidão no dia 13 de maio de 1888, a busca da "liberdade" dos negros jamais cessou. O sentimento de discriminação sentido por todos os lados tornou o negro excluído da sociedade, marginalizado no mercado de trabalho.

Essa exclusão foi aos poucos se diluindo. Mas o negro optou por uma celebração simbólica dessa luta constante do negro para sua libertação. A criação de um dia comemorativo da Consciência Negra é uma forma de lembrar a importância de valorizar um povo que contribuiu para a formação da cultura brasileira.

No dia 9 de janeiro de 2003, a Lei Federal 10.639 instituiu o "Dia Nacional da Consciência Negra", no calendário escolar. O ensino da cultura afro-brasileira passou a fazer parte do currículo das escolas em todo o país.

fonte: https://www.todamateria.com.br/consciencia-negra/


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