segunda-feira, 30 de março de 2015

Confecção de slides

Oito dicas para aprimorar suas apresentações de slides. No trabalho ou na faculdade, apresentações de slides sempre são necessárias. Provavelmente você já precisou criar uma apresentação de slides para expor alguma coisa. Relatórios no trabalho, trabalhos da escola ou da faculdade, dados em palestras, enfim, há uma infinidade de motivos pelos quais isso pode ter acontecido.Contudo, passar informações via apresentação de slides é algo que acaba sendo mais complicado do que parece, pois existem alguns detalhes que não devem ser deixados de lado na construção de seu trabalho.

Planeje seus slides

Que tal criar um esboço no papel antes de começar a trabalhar no computador? Pegue um bloco e uma caneta, e exponha ali suas ideias. Tente estruturar onde estarão imagens e texto em seus slides, pois isso pode lhe dar novas ideias e ainda evitar desperdício de trabalho.

Troque texto por imagens

Uma imagem vale mais que mil palavras também em uma apresentação de slides, portanto, sempre que possível, substitua uma frase ou um parágrafo por uma imagem. Porém, tenha bom senso e não exagere na quantidade de figuras em um mesmo slide.

Mais fala e menos texto

A dica crucial para quem quer construir um bom slide é essa: fale mais e escreva menos. Se o texto for indispensável, tente escrever pouco, pois slides enxutos são mais bonitos e tornam a apresentação mais dinâmica. Assim você fala e sua plateia não se distrai lendo muita coisa.

Fontes legíveis são essenciais

Ao escrever algo em um slide, lembre-se de que o texto será lido por pessoas distantes de sua projeção, portanto, torne a usar o bom senso na escolha do tamanho da fonte. Além disso, não invente na hora de selecionar o modelo da fonte, procure selecionar algo simples e legível. Cabe aqui, novamente, falar sobre a quantidade de texto: quanto mais texto, menor a fonte, o que pode prejudicar a leitura.

Simplicidade 

Steve Jobs, chefão da Apple e um dos caras mais influentes no mundo quando o assunto é tecnologia, disse uma vez que “simplicidade é o máximo da sofisticação”. Então, que tal não encher seus slides de conteúdo e buscar um equilíbrio entre cores de fundo, de texto e de imagens?

Ler o conteúdo dos slides? Jamais

Seu slide está redondinho: claro, objetivo e despoluído. Mas, na hora de apresentação você começa a ler! Esqueça isso! Treine bastante em casa, releia os textos que serviram de base para a criação da apresentação e não leia. Além do fato de que sua plateia sabe ler, falar sem ler slides passa mais segurança e credibilidade.

Postura é essencial

Essa dica também não tem nada a ver com os slides, mas é importante para sua apresentação. Quando estiver palestrando para outras pessoas, tenha postura: nada de colocar as mãos no bolso ou cruzar os braços.

Fale com clareza

Assim como seus slides, sua apresentação também precisa ser clara e objetiva, portanto, evite termos técnicos sempre que possível, procure usar um vocabulário menos rebuscado e, principalmente, conhecer o público que assistirá à sua exposição, pois isso ajuda a definir a melhor postura a ser tomada na frente de todos.



sexta-feira, 27 de março de 2015

Tipos de Violência

-  Violência Física 

Violência contra a mulher - é qualquer conduta - ação ou omissão - de discriminação, agressão ou coerção, ocasionada pelo simples fato de a vítima ser mulher e que cause dano, morte, constrangimento, limitação, sofrimento físico, sexual, moral, psicológico, social, político ou econômico ou perda patrimonial. Essa violência pode acontecer tanto em espaços públicos como privados.

Violência de gênero - violência sofrida pelo fato de se ser mulher, sem distinção de raça, classe social, religião, idade ou qualquer outra condição, produto de um sistema social que subordina o sexo feminino.

Violência doméstica - quando ocorre em casa, no ambiente doméstico, ou em uma relação de familiaridade, afetividade ou coabitação.

Violência familiar - violência que acontece dentro da família, ou seja, nas relações entre os membros da comunidade familiar, formada por vínculos de parentesco natural (pai, mãe, filha etc.) ou civil (marido, sogra, padrasto ou outros), por afinidade (por exemplo, o primo ou tio do marido) ou afetividade (amigo ou amiga que more na mesma casa).

Violência física - ação ou omissão que coloque em risco ou cause dano à integridade física de uma pessoa.

Violência institucional - tipo de violência motivada por desigualdades (de gênero, étnico-raciais, econômicas etc.) predominantes em diferentes sociedades. Essas desigualdades se formalizam e institucionalizam nas diferentes organizações privadas e aparelhos estatais, como também nos diferentes grupos que constituem essas sociedades.

Violência intrafamiliar/violência doméstica - acontece dentro de casa ou unidade doméstica e geralmente é praticada por um membro da família que viva com a vítima. As agressões domésticas incluem: abuso físico, sexual e psicológico, a negligência e o abandono.

Violência moral - ação destinada a caluniar, difamar ou injuriar a honra ou a reputação da mulher.

Violência patrimonial - ato de violência que implique dano, perda, subtração, destruição ou retenção de objetos, documentos pessoais, bens e valores.

Violência psicológica - ação ou omissão destinada a degradar ou controlar as ações, comportamentos, crenças e decisões de outra pessoa por meio de intimidação, manipulação, ameaça direta ou indireta, humilhação, isolamento ou qualquer outra conduta que implique prejuízo à saúde psicológica, à autodeterminação ou ao desenvolvimento pessoal.

Violência sexual - acão que obriga uma pessoa a manter contato sexual, físico ou verbal, ou a participar de outras relações sexuais com uso da força, intimidação, coerção, chantagem, suborno, manipulação, ameaça ou qualquer outro mecanismo que anule ou limite a vontade pessoal. Considera-se como violência sexual também o fato de o agressor obrigar a vítima a realizar alguns desses atos com terceiros.

Consta ainda do Código Penal Brasileiro: a violência sexual pode ser caracterizada de forma física, psicológica ou com ameaça, compreendendo o estupro, a tentativa de estupro, o atentado violento ao pudor e o ato obsceno.

ATIVIDADE PROPOSTA 1:
ATIVIDADE PROPOSTA 2:

Após ler o texto realize a atividade abaixo. Para resolvê-la leia as orientações com atenção. Não esqueça de colocar seu nome completo na atividade. Ao terminar click em “Finish” (finalizar). Depois selecione “Enviar as minhas respostas ao professor” e mandar para o e-mail: angela.boscardin@gmail.com

Veja na foto abaixo como fazer:


ATIVIDADES EXTRA:

1- Comente algum caso de violência domestica que você tenha presenciado ou ouvido falar . Qual a punição, você acha, que deveria ser aplicada a quem comete este tipo de violência ?

2- Segundo o texto a maioria dos casos violência contra crianças, adolescente e mulheres ocorrem dentro de casa e são praticadas por pessoas do próprio grupo familiar. Qual sua opinião sobre a recente lei que proíbe os pais de punirem seus filhos por meio de castigos físicos? Você acha que esta lei pode resolver em parte a questão da violência domestica?

3- Você já sofreu ou presenciou algum tipo de violência? Quais foram às conseqüências?

4- A organização de nossa sociedade favorece o surgimento da violência?

5- O que leva o ser humano ser violento?

fonte: http://sociofia.blogspot.com.br/2011/11/sociologia-tipos-de-violencia.html
http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=1172
https://sociologialegal.wordpress.com/2012/05/16/violencia/

quinta-feira, 26 de março de 2015

A homossexualidade

Resultado de imagem para homossexualidade
Outra mazela do mundo atual é a discriminação de pessoas por sua orientação sexual. A homossexualidade é uma prática antiga na história da humanidade. Há vários registros escritos de relações sexuais e afetivas entre pessoas do mesmo sexo entre antigos romanos.


No mundo contemporâneo, em diferentes tempos e espaços, a homossexualidade foi considerada uma doença, para qual havia tratamentos psicológicos e médicos, que visavam conseguir uma “reorientação sexual”.

Pesquisas posteriores apontaram, no entanto, que esses tratamentos causavam depressão, ansiedade, sentimento de vergonha, e até tentativa de suicídio. Somente a partir da segunda metade do século XX foram tomadas medidas no Brasil e no exterior para deixarem de considerar a homossexualidade uma patologia. Entre essas medidas podemos citar:

• 1985 – O conselho Federal de Medicina considerou que a homossexualidade não é um desvio de comportamento.

• 1993 – A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou que a homossexualidade não era uma patologia, pois não havia razões médicas nem éticas para tal.

• 1999 – O Conselho Federal de Psicologia proibiu tratamentos de “reorientação sexual” que visavam levar a pessoa a mudar sua orientação sexual.

• Em 2013 foi dado ao público o Estatuto da juventude, cujo artigo 17 diz: Art. 17. O jovem tem direito à diversidade e à igualdade de direitos e de oportunidades e não será discriminado por motivo de:

I – etnia, raça, cor da pele, cultura, origem, idade e sexo;
II – orientação sexual, idioma ou religião;
III – opinião, deficiência e condição social ou econômica.

BRASIL. Lei n. 12.852 de 5 de agosto de 2013. Institui o Estatuto da Juventude e dispõe sobre os direitos dos jovens, os princípios e diretrizes das políticas públicas de juventude e o Sistema Nacional de Juventude – SINAJUVE. Presidência da República, Casa Civil, Subchefia para Assuntos Jurídicos. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12852.htm. Acesso em: 5 set. 2020.

Assim, por lei, a homossexualidade deixou de ser uma patologia e, portanto, não havia motivo para prescrever tratamento para ela. Os profissionais da saúde passaram a vê-la como uma orientação sexual sem qualquer prejuízo para a pessoa e o seu entorno. Já a discriminação tem causado prejuízos consideráveis para saúde física e mental delas, ocasionando depressão, insônia, sentimentos de vergonha, de culpa e levando as vítimas inclusive a desistir da escola ou até mesmo a cometer suicídio.

O trecho a seguir ajuda-nos a dimensionar a gravidade do assunto:

A realidade da violência contra os segmentos LGBT é alarmante no país. Somente em 2012, foram relatadas quase 10 mil denúncias de violações de direitos humanos relacionadas à população LGBT. O ano de 2017, por exemplo, registrou 445 mortes por homofobia, fazendo do Brasil um dos lugares que mais mata pessoas LGBT no mundo. Além desses dados, verifica-se que parte dessas comunidades, especialmente as pessoas trans, encontra-se em situações de risco na sociedade na medida em que lhe faltam diversos direitos e oportunidades, em especial, de emprego.

RAMENZONI, G.; QUINALHA, R.; VENTURINI, A. C. LGBT. Prejuízos do preconceito. Le Monde Diplomatique Brasil, 12 mar. 2018. Disponível em: https://diplomatique.org.br/prejuizos-do-preconceito/. Acesso em: 5 set. 2020.

Acesse o link abaixo para ver as estatísticas
ASSISTAM AO VÍDEO:


ATIVIDADE PROPOSTA 1
ATIVIDADE PROPOSTA 2


Após ler o texto realize a atividade abaixo. Para resolvê-la leia as orientações com atenção. Não esqueça de colocar seu nome completo na atividade. Ao terminar click em “Finish” (finalizar). Depois selecione “Enviar as minhas respostas ao professor” e mandar para o 
e-mail: angela.boscardin@gmail.com

Veja na foto abaixo como fazer:

segunda-feira, 23 de março de 2015

Filme: Tempos Modernos


A figura central do filme é Carlitos, o personagem clássico de Chaplin, que ao conseguir emprego numa grande indústria, transforma-se em líder grevista conhecendo uma jovem, por quem se apaixona. O filme focaliza a vida do na sociedade industrial caracterizada pela produção com base no sistema de linha de montagem e especialização do trabalho. É uma crítica à "modernidade" e ao capitalismo representado pelo modelo de industrialização, onde o operário é engolido pelo poder do capital e perseguido por suas idéias "subversivas".
Em sua Segunda parte o filme trata das desigualdades entre a vida dos pobres e das camadas mais abastadas, sem representar contudo, diferenças nas perspectivas de vida de cada grupo. Mostra ainda que a mesma sociedade capitalista que explora o proletariado, alimenta todo conforto e diversão para burguesia. Cenas como a que Carlitos e a menina órfã conversam no jardim de uma casa, ou aquela em que Carlitos e sua namorada encontram-se numa loja de departamento, ilustram bem essas questões.


ATIVIDADE PROPOSTA

Após ler o texto realize a atividade abaixo. Para resolvê-la leia as orientações com atenção. Não esqueça de colocar seu nome completo na atividade. Ao terminar click em “Finish” (finalizar). Depois selecione “Enviar as minhas respostas ao professor” e mandar para o e-mail: angela.boscardin@gmail.com

Veja na foto abaixo como fazer:


FONTE: 
file:///C:/Users/USUARIO/Downloads/8164-Texto%20do%20artigo-22508-1-10-20200519.pdf
https://www.monografias.com/pt/docs/Quest%C3%B5es-sobre-o-filme-Tempos-Modernos-PKQ8N86XHX
https://nathaliajustino7.jusbrasil.com.br/artigos/324507782/analise-sobre-o-filme-tempos-modernos-de-karl-marx
https://www.cartamaior.com.br/?/Blog/Blog-do-Emir/O-verdadeiro-Tempos-Modernos-/2/23876
https://treinamento24.com/library/lecture/read/170154-o-que-mostra-o-filme-tempos-modernos https://pedagogiaaopedaletra.com/sintese-do-filme-tempos-modernos/

sábado, 21 de março de 2015

Instituições Sociais

O que são instituições?

Instituição social é o conjunto de regras e procedimento padronizados, reconhecidos, aceitos e sancionados pela sociedade e que têm grande valor social. São os modos de pensar, de sentir e de agir que a pessoa encontra preestabilidade e cuja mudança se faz muito lentamente, com dificuldade.
As principais instituições sociais são: a instituição familial, a instituição educativa, a instituição religiosa, a instituição jurídica, a instituição econômica e a instituição política.

A família
A família é o primeiro grupo social a que pertencemos. É um tipo de agrupamento social cuja estrutura em alguns aspectos varia no tempo e no espaço. Essa variação pode ser quanto ao número de casamentos, quanto á forma de casamento e quanto ao tipo de família e autoridade.
A família pode ser classificada em dois tipos básicos: família conjugal ou nuclear e família consanguínea ou extensa.
Família conjugal ou nuclear é o grupo que reúne o marido, a esposa e os filhos. 
Família consanguínea ou extensa é a que reúne, além do casal e seus filhos, outros parentes, como avós, netos, genros e noras.
Podemos citar como funções principais da família: função sexual, reprodutiva, econômica e educacional. As duas primeiras garantem a satisfação das necessidades sexuais dos cônjuges e perpetuam, pelo nascimento dos filhos, a espécie humana. A função econômica assegura os meios de subsistência e bem-estar. A função educacional é responsável pela transmissão á criança dos valores e padrões culturais da sociedade. A família é a primeira agência que socializa a criança.

 Quanto á autoridade, a família pode ser:
  • Patriarcal – se a figura central é o pai, possui autoridade de chefe sobre a mulher e os filhos.
  • Matriarcal – em que a figura central é a mãe, havendo, portanto predominância da autoridade feminina.
  • Nuclear ou Igualitária – onde a autoridade pode ser mais equilibrada entre os cônjuges, dependendo das situações, ações ou questões particulares.
União e casamento

Nas sociedades, em geral, há duas formas de relações entre os sexos: união e casamento.
União consiste no ajuntamento de indivíduos de sexos opostos sob a influencia do impulso sexual.Os cônjuges são chamados de “amigados“, “amaciados”, etc...A união pode ser temporária, frouxa (com divorcio fácil), ou indissolúvel (sem divórcio, com ou sem desquite).
O Concubinato é um tipo de união. Consiste na união livremente consentida, estável e de fato, entre um homem e uma mulher, mas não sancionada pelo casamento. Pode ser legal ou não.
O Matrimônio ou casamento é o método de uma família elementar diferente daquela em que nasceu. Assim, em cada sociedade, um adulto, um normal pertence a duas famílias nucleares: a de orientação (onde nasceu) e a de procriação (que constituiu). Na primeira, ele é filho e irmão; na segunda, marido e pai.
O matrimonio cria novas relações sociais e direitos recíprocos entre os cônjuges e entre cada um deles e os parentes do outro. Estabelece, também, direitos e status dos filhos.
Modalidades de casamentos. Em relação ao numero de cônjuges, os casamentos podem ser monogâmicos ou poligâmicos.
  • A Monogamia consiste no casamento de um homem ou uma mulher com apenas um cônjuge, como ocorre na sociedade ocidental.
  • A Poligamia consiste no casamento do homem ou da mulher com dois ou mais cônjuges.

O aparelho ideológico da família

Queiramos ou não, a família recebe grande influência do modo de reprodução em que está inserida. As relações básicas duma sociedade irão influenciar. Direta ou indiretamente, a estrutura familiar.
No modo de reprodução capitalista, a família que não é consciente, que não se vigia, prepara os elementos para a produção, forma cidadãos de acordo com as necessidades do sistema.
No exame da maioria de nossas famílias percebe-se que elas reproduzem relações de poder da sociedade em que vivem.

As relações de dominação se estabelecem por dois critérios:

1- O critério de idade: quem é mais velho, pode mais e sabe mais.

2- O critério sexo: o homem manda mais que a mulher. Para os homens são permitidos certos comportamentos, certas regalias que de nenhuma maneira são permitidos a mulher. Dentro do processo de socialização primaria, o menino já é educado diferentemente, para ser “o chefe”, para decidir, tomar iniciativa. A menino vai cuidar das coisas de casa, vai “servir” ao marido, cuidar das crianças. Mais uma vez as diferenças sexuais servem para a reprodução das relações de dominação, pois quando se chegar ao trabalho, teremos novamente essas diferenças já consagradas e legitimadas. No trabalho, a mulher, como regra, vai receber menos, mesmo que faça o mesmo trabalho que o homem.

A Igreja

Todas as sociedades conhecem alguma forma de religião. A religião é um fato social universal, sendo encontrada em toda parte e deste os tempos mais remotos.
Cada povo tem sua cultura própria, tem o culto ao sobrenatural como motivo de estabilidade social e de obediência ás normas sociais. O homem procura algo sobrenatural que lhe transmita paz de espírito e segurança. A religião sempre desempenha uma função social indispensável. Geralmente, todos se unem numa comunidade espiritual chamada Igreja.


Formas de religião
  • Hinduísmo: O dogma básico é a transmigração; doutrina segundo a qual cada ato da alma tem efeitos permanentes sobre o seu destino: a alma reencarnará, como animal ou como homem, dependendo de seu comportamento.
  • Budismo: O budismo constitui-se numa série de regras e modos de vida cuja finalidade é purificar o individuo para alcançar o Nirvana, estado de transcendência espiritual, com desapego das coisas terrestres: significa vitória sobre a dor, a morte, a transmigração carmâmica e sobre a própria individualidade.
  • Confucionismo: As forças celestes, a terra e o homem formam um todo harmônico, determinado por duas forças cósmicas correspondentes e opostas. A idéia de Deus aparece principalmente como um princípio cósmico imaterial. Confúcio criou uma série de práticas morais e regras de conduta social.Misto de filosofia e religião, o confucionismo fundamenta-se no culto aos antepassados e ao lar.
  • Judaísmo: Há uma esperança de salvação da humanidade após a vinda do Messias. É uma doutrina revelada pelos profetas, sendo Moises o maior deles. Para os judeus, os livros sagrados são: o Pentateuco, os Profetas e os Escritos Sagrados (denominados pela Igreja Cristã de Antigo Testamento).
  • Cristianismo: A base da teologia cristã é a crença em um Deus único, que subsiste em três pessoas (Pai, Filho, e Espírito Santo). A salvação a humanidade foi alcançada pelo sacrifício de cristo que é revivido pela celebração da igreja.
  • Islamismo: Juntamente com o Judaísmo e o Cristianismo, o Islamismo forma as três grandes religiões monoteísta.A principal profissão de fé do maometismo é a existência de um Deus supratemporal chamado Alá, do qual Maomé é o profeta. O livro sagrado denomina-se Corão e contém preceitos religiosos, concepção de vida e normas de comportamento. Meca é a cidade sagrada, á qual, se possível, cada crente deve fazer peregrinação, ao menos uma vez na vida.
O aparelho ideológico das Igrejas

A religião como superestrutura - A religião é superestrutura quando se torna um conjunto de mediações simbólicas e gestos rituais, quando se torna doutrina explicativa do mundo, a serviço de nações e impérios.
A religião infra-estrutura: a essência da religião infra-estrutura é o reconhecimento da relatividade das coisas, do criado. Ela não se situa na instância ideológica, mas é posição, atitude, práxis. Ela é utópica, é uma posição de antecipação criadora e de crítica ao presente.

O Estado

O Estado é a instituição social que tem a exclusividade, o monopólio da violência legítima; e assim é porque a lei lhe confere o direito de recorrer á violência, caso isso seja necessário.
O poder e a autoridade centralizam-se de maneira mais clara no Estado. Desse modo, o Estado é uma das agências mais importantes de controle social; o Estado executa suas funções por meio da lei, apoiado em ultima instância no uso da força.

O Estado constitui-se de quatro elementos:
  • território – é a base física do Estado, sobre a qual exerce sua jurisdição;
  • população – é composta pelos habitantes do território;
  • governo – é o grupo de pessoas colocadas á frente dos órgãos fundamentais do Estado e que seu nome exercem o poder público.
  • Constituição – onde está expresso as leis e demais normas de convivência social. (pode ser escrita ou não)
Estado, nação e governo

Estado é diferente de nação. A nação é um conjunto de pessoas ligadas entre si por vínculos permanentes de idioma, religião, valores. O Estado é, portanto, a nação com um governo. Porém, estado é diferente de governo. Estado é uma instituição social permanente e governo é um elemento transitório do Estado.

O Estado pode ter as seguintes formas de governo:
  • monarquia – o governo é exercido por uma só pessoa (o rei ), que herda o poder e o mantém até a morte ou renúncia;
  • república – o poder é exercido por representantes eleitos periodicamente pela população;
  • ditadura – uma só pessoa – o ditador – impõe a sua vontade e dispõe de poder ilimitado.
Funções do Estado

Nas sociedades modernas pode-se dizer que cabe ao Estado três finalidades:
  • garantir a soberania – manter a ordem interna e a segurança externa, a integridade territorial e o poder da decisão;
  • manter a ordem – as leis estabelecem o que deve ou não ser feito, o que pode ser feito, e prescrevem as punições por sua violação. O Estado é a instituição autorizada a decretar, impor, administrar e interpretar as leis na sociedade moderna;
  • promover o bem-estar social – propiciar a população de um Estado a ordem interna e externa, a paz, o respeito as leis, promovendo á justiça, dispor de meios suficientes para atender as necessidades humanas em seus diferentes aspectos: físico, moral, espiritual, psicológico e cultural; manter a ordem social, através de leis existentes ou redigindo novas, que reajustam a própria ordem, quando as condições de mudanças o exigirem.


fonte: http://sociologiamelhormateria.blogspot.com.br/2011/04/instituicoes-sociais.html

ATIVIDADES PROPOSTAS



1º Momento
  • Realizar a leitura do texto em seguida esquematizem os mapas conceituais
2º Momento

  • Os esquemas realizados na aula anterior deverão ser revisto e reorganizados.Neste segundo momento os alunos devem formalizar os mapas conceituais. Os mapas podem ser elaborados com a ajuda do programa Cmap tools.
3º Momento


sexta-feira, 20 de março de 2015

Eutanásia

É uma forma de apressar a morte de um doente incurável, sem que esse sinta dor ou sofrimento. A ação é praticada por um médico com o consentimento do doente, ou da sua família. A eutanásia é um assunto muito discutido tanto na questão da bioética quanto na do biodireito, pois ela tem dois lados, a favor e contra. É difícil dizer qual desses lados estaria correto: de que forma deve-se impor a classificação do certo e errado neste caso?

Do ponto de vista a favor, ela seria uma forma de aliviar a dor e o sofrimento de uma pessoa que se encontra num estado muito crítico e sem perspectiva de melhora, dando ao paciente o direito de dar fim a sua própria vida.
Já do ponto de vista contra, a eutanásia seria o direito ao suicídio, tendo em vista que o doente ou seu responsável teria o direito de dar fim a sua vida com a ideia de que tal ato aliviaria sua dor e sofrimento.

No Brasil, a eutanásia é considerada homicídio, já na Holanda é permitida por lei.
Um dos casos mais recentes de eutanásia é o da americana Terri Schiavo: seu marido entrou com um pedido na justiça para que os aparelhos que mantinham Terri viva fossem desligados.

Esse caso chamou a atenção do mundo todo, muitas pessoas se manifestaram contra, as igrejas se revoltaram com tal situação, a família da paciente era contra, os pais dela entraram na justiça tentando impedir tal ação. No fim, a justiça e o governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, decidiram pelo desligamento dos aparelhos que a mantinha viva.

Com casos assim vêm à tona em nossas mentes certos questionamentos: será que alguém tem direito de por fim a sua própria vida ou de decidir o fim da vida de outra pessoa? É correto permitir que o doente viva num estado estático de dor e sofrimento? Bom, essas são perguntas persistem e até o presente momento não apresentam respostas. Enfim, este tema é muito sugestivo para uma reflexão, na qual você poderá fazer uma avaliação do certo e errado e do direito sobre a vida.

Classificação

A eutanásia pode ser classificada em dois tipos: ativa e passiva
  • EUTANÁSIA ATIVA

É aquela em que há intenção de causar a morte do paciente como forma de livrar a dor. 

Geralmente na eutanásia ativa são utilizadas injeções letais, medicamentos em doses excessivas, que possam causar a morte do paciente em pouco tempo. 

  • EUTANÁSIA PASSIVA
A passiva tem por razão algum 'descuido' médico, que deixa faltar ao paciente algum tipo de alimento ou até mesmo aparelho que ele necessite para viver. De forma 'indireta' é uma morte causada pelos médicos afim de reduzir o sofrimento do paciente.

A fase de 'aceitação' da eutanásia também é classificada por três tipos, são eles: voluntária (quando o paciente é quem se manifesta com desejo de morrer pois já não aguenta mais sofrer), involuntária (que ocorre contra a vontade do paciente) e não voluntária (quando o paciente morre sem ter expressado sua opinião).

Vale lembrar que a eutanásia só é realizada quando o paciente sofre de doença crônica sem cura e que envolva sofrimento acima do normal.


QUESTÕES PARA DEBATE:


1- Você acha que a Eutanásia deveria estar apenas disponível para doentes em estado terminal ou para qualquer indivíduo que manifeste o desejo de a realizar?

2- Para você a Eutanásia é algo positivo, tanto para o doente como para as famílias?

3- O Brasil deve fazer como a Holanda e legalizar a prática da eutanásia para abreviar o sofrimento de doentes terminais?

ATIVIDADE EXTRA

Liste pontos positivos e negativos da prática da eutanásia;


Como responder as avaliações virtuais da Unopar - YouTube

PROPOSTA DE REDAÇÃO


A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Eutanásia”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Texto 1- EUTANÁSIA

A eutanásia é o ato em que um indivíduo, em situação de sofrimento constante por um mal ou doença incurável, escolhe cessar sua própria vida.

A eutanásia é definida como a conduta pela qual se traz a um paciente em estado terminal, ou portador de enfermidade incurável que esteja em sofrimento constante, uma morte rápida e sem dor. É prevista em lei, no Brasil, como crime de homicídio.

Entre as formas dessa prática existe a diferenciação entre eutanásia ativa, quando há assistência ou a participação de terceiro – quando uma pessoa mata intencionalmente o enfermo por meio de artifício que force o cessar das atividades vitais do paciente – e a eutanásia passiva, também conhecida como ortotanásia (morte correta – orto: certo, thanatos: morte), na qual se consiste em não realizar procedimentos de ressuscitação ou de procedimentos que tenham como fim único o prolongamento da vida, como medicamentos voltados para a ressuscitação do enfermo ou máquinas de suporte vital como a ventilação artificial, que remediariam momentaneamente a causa da morte do paciente e não consistiriam propriamente em tratamento da enfermidade ou do sofrimento do paciente, servindo apenas para prolongar a vida biológica e, consequentemente, o sofrimento.

A literatura que trata desse tema é ainda escassa no Brasil, uma vez que o tema é um tabu e geralmente associado ao suicídio assistido. No entanto, aqueles que advogam a favor da “boa morte”, como é referida por estes, a diferenciação do suicídio assistido com o argumento de que a ortotanásia, ou eutanásia passiva, nada mais é que permitir que o indivíduo em estado terminal, portador de doença incurável e que demonstre desejo conscientemente, possa passar pela experiência da morte de forma “digna e sem sofrimento desnecessário”, sem a utilização de métodos invasivos para a prolongação da vida biológica e do sofrimento humano. Uma morte natural.

A eutanásia não é um dilema recente, trata-se de uma discussão que permeia a história humana por tratar de um tema tão complexo e sensível: a escolha individual da vida pela vida, ou o direito a escolher quando o sofrimento ou a dor pode se tornar uma justificativa tangível para que se busque a morte como meio de alívio.

A eutanásia é um direito legalmente previsto em alguns países como a Holanda e a Bélgica, nos casos para pacientes terminais ou portadores de doenças incuráveis que acarretam em sofrimento físico e emocional para o paciente e seus familiares. Em outros países, no entanto, é possível que o paciente faça o requerimento legal de não haver tentativa de ressuscitação no caso de parada crítica de órgãos. É importante destacar que a eutanásia é um ato de vontade própria e individual do enfermo, quando em estado de plena consciência, que garante a esse a escolha entre cessar seu sofrimento em vida ou continuar lutando. Este é o principal ponto da discussão sobre o direito de escolha individual à vida: a liberdade do sujeito que sofre em determinar se sua vivência é justificada seja pelas suas crenças, vontade individual, ou por simples compaixão por aqueles que seriam atingidos pela sua morte.

No Brasil, a eutanásia é um crime previsto em lei como assassinato, no entanto, existe um atenuante que é verificado no caso do ato ter sido realizado a pedido da vítima e tendo em vista o alívio de um sofrimento latente e inevitável, que reduz a pena para a reclusão de 3 a 6 anos.

Os debates sobre o assunto são geralmente encabeçados por membros de organizações religiosas, que argumentam que a vida é uma dádiva divina sobre a qual nenhum ser humano tem direito ou o poder de voluntariamente cessá-la, e por alguns profissionais da saúde que argumentam que as enfermidades que acarretam em sofrimento prologando seriam reduzidas caso os governantes investissem mais em formas de assistência de saúde de maior qualidade. Aqueles que lutam pela sua legalização se pautam no direito da escolha individual, independente de crença religiosa, no que diz respeito à sua própria vida, tendo sempre em vista a dignidade humana e o direito de acabar com o sofrimento quando não existe outra alternativa. Um dos maiores defensores da eutanásia, o médico Jack Kevorkian, assistiu a mais de 130 doentes terminais em suas mortes.

O assunto é incrivelmente complexo e possui vários lados a serem vistos, para isso é importante que ele seja exposto de forma compreensível para todos. Filmes que tratam sobre a eutanásia são uma boa fonte de informação. Um deles é o filme Você não conhece o Jack (You don’t know Jack – 2010) que conta a história real de Jack Kervokian, um médico que realizava a eutanásia para pacientes em estado terminal e em sofrimento agudo.

A vida, a morte e o sofrimento humano são sempre assuntos complexos e difíceis de serem tratados. Entretanto, essa é uma realidade a qual todos estamos sujeitos.

Texto 2

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Texto 3

Confira alguns argumentos contra e a favor da eutanásia

OS ARGUMENTOS

A FAVOR

  • Os defensores acreditam que este seja um caminho para evitar a dor e o sofrimento de pessoas em fase
  • A pessoa teria direito à escolha pela sua vida e pelo momento da
  • Quando uma pessoa passa a ser prisioneira do seu corpo, dependente de outras pessoas para ter as necessidades mais básicas. O medo de ficar só, de ser um “fardo” e a revolta levam o paciente a pedir o direito a morrer com

CONTRA
  • Do ponto de vista religioso, é tida como uma usurpação do direito à vida humana, devendo ser um exclusivo reservado ao “Criador”, ou seja, só ele pode tirar a vida de alguém.
  • Da perspectiva da ética médica, cabe assim ao médico assistir o paciente, fornecendo-lhe todo e qualquer meio necessário ao
  • O Código Penal considera crime quem ajuda em suicídio ou homicídio mesmo que a pedido da vitima ou por “compaixão”.

FONTE: http://www.brasilescola.com/sociologia/eutanasia.htm
http://www.coladaweb.com/medicina-e-enfermagem/eutanasia
https://redacaonline.com.br/blog/tema-de-redacao-eutanasia/


quinta-feira, 19 de março de 2015

Estratificação social

Resultado de imagem para estratificação socialA estratificação social indica a existência de diferenças, de desigualdades entre pessoas de uma determinada sociedade. Ela indica a existência de grupos de pessoas que ocupam posições diferentes

São três os principais tipo de estratificação social: 
  • Estratificação econômica: baseada na posse de bens materiais, fazendo com que haja pessoas ricas, pobres e em situação intermediária; 
  • Estratificação política: baseada na situação de mando na sociedade (grupos que têm e grupos que não têm poder); 
  • Estratificação profissional: baseada nos diferentes graus de importância atribuídos a cada profissional pela sociedade. Por exemplo, em nossa sociedade valorizamos muito mais a profissão de médico do que a profissão de pedreiro.É importante ressaltar que todos os aspectos de uma sociedade – economia, política, social, cultural, etc. – estão interligados. Assim, os vários tipos de estratificação não podem ser entendidos separadamente. Por exemplo, as pessoas que ocupam altas posições econômicas em geral também têm poder e desempenham posições profissionais valorizadas socialmente. 
Também importante lembrar que a constituição de sociedades estratificadas socialmente é um fenômeno histórico; ou seja, as diferenciações sociais e a formação de suas características ocorrem em função de processos históricos explicáveis dentro de suas próprias lógicas. Portanto, não são fenômenos "naturais", derivados de alguma lógica exterior ao próprio ser humano. São processos construídos por agentes humanos que se opõem, sob a forma de grupos, no campo do conflito. 

A estratificação social é a divisão da sociedade em estratos ou camadas sociais. Dependendo do tipo de sociedade, esses estratos ou camadas podem ser: castas (Índia), estamentos (Europa Ocidental durante o feudalismo) e classes sociais (sociedades capitalistas). 

                                     Castas

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O sistema de castas na Índia é assentado em um modelo de organização da sociedade a partir da divisão de classes sob a justificativa de preceitos religiosos. O sistema de castas indiano, também aplicado no Nepal, é caracterizado pela hereditariedade e estratificação.

A divisão em castas hereditárias e surgiu com a religião Hindu, mas foi abolida pelo governo indiano em 1947. Na sociedade, contudo, permanece porque os praticantes acreditam que a mudança de castas é desrespeito.

Nesse sistema, a divisão da sociedade ocorre de acordo com a etnia e tem como primazia a superioridade branca sobre os demais indivíduos. A crença é a de quem nasce em uma casta inferior está pagando pelos pecados da vida passada e deve aceitar seu karma.

Significado

A divisão ocorre da seguinte maneira: os Purasha são classificados em castas e o os Dalits estão fora do sistema, são considerados intocáveis. No sistema é formado pelos Brâmanes, a casta mais elevada. Aí estão os sábios e indivíduos comparados a deuses. São sacerdotes, professores e filósofos. Os Brâmanes acreditam que nasceram a cabeça do deus Brahma.

Mais abaixo estão os Xátrias, nascidos braços do deus Brahma, por isso são considerados guerreiros. Nesta casta estão os militares e integrantes da administração. Abaixo vêm os Vaixás, que pensam terem nascido das pernas de Brahma e atuam como comerciantes. Por fim, os Sudras, que teriam vindo dos pés do deus e são operários, artesãos e camponeses.

Dalits

À parte do sistema de castas estão os intocáveis, também chamados de haridhans, haryans e, por fim, dalits. Os indianos acreditam que os dalits são resultado da poeira do pé de Brahma.

Esse grupo representa cerca de 30% dos indianos e sofrem toda a crueldade imposta pelo sistema de castas. Só podem usar roupas que foram de cadáveres, não podem beber nas mesmas fontes de água daqueles protegidos pelo sistema de castas e só podem desenvolver atividades sujas, como o trato com o lixo ou cadáveres.

São considerados sujos e vivem em isolamento e em extrema pobreza. Impedidos de subir na escala social em consequência da hereditariedade, não chegam a ser considerados seres humanos. Os dalits sofrem todo tipo de violência, além da social, física e sexual.

Estamentos

A sociedade feudal da Europa na Idade Média foi um exemplo típico de uma sociedade estratificada em estamentos. 

Estamento ou estado é uma camada social semelhante à casta, porém mais aberta. Na sociedade estamental a mobilidade social ascendente é difícil, porém não impossível, como na sociedade de castas. 

Na sociedade feudal, os indivíduos só muito raramente conseguiam ascender socialmente. Essa ascensão só era possível em alguns casos: quando a Igreja recrutava, em certas ocasiões, seus membros entre os mais pobres, caso o rei conferisse um título de nobreza a um homem do povo, ou ainda se a filha de um rico comerciante casasse com um nobre, tornando-se, assim, membro da aristocracia. 

Essas situações eram difíceis de acontecer e normalmente as pessoas permaneciam no estamento em que haviam nascido.

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Classes sociais 

A Classe Social determina um grupo de indivíduos que compartilham interesses e possuem socioeconômicas semelhantes.

Nesse sentido, diversos grupos compõem as classes sociais existentes, classificada, de maneira básica e hierárquica entre os “ricos” e os “pobres”.

Com o fim do sistema feudal, o surgimento da classe burguesa e ascensão do sistema capitalista (propriedade privada e dos meios de produção), os grupos sociais foram se dividindo.

Teoria de Classes

A definição sobre Classe Social tal qual a conhecemos hoje, surgiu dos estudos dos teóricos alemães: Karl Marx e Friedrich Engels.

Segundo o Marxismo, a “Teoria de Classes” determina as classes sociais, por meio das relações de produção, ou seja, entre os detentores de bens e capital e os trabalhadores que fornecem sua força de trabalho.

Dessa forma, a luta de classes dentro de uma sociedade capitalista, é determinada por dois grupos: dominantes (burguesia) e os dominados (proletariado), donde o segundo, a classe operária ou trabalhadora, vende sua força de trabalho.

Para os teóricos, essa luta de classes teria fim quando não houvesse grupos de opressores e oprimidos, ou seja, sem distinções entre renda, educação, saúde e cultura, resultante da extinção do sistema político-econômico capitalista em prol dos ideais comunistas de uma sociedade sem classes.

Classe Social e Estrato Social

Muito comum haver confusão entre os termos “estrato social” e “classe social”, no entanto, o primeiro é mais abrangente no sentido de incluir não somente os aspectos econômicos e políticos dos grupos, como também a distribuição de determinados valores sociais tal qual educação, riqueza, prestígio, dentre outros.

Classes Sociais no Brasil

Resultado de imagem para Classe Social no brasil- desenhoNo Brasil, a classificação das classes socais, de acordo com a renda familiar é dividido basicamente em: classe alta, classe média e classe baixa.

Segundo o critério de classificação econômica da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) e a Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (Abep), cada grupo (alta, média e baixa) é caracterizado por letras, a saber: classe A, B , C, D e E.

Por conseguinte, alguns grupos apresentam subcategorias, por exemplo, a classe A (A1, A2), a classe B (B1, B2), e a classe C (C1, C2).

Observe que diante dessa classificação econômica, o grupo A1 é a classe mais alta (melhor qualidade de vida e maior poder aquisitivo), enquanto o grupo E, indica a classe mais baixa, ou seja, com menor poder aquisitivo e baixa qualidade de vida. Esse critério leva em conta a renda familiar, os bens e o grau de escolaridade.

Por sua vez, a classificação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divide as classes sociais em 6 categorias básicas, segundo a renda familiar mensal: Classe A (acima de 20 salários mínimos), Classe B (de 10 a 20 salários mínimos), Classe C (de 4 a 10 salários mínimos), Classe D (de 2 a 4 salários mínimos) e a Classe E (recebe até 2 salários mínimos).